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Charmosa, Cuenca tem ar colonial e natureza rica no Equador

Declarada Patrimônio Cultural da Humanidade em 1999, a cidade de Cuenca é a terceira maior do Equador, atrás apenas da capital Quito e da costeira Guayaquil

17 dez 2013
18h20
atualizado em 18/12/2013 às 13h01
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Santa Ana de los Ríos de Cuenca, ou simplesmente Cuenca, está localizada a 441 km ao sul de Quito, a capital do Equador. Com charme colonial, a cidade a 2.235 metros acima do nível do mar encanta os turistas não só pela beleza das construções de seu bem preservado centro histórico, mas também pela riqueza de seus atrativos naturais, como o Parque Nacional Cajas, um dos mais belos do país.

Com cerca de 425 mil habitantes, a capital da província de Azuay é o equilíbrio entre a cultura e a natureza. É a mistura entre o velho e o novo. Não é a toa que o centro histórico de Cuenca foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade em dezembro de 1999. Nele, o turista se envolve com seu aspecto colonial, mesmo que a maior parte dos edifícios seja da era republicana, com exceção da Catedral Antiga, e dos Monastérios das Conceptas e de Asunción.

Ao caminhar pela região, o visitante se surpreende com a grande quantidade de igrejas católicas localizadas em um espaço relativamente reduzido. A maior delas é a Catedral de la Inmaculada Concepción. Combinando diversos estilos arquitetônicos, o templo começou a ser construído em 1885 e demorou quase 100 anos para ficar pronto. Os traços que predominam são romanos, mas também é rico em elementos góticos e renascentistas, este último representado nas três grandes cúpulas que são cobertas com azulejos de Tchecoslováquia.

<p>A praça das Flores é um dos locais mais procurados pelos turistas</p>
A praça das Flores é um dos locais mais procurados pelos turistas
Foto: Juliana Rigotti / Terra

Outras paróquias que valem a visita são a Catedral Velha, a Igreja de San Domingo, a Igreja de las Conceptas, a Igreja de San Sebastián e a Igreja del Carmen de la Asunción, onde está localizada a famosa Praça das Flores. No local, muito procurado pelos turistas, são montadas barracas que comercializam coloridas e perfumadas flores, como rosas, girassóis e orquídeas.

Entre as construções do centro, pequenas lojas de artesanato chamam a atenção dos visitantes, com artistas que fazem, por exemplo, peças de cobre. Uma delas está na rua Juan Montalvo 7-86, sob responsabilidade do artesão Marco Machado.

Aos finais de semana, muitos cuencanos procuram a área central da cidade como opção de lazer. Crianças se divertem nas praças, comendo banana frita em finas fatias, e adultos aproveitam o tempo livre para fazer compras. 

A cidade tem ainda 14 museus. Os destaques vão para o Museu del Banco Central, com salas de arqueologia e arte religiosa do século XIX, o Museu de las Culturas Aborígenes, que possui com 5 mil peças em exibição que contam a história dos aborígenes no Equador, e o Museu de Las Conceptas, instalado onde foi a enfermaria do Convento de Clausura das Madres Conceptas, construído entre 1682 e 1729.

Vista do mirante de Turi, no sul de Cuenca
Vista do mirante de Turi, no sul de Cuenca
Foto: Juliana Rigotti / Terra

Mirante de Turi
No mirante localizado em uma colina ao sul de Cuenca, a cerca de 4 km do centro, é possível ter uma vista panorâmica da cidade. Ao entardecer a vista fica ainda mais encantadora. Do alto da montanha e aos pés da igreja de Turi, o turista tem uma experiência inigualável que, com certeza, ficará guardada em sua memória.

Para quem é apreciador das artes, uma dica é parar no ateliê do cerâmico e desenhista cuencano Eduardo Vega, localizado na Via Turi, 2-01, quase no topo da colina onde está o mirante. Vega é um dos artesãos mais apreciados da América Latina e, segundo os guias locais, não há um cuencano que não tenha pelo menos uma peça do artista em sua casa.

<p>Peças de cerâmica produzidas pelo cuencano Eduardo Vega</p>
Peças de cerâmica produzidas pelo cuencano Eduardo Vega
Foto: Juliana Rigotti / Terra

A explosão de cores em sua cerâmica, combinada a formas modernas e desenhos originais, caracteriza a obra de Eduardo Vega. Responsável por diversos murais e esculturas públicas no Equador, o artista plástico já enviou suas obras para países como Estados Unidos, Costa Rica e Taiwan.

Na galeria, o visitante encontra peças históricas de Eduardo, assim como fotografias de suas obras e parte de sua produção atual, que está à venda. O ateliê tem janelas de vidro de onde se tem uma bela vista de Cuenca, também reconhecida pela representativa produção de chapéus do Panamá.

Parque Nacional de Cajas
Localizado a cerca de 40 km a oeste de Cuenca, o Parque Nacional de Cajas é uma área protegida composta por 250 lagos e lagoas. Situada entre 3.200 m e 4.450 metros de altura, a região guarda riquezas naturais e paisagens belíssimas para serem apreciadas. A fauna é composta por lobos, coelhos, raposas, pumas e uma grande variedade de pássaros. 

Cajas, palavra de origem quíchua, significa lugar muito frio. Por isso, é importante visitar o parque bem agasalhado. A temperatura média é de 10°C e a sensação térmica é ainda mais baixa por causa do vento. Aos 3.979 metros, há um centro de informações com totens que explicam a formação do parque e suas características. No local há também um café: não deixe de pedir um chocolate quente para amenizar o frio.

O mirante mais alto do parque está a 4.167 metros, marco da divisão continental entre as águas dos oceanos Pacífico e Atlântico. O local é conhecido como Três Cruzes, justamente por possuir três grandes cruzes com diversas pedras em suas bases. A história conta que diversos viajantes morreram no local em razão do intenso frio e que, em respeito aos mortos, quem passava pelo local deveria rezar um Pai Nosso e colocar uma pedra nos pés de uma das cruzes como sinal de respeito e para pedir proteção no restante do percurso.

Saindo da capital da província de Azuay, o turista chega ao local pela via Colectora Cuenca-Puerto Inca (E582), também chamada de rota Cuenca-Molleturo. 

Cuenca tem ainda quatro sítios arqueológicos: Ruínas de Todos os Santos, Parque Arqueológico de Pumapungo, Ingapirca e Ruínas de Cotijambo; e diversas opções para a prática de turismo de aventura, como a escalada no Parque Nacional de Cajas, a canoagem no rio Amarillo e o parapente em áreas nos arredores da cidade.

Como chegar ao Equador?
Desde 2 de setembro deste ano, a Tame (Línea Aérea del Ecuador) está operando voos diretos de São Paulo à Quito, que saem do Aeroporto Internacional de Guarulhos/Cumbica (GRU) com destino ao novo Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, inaugurado em fevereiro, e localizado a cerca de 40 minutos do centro de Quito.

Com capacidade para 120 passageiros nos modelos Airbus A319 e A320 e duração de seis horas e quinze minutos, o voo EQ532 parte de São Paulo às terças, quintas e sábados às 17h15 e chega à capital equatoriana às 20h30 (considerando horários locais atuais, incluindo o horário de verão). Na volta, o voo EQ531 decola de Quito nos mesmos dias da semana às 7h40 e chega a São Paulo às 16h25 (também considerando horários locais atuais). A passagem de ida e volta custa US$ 677, cerca de R$ 1,5 mil, já com as taxas incluídas.

Os voos pela Tame entre Quito e Cuenca, com duração de 50 minutos, custam entre US$ 44 e US$ 106. De carro, o percurso demora até 10 horas.

O Terra viajou a convite do Ministério de Turismo do Equador com apoio da Tame Airlines

Fonte: Terra
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