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EUA querem controlar venda de petróleo da Venezuela 'indefinidamente', diz secretário de Energia

Segundo Chris Wright, controle das vendas é visto como instrumento de pressão política para 'mudar a Venezuela'

7 jan 2026 - 12h58
(atualizado às 15h01)
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O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, pontuou que o governo americano quer controlar a venda do petróleo venezuelano "indefinidamente" e "depositar o dinheiro em contas controladas pelos EUA", ressaltando que a intenção é direcionar parte desse óleo para o mercado doméstico.

Ele falou publicamente pela primeira vez desde a retirada do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, do poder, durante entrevista concedida nesta quarta-feira, 7, na conferência anual de energia do Goldman Sachs, em Miami.

Wright acrescentou que o governo dos EUA quer vender petróleo venezuelano para refinarias americanas e também colocar o petróleo da Venezuela no mercado global. O secretário ainda destacou que o controle das vendas é visto como instrumento de pressão política.

"Os EUA precisam controlar as vendas de petróleo para mudar a Venezuela", declarou, acrescentando que "a Venezuela não vai mudar a menos que os Estados Unidos exerçam alavancagem". Na avaliação dele, "os EUA têm grande poder de influência se controlarem o petróleo venezuelano".

Wright também indicou perspectivas de aumento da produção. Durante o evento, estimou que a produção de petróleo da Venezuela pode crescer em várias centenas de milhares de barris adicionais no curto a médio prazo. Para isso, segundo ele, Washington pretende criar um ambiente favorável à entrada de empresas americanas.

O secretário de Energia ainda salientou que os EUA desejam "importar peças, equipamentos e serviços para reconstruir a indústria petrolífera venezuelana" e explicou que "o petróleo que a Venezuela vai entregar aos Estados Unidos virá de estoques", conforme anunciado pelo presidente Donald Trump.

Estadão
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