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Vai viajar com pet? Conheça as novas orientações da IATA para voos

Novas orientações buscam padronizar o transporte de animais de estimação em voos e tornar o processo mais claro para passageiros e companhias aéreas

17 jul 2026 - 19h28
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Viajar de avião com um animal de estimação pode ficar mais simples nos próximos meses. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) publicou um novo conjunto de orientações para padronizar o transporte de pets na cabine das aeronaves e tornar todas as etapas da viagem mais claras para passageiros e companhias aéreas. As informações foram divulgadas pela Catraca Livre, com base em dados do Panrotas. Segundo a IATA, a proposta busca reduzir dúvidas sobre o embarque de animais e criar procedimentos mais uniformes, desde a compra da passagem até o desembarque.

A IATA publicou novas orientações para padronizar o transporte de animais de estimação em voos
A IATA publicou novas orientações para padronizar o transporte de animais de estimação em voos
Foto: Canva / Bons Fluidos

Novas orientações para viajar com pet

As recomendações abrangem toda a experiência de quem pretende viajar com um animal de estimação. Além disso, elas complementam as diretrizes divulgadas anteriormente para o transporte de cães de assistência. De acordo com Brendan Sullivan, diretor global de Cargas da IATA, passageiros que viajam com pets precisam receber informações claras sobre cada etapa do processo. Dessa forma, tutores conseguem se preparar melhor e as companhias aéreas podem oferecer uma operação mais segura. Segundo uma pesquisa global realizada pela entidade em 2025, cerca de um quarto dos passageiros já viajou ou pretende viajar com um animal de estimação. No entanto, muitos ainda apontam dificuldades para entender as regras de cada empresa aérea.

O que muda para quem vai viajar com pet

Entre as principais recomendações, a IATA orienta que as companhias informem com transparência:

  • quais espécies podem viajar na cabine;
  • quais requisitos precisam ser cumpridos;
  • quais restrições variam conforme o país de origem, conexão ou destino;
  • quais documentos são obrigatórios para o embarque.

Além disso, a entidade recomenda que a reserva do transporte do animal seja feita entre 48 e 72 horas antes do voo. Nesse momento, o passageiro também deve receber informações sobre taxas, documentação exigida e formas de solicitar o serviço.

Documentação e preparação são essenciais

Antes da viagem, os tutores precisam reunir toda a documentação exigida pela companhia aérea e pelas autoridades dos países envolvidos.

Entre os documentos que podem ser solicitados estão:

  • certificado de saúde;
  • comprovante de vacinação;
  • autorizações específicas;
  • demais documentos exigidos para viagens nacionais ou internacionais.

Além disso, a IATA recomenda acostumar o pet à caixa de transporte alguns dias antes do embarque. Da mesma forma, orienta que o passageiro chegue ao aeroporto com antecedência e evite sedar o animal, exceto quando houver recomendação veterinária devidamente registrada.

Caixa de transporte deve seguir padrões específicos

Outro ponto importante envolve a caixa de transporte. Segundo as orientações, ela deve caber completamente sob o assento localizado à frente do passageiro. Além disso, precisa oferecer ventilação adequada e garantir segurança durante toda a viagem.

As companhias aéreas também devem treinar suas equipes para verificar:

  • a documentação do animal;
  • as condições de saúde do pet;
  • se a caixa atende aos padrões definidos pela IATA.

Caso o animal apresente sinais de doença, estresse intenso ou utilize uma caixa fora das especificações, a empresa poderá recusar o embarque.

Como será o transporte durante o voo

As novas orientações também tratam dos procedimentos realizados nos aeroportos. Dependendo das regras de cada país, o tutor poderá precisar retirar o animal da caixa durante a inspeção de segurança. Além disso, depois do embarque o pet deverá permanecer dentro da caixa durante todo o voo, especialmente na decolagem, no pouso e em momentos de turbulência.

Além disso, a tripulação deverá observar as condições do animal antes da decolagem. As companhias também devem preparar suas equipes para lidar com situações envolvendo alergias, fobias ou outras sensibilidades de passageiros que compartilham o mesmo voo. Embora as orientações não tenham força de lei, elas servem como referência para que empresas aéreas adotem procedimentos mais padronizados e ofereçam mais segurança tanto para os animais quanto para seus tutores.

Bons Fluidos
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