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Noite do Terror em Orlando tem zumbis e cheiro de carne queimada

Com 8 casas assombradas e inspiração na série 'The Walking Dead', o Halloween Horror Nights, do Universal Studios, vai até 2 de novembro

3 out 2013 - 09h23
(atualizado em 29/11/2013 às 17h05)
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Prepare a garganta e o coração para a noite do terror da Terra da Fantasia. O que é encanto e diversão durante o dia dá espaço para o terror e o clima sombrio com o cair da tarde. Música fúnebre, casas temáticas e zumbis assombrando os turistas aparecem durante o Halloween Horror Nights, do Universal Studios Florida, em Orlando, nos Estados Unidos.

A 23ª edição do evento só mostra que, com o passar do tempo, a riqueza de detalhes fica ainda mais impressionante e que os sustos viram coisa de gente grande. Além das oito casas assombradas que são rodeadas por filas a partir das 18h, a novidade deste ano é a programação de rua, que agora tem cheiro de carne queimada.

A rua

Isso mesmo. O cheiro é mais um dos efeitos usados para dar veracidade ao teatro de horror. Circular pelo parque à noite faz parte do ritual de terror e, para alguns, pode até ser a parte mais intensa da experiência. Ao contrário do que acontecia nos anos anteriores, nos quais vários temas ganhavam as ruas do parque, nesta edição o tema é um só: The Walking Dead. “Quando você assiste a um filme é uma atividade passiva. Mas aqui, você vê os zumbis ganhando vida e tem que correr deles”, afirmou o cineasta John Landis, diretor do filme An American Werewolf in London, que é tema de uma das casas assombradas, durante a coletiva de lançamento do evento em setembro.

<p>Zumbis inspirados na série 'The Walking Dead' interagem com os turistas nas ruas do parque</p>
Zumbis inspirados na série 'The Walking Dead' interagem com os turistas nas ruas do parque
Foto: Aline Lacerda / Terra

Com uma música alta e sob muita fumaça, os zumbis e sobreviventes das cenas mais marcantes das temporadas 1, 2 e 3 da série ganham vida com personagens ensanguentados, com máscaras feitas sob medida, posturas amedrontadoras, gemidos e grunhidos que chegam muito perto, sussurram no ouvido, aparecem do nada na frente das pessoas, gritam diante dos turistas e encaram a todos nos olhos como prontos para pegar alguém.

Além de espalhados pelo parque, os atores também estão concentrados em cenários como uma cabana de madeira, um trailer velho e um bosque. E, se os gritos dos personagens não são suficientes para deixar os turistas assustados, espere até um grupo de homens sobreviventes ligar suas serras elétricas em coro.

Se para você já é demais, prepare-se porque visitar as casas temáticas pode ser ainda mais assustador. Mas, antes disso, é possível recuperar o fôlego em alguns locais reservados do parque, identificados por luzes coloridas como “clear zone” e onde os zumbis nem ousam pisar.

Casas assombradas

Como não poderia deixar de ser, uma das casas mais procuradas desta edição também é a montagem inspirada na série. A The Walking Dead – No Safe Haven tem logo na entrada zumbis amarrados ao chão e presos em uma gaiola que dão o clima aos turistas da fila. Lá dentro, é preciso fugir o tempo todo dos sobreviventes da terceira temporada da série. Muitas grades, um corredor por onde se tem que passar abaixado e zumbis saídos de lugares inimagináveis fazem dos 4 ou 6 minutos dentro da casa uma experiência muito intensa.

Para os organizadores, o destaque do ano é a casa La Llorona, pois, pela primeira vez, tem uma mulher como protagonista de uma casa de terror. O cenário é baseado em uma lenda mexicana que conta a história desta mulher que, para ter o amor de um homem que não queria filhos, afoga seus herdeiros em um rio. Indignado com a ação, o homem rejeita a amada, que se mata afogada no mesmo rio. Depois disso, a lenda diz que a mulher se transformou para sempre em um fantasma que vaga pelo mundo procurando os filhos. Na casa assombrada, as pessoas percorrem corredores apertados por onde saem por muitas vezes atrizes vestidas como a Llorona, que gritam, sussurram, batem os pés, tudo para amedrontar os turistas. Barulhos e cócegas nos pés fazem parecer que tem ratos ali, mas calma! São só plásticos e ar. Efeitos de água também são usados.

<p>Pela primeira vez, uma mulher é protagonista de uma das casas. É o caso da La Llorona, cenário baseado em uma lenda mexicana</p>
Pela primeira vez, uma mulher é protagonista de uma das casas. É o caso da La Llorona, cenário baseado em uma lenda mexicana
Foto: Divulgação

A casa inspirada nos jogos 2 e 3 de Resident Evil se passa em Raccoon City, um cenário de completa destruição. Tiros, vento e pessoas ensanguentadas ganham espaços maiores, com grandes salas cheias de objetos.

Da série de casas inspiradas em filmes, estão Evil Dead, um dos longas mais assustadores, no qual uma menina possuída pelo demônio puxa as pessoas pelos pés. O desafio é sair de lá sem ir parar no sótão. The Cabin in the Woods também é uma projeção do filme em que um grupo de amigos tenta se salvar de fantasmas antigos que querem sacrificá-los. Com muito sangue, as pessoas andam pelos cômodos da casa, entrando em quartos pequenos, corredores, e a cada novo local um susto diferente está esperando. Com espaços menores, os espíritos chegam cada vez mais perto.

Assim como o filme, os lobos do terror de An American Werewolf in London ganham tamanhos surpreendentes. Estrategicamente colocados nos cantos do caminho a ser percorrido, a boca e os dentes gigantes dos animais parecem menos assustadores que as pessoas. Tecidos que imitam pelos pendurados no teto ajudam a compor o cenário e servem para dificultar a visão e testar o tato quando entram em contato com a pele. Pela primeira vez, um personagem inanimado ganha destaque no Halloween de Orlando.

Em Havoc Delaired, o terror ganha mais realidade. A casa é tomada por soldados geneticamente modificados. Os atores tiveram que raspar a cabeça para o evento. E, entre soldados presos em jaulas e cenas de tortura, muitos barulhos de tiros e aparatos mais tecnológicos aumentam o suspense.

Por fim, a Afterlife: Death’s Vengeance leva a realidade 3D à noite do terror. Por toda a extensão da casa é difícil saber quando os atores são verdadeiros ou pura ilusão de ótica. Usando roupas listradas em preto e branco, a sensação é que estão escondidos atrás de vidros, mas na verdade, quando menos se espera, assustam os turistas. No meio do caminho, uma sala enorme está cheia de múmias e se esquivar daquelas que realmente são verdadeiras deixa a experiência ainda mais tensa. Para terminar, é preciso superar o equilíbrio em um corredor que funciona como uma ponte que roda sem parar.

Bastidores do Halloween Horror Nights

De zumbis a fantasmas, passando por personagens 3D e soldados geneticamente modificados,  todos os atores envolvidos são treinados para assustarem. De acordo com os organizadores, mais de mil pessoas estão envolvidas na noite do terror, desde atores até designer, maquiadores, produção e equipe técnica.

Os mínimos detalhes das casas, feitos para agradar os fãs dos filmes ou amedrontar ainda mais quem não conhece o enredo, tudo é pensado durante um ano. Além de objetos, fantasias e máscaras, todos os sentidos são testados. A audição é a primeira delas, com sons muito altos já ouvidos na fila, grandes efeitos de luzes, fumaça, cheiros, água em spray e materiais como plástico dão ainda mais veracidade à experiência.

Entre os funcionários envolvidos, a maioria deles é de atores. No entento, muitos não são profissionais e há casos de várias pessoas que pedem licença do trabalho por dois meses para assustarem os turistas em Orlando. Em julho, há uma disputa pelas vagas disponíveis e 90% dos "monstros" voltam para trabalhar no ano seguinte.

<p>Nas casas assombradas, os sustos saem de todos os cantos e de onde menos se imagina</p>
Nas casas assombradas, os sustos saem de todos os cantos e de onde menos se imagina
Foto: Divulgação

Para que o show saia como esperado, todos eles recebem treinamento. Entre as exigências da organização, está a atenção para que as filas não fiquem cada vez maiores. Para isso eles têm que seguir à risca técnicas de sustos que façam com que as pessoas andem para a frente, quando, naturalmente, a tendência é virar as costas e sair correndo. A técnica funciona e não é difícil notar que está andando nas pontas dos pés tentando o mais rápido possível sair dali.

A experiência é assustadora, até porque os atores farejarem o medo e eles acham (é sério!) as pessoas com corações mais fracos. Mas, mesmo assim, a diversão também faz parte do pacote, já que assistir de camarote os sustos e gritos das pessoas ao redor também faz a noite valer a pena. 

Serviço

O Halloween Horror Nights é realizado até o dia 2 de novembro, com exceção de algumas noites de segundas e terças-feiras. Para entrar no parque, é preciso comprar um ingresso específico para o evento ou pagar uma taxa a mais para que o ticket comum dê direito a estender a brincadeira atá a meia-noite, horário em que o parque Universal Studios Florida fecha. Os ingressos podem ser comprados pelo site e custam entre US$ 49,99 (cerca de R$ 110) e US$ 249,99 (cerca de R$ 550), que dá direito a ir a mais de uma noite além do passe express, que evita as longas filas das atrações.

O evento não é recomendado para crianças com menos de 12 anos e pessoas que sofrem de problemas cardíacos.

*O Terra visitou Orlando a convite da Visit Orlandoando a convite da Visit Orlando

Fonte: Terra
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