Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Livro de jornalista da Maré, perseguida há 10 anos, vira peça teatral de moradores

Montagem revive ocupação militar de 2014, com base em livro-reportagem que denunciou atrocidades das forças de segurança

8 dez 2025 - 15h33
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O livro-reportagem "Militarização e Censura", da jornalista Gizele Martins, que denuncia as atrocidades da ocupação militar na Maré em 2014, inspirou uma peça teatral protagonizada por moradores da comunidade, destacando resistência e cultura local através do samba.
Jovens da Maré fazem espetáculo sobre a ocupação militar em 2014. Apesar do tema pesado, enredo gira em torno de uma família envolvida com samba.
Jovens da Maré fazem espetáculo sobre a ocupação militar em 2014. Apesar do tema pesado, enredo gira em torno de uma família envolvida com samba.
Foto: Marcos Brendon

Com apresentações gratuitas, a peça Entre: Bombas, Balas, Confetes e Serpentinas, com atores e equipe técnica de moradores da Comunidade da Maré, no Rio de Janeiro, chega aos palcos do Teatro Museu da Maré, entre os dias 12 e 14 de dezembro – o espetáculo mergulha nas vivências e histórias de lutas e resistências de um dos maiores complexos de favelas da capital fluminense.

A peça é baseada no livro-reportagem de Gizele Martins, Militarização e Censura, sobre a ocupação militar de 2014, ano da Copa do Mundo. A autora, cria da Maré, jornalista e documentarista premiada, acabou de vencer o Festival do Rio 2025 na categoria de melhor documentário com Cheiro de Diesel, versão audiovisual sobre o impacto da militarização nas favelas da Maré e da Penha.

A peça, baseada na obra de Gizele Martins, é escrita pelo arte-educador Matheus Frazão, também da Maré. O enredo gira em torno da censura e o medo cotidiano dos moradores, gerado pela presença das forças militares. Em toda essa guerra, o samba é o pulmão da comunidade para continuar resistindo no complexo de favelas.

Peça leva ao palco a visão dos que tiveram a liberdade de expressão brutalmente silenciada pelo Estado com a militarização da Maré, no Rio de Janeiro.
Peça leva ao palco a visão dos que tiveram a liberdade de expressão brutalmente silenciada pelo Estado com a militarização da Maré, no Rio de Janeiro.
Foto: Marcos Brendon

Samba como combustível de resistência contra violência

“A peça deste ano retrata as violências ocorridas no período da ocupação militar de 2014 na Maré, todavia, traz uma família que se diverte, que é do samba... É a alegria confrontando a violência. Talvez ela seja a nossa melhor arma. Uma obra do cotidiano, da intimidade, dos carnavais e desesperos que é a vida na favela”, explica Frazão.

Ele começou jovem na arte, se profissionalizou e continua no corre comunitário. Frazão é cria do projeto sociocultural Entre Lugares Maré, reconhecido como Escola Livre de Formação em Arte e Cultura, certificada pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação, Livro e Leitura através da Rede Nacional Escolas Livres.

A Escola oferece formação teatral. Todo ano, são executadas pelo menos cinco oficinas artísticas, técnicas e de capacitação, junto às aulas fixas regulares de teatro, que acontecem no Museu da Maré, na zona Norte do Rio. Anualmente, abre 30 vagas para jovens e adultos, entre 14 e 50 anos, moradores do Complexo da Maré.

Serviço

Espetáculo: Entre: Bombas, Balas, Confetes e Serpentinas

Dias: 12, 13 e 14 de dezembro, de sexta à domingo, às 19:30.

Endereço: Museu da Maré, Avenida Guilherme Maxwell Nº 26, Morro do Timbau, Complexo da Maré.

Classificação:  12 anos.

Apresentação com intérprete de LIBRAS: 13 de dezembro.

Observação sobre acessibilidade: Sons inesperados, Local com Ruído, Luzes intensas e Luzes oscilantes que podem afetar espectadores fotossensíveis e neurodivergentes.

Fonte: Visão do Corre
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade