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Você sabia? Ficar 72 horas longe do celular causa alterações cerebrais

Pesquisadores alemães descobriram que a restrição do uso do dispositivo ativa neurotransmissores associados à dependência

10 jun 2025 - 16h41
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Você já tentou ficar dias sem mexer no celular? Atualmente, viver sem o aparelho parece impossível. No entanto, segundo especialistas, é importante regular o tempo de uso, já que o dispositivo tem a capacidade de impactar o funcionamento do nosso cérebro. Pesquisadores alemães constataram que os efeitos são tão expressivos que, após cerca de 72 horas sem o uso, já é possível observar alterações nas atividades mentais.

Pesquisadores alemães descobriram que a restrição do uso do celular ativa neurotransmissores associados à dependência
Pesquisadores alemães descobriram que a restrição do uso do celular ativa neurotransmissores associados à dependência
Foto: Pexels/MART PRODUCTION / Bons Fluidos

"Os smartphones se tornaram parte integrante da vida moderna, mas estão crescendo as preocupações sobre seu potencial impacto na saúde mental e na função cerebral", esclareceu o autor do estudo, Robert Christian Wolf , no artigo publicado na revista 'Computers in Human Behavior'. 

Impactos do celular

O levantamento, realizado pela Universidade de Heidelberg e pela Universidade de Colônia, contou com 25 jovens adultos, com idades entre 18 e 30 anos, que deveriam restringir o uso da tecnologia por três dias. Os participantes tinham permissão para utilizar o aparelho apenas em casos de emergência familiar ou profissional.

Pouco antes de iniciar o experimento, eles foram submetidos a exames de ressonância magnética e testes psicológicos. O mesmo se repetiu após o período longe do celular. Já durante a pesquisa, as pessoas realizaram tarefas, acompanhadas de sessões de tomografias, que examinavam a resposta cerebral a imagens de objetos cotidianos, como barcos. Além disso, viam fotos de smartphones desligados e ligados.

Dessa forma, segundo os estudiosos, foi possível identificar alterações em áreas do cérebro associadas à recompensa e à atenção. O estudo ressalta ainda que, ao apenas observar registros dos celulares em uso, os participantes ativaram neurotransmissores ligados à dependência, como dopamina e serotonina.

Como a restrição afetou o emocional?

Ademais, os pesquisadores se focaram em investigar como o afastamento do celular poderia influenciar o psicológico. Inicialmente, eles acreditavam que haveria alterações de humor significativas. Por isso, os pesquisadores questionaram os indivíduos sobre seu bem-estar, desejos aparentes e atividades diárias. Ao final do experimento, os participantes não relataram aumento do estresse ou da ansiedade, mas sim uma leve melhora no ânimo e na qualidade de vida.

"Essas descobertas indicam que o uso excessivo de smartphones pode influenciar a função mental de maneira semelhante a outros comportamentos de recompensa. Entretanto, as mudanças que observamos foram neurais e não comportamentais. Isso significa que restrições ou intervenções de longo prazo podem ser necessárias para produzir efeitos psicológicos perceptíveis", afirmou.

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