A 800 metros de profundidade em uma rocha de 175 milhões de anos: a solução da Alemanha para o lixo nuclear

Onde colocar o que não se pode jogar fora? Nas profundezas do período Jurássico, a Alemanha pensa em uma solução

29 mar 2026 - 13h18
(atualizado em 30/3/2026 às 07h18)
Foto: Xataka

A energia nuclear é capaz de gerar eletricidade limpa, continuamente e em grandes quantidades. Uma maravilha, exceto por dois pequenos detalhes: o risco de um possível vazamento e o que fazer com o lixo nuclear. A solução mais comum é enterrá-lo em um depósito de lixo nuclear e esperar. Quanto tempo? Bem, depende, mas pode ser centenas de milhares de anos, até que não represente mais perigo. A pergunta de um milhão de dólares é: onde? Uma equipe internacional de pesquisa liderada pela Alemanha iniciou perfurações em uma montanha suíça para tentar responder a essa pergunta.

O projeto

Chama-se DEBORAH (de Deep borehole to resolve the Mont Terri Anticline Hydrogeology, ou Perfuração profunda para desvendar a hidrogeologia do anticlinal de Mont Terri) e é exatamente isso que está fazendo. Seu objetivo? Documentar em detalhes as camadas presentes e suas propriedades. Um material é particularmente interessante: a argila Opalinus.

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Este experimento em águas profundas envolve o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ) e o Instituto Federal Alemão de Geociências e Recursos Naturais (BGR), o Serviço de Resíduos Nucleares do Reino Unido (NWS) e pesquisadores suíços da Universidade de Berna.

Por que isso é importante?

Porque pode ser a rocha ideal para a construção de um repositório de resíduos radioativos. Como explica o GFZ, a Suíça já tomou a decisão, mas a Alemanha e o Reino Unido (os outros parceiros do projeto) ainda não. A chave está nos resultados das análises dos furos de ...

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