Ipês trazem explosão de cores a Assunção, capital paraguaia
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Luis Báez
As copas dos ipês se destacam frente a outras espécies por sua imponência, oferecendo manchas de cores que vão desde o rosado ao lilás, branco e amarelo. Vistos desde os edifícios altos, seu colorido deslumbra entre as espessas áreas verdes das praças centrais ou nas margens da baía de Assunção, na área do centro histórico da capital do Paraguai.
Detalhe da floração do ipê em uma avenida de Assunção
Foto: EFE
Há ipês solitários e velhos que se erguem sobre o pavimento, deixando um tapete de flores a seu redor, além de sombra, tão apreciada no tórrido clima paraguaio.
De folhas grandes e compostas, antes de sua floração o ipê perde quase ao mesmo tempo todas suas folhas verdes para dar lugar a uma peça única, de colorida ramagem.
O ipê - tajy, em guarani - ou Tabebuia impetiginosa, em sua denominação científica, é uma planta nativa da América do Sul. Pertence à família das bignoniáceas, cuja madeira forte é usada na construção e na marcenaria.
É característico da vegetação do sul do Brasil, do nordeste da Argentina, no leste da Bolívia e na região oriental do Paraguai, a mais povoada do país. Os guaranis lhe atribuem propriedades medicinais.
Figura entre as espécies protegidas, e sua exportação em troncos ou em madeira serrada, principalmente para o Brasil, está proibida por causa da poda indiscriminada das florestas tropicais deste país nas últimas décadas.
O ipê rosa é o que predomina: primeiro, floresce em maio, e pode repetir esse ciclo duas ou três vezes durante o inverno, dependendo do rigor desta estação, segundo o engenheiro florestal Germán González Salema.
"Depois florescem os amarelos, de folhas menores e bordas serrilhadas, e por último os brancos", disse Germán, ao advertir que cada vez há menos condições para a conservação destas árvores de raízes profundas e que elas necessitam de muita umidade.
"O avanço das construções urbanas e a pavimentação de maiores espaços fazem com que haja um déficit de águas das chuvas debaixo da terra, por isso que a situação é grave para estas plantas", explicou o especialista.
Capital dos ipês
Uma iniciativa conservacionista pretende reverter essa ameaça através da semeadura de milhares de árvores ao longo da cidade para transformar Assunção na "Capital mundial dos ipês".
"A ideia aponta para uma plantação planejada de variedades da árvore em torno de lugares emblemáticos sem descuidar de outras espécies nativas", disse a arquiteta Gloria Bóveda, da Sociedade Paraguaia de Arquitetura da Paisagem (SPAP).
Ela acrescentou que o objetivo é aproveitar as virtudes climáticas do país para potencializar a vegetação da capital, "que de cima, em agosto ou julho, adquire tonalidades que vão desde o rosa muito clarinho até o rosa".
Destacou além disso que o Paraguai tem a particularidade de que todos os meses do ano "há uma árvore em floração: o ipê sobressai pela quantidade, frente a jacarandás que também abundam na vegetação da capital".
O projeto tenta envolver as autoridades da capital, assim como organizações cidadãs como a iniciativa A todo pulmón, que empreendeu uma campanha de reflorestamento em um dos países latino-americanos com maiores danos em seu ecossistema.
A revista americana Travel + Leisure listou os 20 lugares sagrados mais visitados do mundo. Segundo a publicação, milhões de pessoas de todo o mundo viajam até igrejas, templos e santuários em busca de enriquecimento cultural e espiritual.Conheça a lista dos 20 locais que mais inspiram turistas e devotos por todo o mundo
Foto: Getty Images
1. Santuário Meiji e Templo Sensoji, TóquioVisitantes por ano: 30 milhões Construído há 100 anos em homenagem ao Imperador Meiji e à Imperatriz Shoken, o Santuário Meiji Shinto é cercado por uma floresta sagrada com mais de 100 mil árvores e um belo jardim. Erguido em 628, o Templo Sensoji, também em Tóquio, é dedicado a Bodhisattva Kannon, o Buda mais compassivo, e possui iluminação especial durante as noites
Foto: Divulgação
2. Templo Kashi Vishwanath, Varanai, Índia Visitantes por ano: 21,9 milhõesDo lado oeste do rio Ganges, o lugar é um dos mais sagrados para o Hinduísmo. Os fiéis chegam ao local para tomar banho nas águas e purificar sua alma, diminuindo as chances de reencarnação
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3. Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, Cidade do MéxicoVisitantes por ano: 20 milhõesA Antiga Basílica, finalizada em 1709, é contrastada pelo novo edifício, construído na década de 1970, e lembra uma arena de esportes. Na verdade, ela foi desenhada para abrigar 50 mil pessoas que chegam em massa para ver uma imagem da Virgem Maria que, diz a história, apareceu em um avental no século 16
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4. Templo Tirupati Tirumala Devasthanams, Andhra Pradesh, ÍndiaVisitantes por ano: 18,2 milhõesUma corrente hindu chamada Vaishnavism, que enfatiza a igualdade e o amor, começou esta grandiosa construção, provavelmente há 1,2 mil ano. Lendas mencionam a área e muitos peregrinos e visitantes ainda aparecem para conhecer ou venerar muitos templos locais e estátuas
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5. Catedral de Notre Dame, ParisVisitantes por ano: 13,6 milhõesA atração mais visitada na França quase não tem espaços sem estátuas de santos e anjos, magníficos vitrais com histórias bíblicas ou símbolos geométricos representando o infinito e o finito. Tendo sido renovada diversas vezes desde a sua abertura, em 1345, a catedral é hoje um local de devoção e uma galeria de arte
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6. Basílica de Sacré Coeur, ParisVisitantes por ano: 10,5 milhões Druidas, gauleses e romanos que veneravam seus deuses, Mercúrio e Marte, escolheram está colina estratégica para construir seus templos. A basílica branca, feita no século 19 no estilo romano-bizantino, repousa no topo da Colina dos Mártires com a intenção de purificá-la de um passado violento enquanto encanta os turistas com uma vista panorâmica de Paris
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7. Templo Naritasan Shinshoji, Chiba, JapãoVisitantes por ano: 10 milhões A proximidade com o Aeroporto Internacional de Narita faz do Templo Budista Esotérico Shingon, fundado em 940, uma parada fácil para os turistas. Pagando uma taxa, videntes prometem revelar o futuro para os visitantes, que podem também aproveitar alguns dos rituais tradicionais que acontecem todos os dias para o deus do fogo, homenageado no templo
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8. Santuário Tsurugaoka Hachimangu, Kanagawa, JapãoVisitantes por ano: 10 milhões Os jardins de cerejeiras com portões torii (construção japonesa com dois pilares verticais e uma trave horizontal) e lagos japoneses compõe o santuário, construído no século 12 em reverência ao deus da guerra. O Jardim das Peônias é tão especial quanto o santuário e floresce entre abril e maio; contudo, cerca de 500 mudas surpreendem a todos com suas florações em janeiro
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9. Templos Kiyomizu-dera e Kinkaku-ji, KyotoVisitantes por ano: 10 milhões e 6 milhões, respectivamenteTombado pela UNESCO, Kiyomizu-dera, ou "Templo das Águas Puras", está ao lado da montanha Otowa, onde peregrinos buscam as águas sagradas da cachoeira para beber. Do outro lado da cidade, folhas de ouro cobrem o templo zen budista Kinkaku-ji, construído originalmente no século 15. Visitantes não podem entrar e ver as estátuas sagradas, mas podem apreciá-las de fora
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10. Ise Jingu, Ise, JapãoVisitantes por ano: 8,5 milhões Quase todo o terreno deste santuário Shinto é uma floresta de ciprestes japoneses considerada divina. As árvores foram adoradas muito antes da construção do templo, no século 3. Três museus possuem dados sobre a história, agricultura e artes do local, considerado pelo governo japonês um Tesouro Nacional
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11. Basílica de São Pedro, Vaticano, RomaVisitantes por ano: 7 milhões Uma das maiores construções sagradas do mundo e uma das mais sagradas para os católicos, a basílica é ornamentada com ouro, colunas de mármore, pinturas de anjos, estátuas icônicas e trabalhos criados por artistas da Renascença italiana, como Rafale, Brunelleschi, Bernini e Michelangelo. Este esculpiu a estátua de mármore Pietà, exposta na basílica, e ainda desenhou o enorme domo da igeja
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12. Dazaifu Tenmangu, JapãoVisitantes por ano: 6,6 milhões Seis mil ameixeiras de 197 espécies ¿ florescendo em branco, rosa e vermelho em janeiro ¿ cercam este santuário Shinto em honra de Mochizane Sugawara, um poeta e intelectual que foi deificado como o deus da caligrafia e da literatura depois de sua morte, em 903. O local tem árvores de cânfora com mais de 1,5 mil anos, campos com flores de íris e um lago feito no formato do ideograma que significa "coração"
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13. Catedral de Colônia, Colônia, AlemanhaVisitantes por ano: 6 milhões O monumento gótico levou 600 anos para ficar pronto, em 1880. O glorioso interior possui arcos com mais de 40 metros de altura, enquanto suas torres continuam a ser o símbolo mais nobre da cidade. Não perca o santuário para os Três Reis Magos; e suba os 533 degraus para chegar ao topo do edifício e admirar o rio Reno e suas montanhas distantes
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14. Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, Lourdes, FrançaVisitantes por ano: 6 milhões Uma garota de 14 anos chamada Bernadette Soubirous teve 18 visões da Virgem Maria na Gruta de Massabielle, em 1858. Depois, um amigo da menina teve o braço curado pelas águas contidas no local. Agora, a caverna e seus arredores formam o Santuário Católico que inclui a fonte original, duas basílicas, três museus, nove capelas e outros locais para orações
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15. Santuário de Padre Pio, San Giovanni Rotondo, ItáliaVisitantes por ano: 6 milhões A modesta igreja de Santa Maria delle Grazie, construída em 1950, exibe o corpo preservado do santo, enquanto a Igreja de Padro Pio para os peregrinos, completada em 2004, chama a atenção pela fachada de vidro e seus arquitetura moderna
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16. Basílica de São Marcos, VenezaVisitantes por ano: 5-6 milhões Esta obra-prima da arquitetura italiana possui cinco domos e quase 9 m² de mosaicos em ouro cobrindo paredes, arcos, cúpulas, salas e pisos, permanecendo até hoje como um dos mais nobres exemplos da arte bizantina. Muitas das obras, aliás, foram roubadas de Constantinopla e do Império Bizantino durante as Cruzadas
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17.Basílica de São Francisco de Assis, ItáliaVisitantes por ano: 5,5 milhões A basílica gótica do século 13 recebeu afrescos de ninguém menos que Giotto, Cimabue, Lorenzetti e Martini. Duas igrejas no topo de colinas e uma cripta com o corpo intacto do santo atraem peregrinos do mundo todo. O interior suntuoso da igreja principal contrasta com a vida austera que o santo, conhecido por sua poesia, escolheu levar
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18. Catedral de São Patrício, Nova YorkVisitantes por ano: 5,5 milhões A construção gótica, datada da metade do século 19, ocupa um quarteirão inteiro em uma das regiões mais caras do mundo. Localizada próxima da Grande Estação Central da cidade e das Nações Unidas, a igreja de janelas rosáceas importadas da França é um dos marcos arquitetônicos da Big Apple
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19. Muro das Lamentações, JerusalémVisitantes por ano: 5 milhões Um dos locais mais sagrados para o Judaísmo, o muro é uma das ruínas do templo construído pelo rei Herodes em 20 a.C e destruído pelos romanos em 70 d.C. Homens e mulheres têm áreas separadas de adoração e devem usar roupas modestas e discretas
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20. Mesquita Azul, IstambulVisitantes por ano: 5 milhões Uma complexa ilustração feita com azulejos azuis e brancos retratando árvores, frutas, tulipas e escritos do Corão adornam as paredes, colunas, arcos e domos do interior desta mesquita do século 17. Construída pelo Sultão Ahmet com o intuito de se destacar mais do que a Hagia Sophia (que era, originalmente, uma igreja bizantina), a Mesquita Azul permanece como uma das poucas do mundo com seis marinetes