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Uso de telas na cama aumenta o risco de insônia, aponta estudo

De acordo com os pesquisadores, os efeitos dos aparelhos eletrônicos independem do tipo de conteúdo consumido

30 jun 2025 - 13h38
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Um estudo recente, feito por cientistas noruegueses, australianos e suecos, apontou que o uso de telas na cama pode  aumentar o risco de insônia. Os especialistas ressaltam que os impactos à qualidade do sono independem do tipo de atividade realizada e afetam todas as idades. Entenda:

De acordo com os pesquisadores, para além da insônia, os efeitos das telas independem do tipo de conteúdo consumido
De acordo com os pesquisadores, para além da insônia, os efeitos das telas independem do tipo de conteúdo consumido
Foto: Pexels/cottonbro studio / Bons Fluidos

Relação entre as telas e a insônia

De acordo com a pesquisa, publicada no periódico Frontiers in Psychiatry, utilizar eletrônicos no ambiente de descanso causa uma redução média de 24 minutos na duração total do sono. Ademais, cada hora de uso é responsável por potencializar as chances de desenvolver insônia em 59%.

Para chegar até esses resultados, os especialistas analisaram informações de mais de 45 mil indivíduos com idades entre 18 e 28 anos, levantadas em um estudo de 2022, intitulado de 'Saúde e Bem-estar do Estudante'. Na época, os participantes responderam a questionários sobre a qualidade do repouso, o tempo gasto em frente às telas antes de dormir e o tipo de conteúdo consumido.

Assim, segundo os profissionais, foi possível constatar que os efeitos da prática afetam jovens, adultos e idosos na mesma proporção. Além disso, eles não encontraram indícios para associar determinadas atividades a riscos maiores. Por isso, afirmam que tanto circular pelas redes sociais quanto assistir ou jogar apresentam malefícios semelhantes.

"Não encontramos diferenças significativas entre as mídias sociais e outros conteúdos, sugerindo que o uso da tela em si é o principal fator na interrupção do descanso — provavelmente devido ao deslocamento do tempo, já que atrasa o sono, ocupando um período que, de outra forma, seria gasto descansando", disse o autor principal do estudo, Gunnhild Johnsen Hjetland, do Instituto Norueguês de Saúde Pública, ao 'Deutsche Welle'. 

Explicações e recomendações

Em entrevista à 'Agência Einstein', a neurofisiologista clínica Leticia Soster destacou que têm visto os apontamento da pesquisa na prática, durante consultas diárias com diferentes pacientes. Segundo a médica, isso ocorre, principalmente, em decorrência da emissão de luz azul dos aparelhos eletrônicos, que desestimulam a produção de melatonina.

Os profissionais ressaltam, então, que uma forma de manter a qualidade do sono é deixando os dispositivos de lado antes mesmo de se deitar. "Se você tem dificuldade para dormir e suspeita que o tempo de tela possa ser um fator, tente reduzi-lo. Interrompa o uso pelo menos entre 30 a 60 minutos antes de descansar. E se recorrer às tecnologias nesse período, considere desabilitar notificações para minimizar interrupções durante a noite", disse Hjetland.

Bons Fluidos
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