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Cidades

RS: pais fecham escola após goteiras com fezes de ratos

Divulgação

Local não apresentaria condições de seguir recebendo comunidade escolar

8 jun 2017
15h10
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Em tese, o espaço escolar deveria ser convidativo o suficiente para que os alunos se sentissem acolhidos e respeitados. Em um universo ideal, as salas de aula seriam limpas e aconchegantes, rodeadas por um espaço lúdico e organizado. Para muitos pedagogos, a atmosfera que envolve o ambiente escolar é tão importante quanto o ensino em si. 

Agora imagine chegar para a aula e encontrar uma mistura de sangue e fezes de animais pingando do teto. Junte a isso torneiras estragadas, brinquedos quebrados e depredações de todo o tipo na estrutura do prédio da escola. Pois essa é a situação encontrada nas últimas semanas pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental General Ibá Ilha Moreira, no bairro Jardim Carvalho, zona leste de Porto Alegre. 

A situação desoladora é denunciada pela diretora do local, Marlei de Oliveira. Conforme o desabafo, os problemas se acumulam dia após dia, indo desde a não substituição de funcionários em licença médica até a falta de merenda escolar. Em outubro do ano passado um temporal acabou destelhando o prédio, causando a infestação de ratos e pombos no andar superior do prédio.

Pela fachada da escolha pode-se perceber que faltam telhas na cobertura
Pela fachada da escolha pode-se perceber que faltam telhas na cobertura
Foto: Divulgação

Uma onda de instabilidade assolou Porto Alegre nas últimas semanas, piorando o quadro e tornando a manutenção das atividades letivas insustentável. Os próprios pais interditaram a escola: "o cheiro de aves era sempre presente, mas com a chuva não deu mais pra aguentar", disse a diretora. Excrementos se acumulam não apenas pelo telhado, mas também pelas janelas e pelo chão das salas de aula. 

Marlei garante que os alunos também não ajudam na preservação da escola. Torneiras do banheiro masculino foram vandalizadas, e a instituição não tem mais dinheiro para novo conserto. A escola solicitou a presença de profissionais de uma unidade de saúde no local, que apontou "enorme quantidade de fezes de pombos, mau cheiro, restos biológicos e orgânicos, causando sérios riscos de contaminação". 

Fezes, restos e até animais mortos se acumulam no telhado da escola
Fezes, restos e até animais mortos se acumulam no telhado da escola
Foto: Divulgação

Escola fechada

Desde a última quinta-feira a escola foi fechada, e as verbas para a manutenção e uma grande burocracia para realizar os serviços atrasam a limpeza e recuperação do espaço. Marlei admite que houve problemas no repasse da prestação de contas e que um furto impediu a apresentação de notas para o repasse de merenda escolar em 2017, mas garante que este não é o único empecilho. "Nós estamos com duas sindicâncias abertas, é verdade, e acho que é por isso que as empresas muitas vezes nem voltam para finalizar os orçamentos", disse a diretora. 

Através de nota, a Seduc informou que o serviço de limpeza e desinfecção da escola começará na próxima segunda-feira (12), com duração de dez dias. Durante este período, diz a nota, "as aulas podem ser deslocadas para a Escola Evaristo Gonçalves Netto, que fica próximo ao local. Os dias de aulas perdidos devido ao transtorno deverão ser recuperados até o final das férias de julho."

A Secretaria ainda reforçou que "os problemas causados na Escola General Ibá Ilha Moreira foram gerados por problemas na gestão da instituição de ensino que tem plena autonomia financeira e só não está recebendo verbas porque não fez a prestação de contas dos últimos repasses feitos pela Secretaria da Fazenda."

Banco avariado na escola não pode ser usado pelos alunos
Banco avariado na escola não pode ser usado pelos alunos
Foto: Divulgação

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Fonte: Especial para Terra
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