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Você sabia? esses objetos do dia a dia podem ficar séculos na natureza

Garrafas plásticas, baterias e até embalagens de salgadinhos podem permanecer por centenas de anos no ambiente; veja por que o descarte correto faz diferença

1 set 2026 - 20h28
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Resumo
Objetos cotidianos como garrafas plásticas, latas de alumínio, baterias, eletrônicos e embalagens de salgadinho podem levar até cinco séculos para se decompor, além de apresentarem riscos de contaminação ao solo e à água. Para amenizar esse impacto e permitir o reaproveitamento industrial de matérias-primas, é essencial reduzir o consumo de descartáveis, separar o lixo reciclável e encaminhar componentes tóxicos ou eletrônicos para pontos de coleta especializados via logística reversa.

Nem todo resíduo desaparece rapidamente depois que vai para o lixo. Segundo informações do site Casa e Jardim, alguns objetos presentes na rotina podem permanecer durante décadas ou até séculos no meio ambiente, especialmente quando não recebem a destinação adequada. Além do tempo de decomposição, o descarte incorreto também pode trazer outros problemas, como contaminação do solo e da água. Por isso, conhecer esses materiais ajuda a repensar hábitos de consumo e a buscar formas mais responsáveis de descartá-los.

Alguns objetos comuns podem permanecer por centenas de anos na natureza quando recebem um descarte inadequado
Alguns objetos comuns podem permanecer por centenas de anos na natureza quando recebem um descarte inadequado
Foto: Canva / Bons Fluidos

1. Garrafas plásticas

As garrafas PET estão entre os resíduos mais comuns do cotidiano e podem levar cerca de 450 anos para se decompor, segundo a WWF, conforme citado pela Casa e Jardim. Embora o plástico tenha potencial de reciclagem, nem todo material chega às cooperativas em condições de reaproveitamento. Alguns tipos apresentam baixo valor comercial ou exigem processos específicos, o que dificulta sua reinserção na cadeia produtiva. Por isso, separar as embalagens corretamente pode contribuir para aumentar as chances de recuperação desse material e evitar que ele permaneça por séculos na natureza.

2. Placas eletrônicas

Computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos carregam componentes que exigem atenção especial no descarte. Placas eletrônicas e baterias podem conter substâncias químicas perigosas, capazes de contaminar o solo, a água e o ar quando recebem um destino inadequado. Por outro lado, esses componentes também possuem materiais que podem voltar à cadeia produtiva. Cobre e alumínio, por exemplo, podem ser recuperados por processos de reciclagem. Assim, equipamentos eletrônicos fora de uso não devem ser tratados como lixo comum. A entrega em pontos de coleta especializados permite que empresas realizem a triagem e encaminhem os componentes para o reaproveitamento adequado.

3. Latas de alumínio

As latas também podem permanecer por muito tempo no ambiente quando alguém as descarta de maneira incorreta. De acordo com dados da Fiocruz citados pela publicação, o alumínio pode levar entre 200 e 500 anos para se decompor. A boa notícia é que esse material apresenta alto potencial de reciclagem. O alumínio pode voltar à produção diversas vezes, o que reduz a necessidade de extrair novas matérias-primas. Além do benefício ambiental, a reciclagem também tem impacto social. Como destacou um representante da Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis à Casa e Jardim, materiais descartados de forma inadequada podem aumentar os riscos enfrentados por trabalhadores das cooperativas.

4. Baterias

As baterias merecem atenção ainda maior porque podem liberar substâncias tóxicas quando recebem um descarte inadequado. Uma bateria de chumbo-ácido, por exemplo, pode levar mais de 400 anos para se decompor, segundo o Instituto Brasileiro de Energia Reciclável. Por isso, a logística reversa se torna importante. O consumidor pode levar baterias e equipamentos eletrônicos sem uso a pontos de recebimento, onde os materiais seguem para triagem e reciclagem especializada. Dessa maneira, o descarte correto reduz o risco de contaminação e ainda permite recuperar materiais que podem retornar à indústria.

5. Embalagens de biscoitos e salgadinhos

Pacotes de biscoitos e salgadinhos também podem representar um desafio para a reciclagem. Muitas dessas embalagens utilizam BOPP, um tipo de plástico que apresenta dificuldades para voltar à cadeia de reaproveitamento. Segundo a ONU, alguns plásticos podem levar entre 20 e 500 anos para se decompor, dependendo de sua composição e das condições ambientais. Por isso, mesmo embalagens pequenas merecem atenção. Quando esse material não encontra um sistema de reciclagem adequado, pode permanecer no ambiente por muitas gerações.

O que fazer com esses resíduos?

O primeiro passo é evitar colocar todos os materiais no mesmo lixo. Embalagens recicláveis, por exemplo, devem seguir a coleta seletiva disponível na região. Já baterias, eletrônicos e outros componentes que exigem tratamento específico precisam ser entregues em pontos de coleta apropriados. Além disso, reduzir o consumo de produtos descartáveis e priorizar itens reutilizáveis pode diminuir a quantidade de resíduos produzidos. Assim, pequenas escolhas feitas no cotidiano ajudam a reduzir o impacto de materiais que poderiam permanecer na natureza durante séculos.

Bons Fluidos
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