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Travou na hora de se declarar? Como superar a timidez no amor

Pessoas tímidas geralmente desejam se conectar, mas enfrentam medo intenso de julgamento

25 fev 2026 - 13h12
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A psicóloga especialista em timidez e ansiedade social, Karina Orso, explica como desenvolver confiança para expressar o que sente com mais segurança

Sentir algo por alguém e não conseguir colocar em palavras é uma situação mais comum do que parece. O coração acelera, os pensamentos se embaralham e, na hora decisiva, a voz simplesmente não sai. Para muitas pessoas, esse bloqueio está diretamente ligado à timidez e ao medo intenso de rejeição.

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Foto: depositphotos.com / Milkos / Revista Malu

Segundo a psicóloga especialista em timidez e ansiedade social, Karina Orso, a dificuldade de se declarar não significa falta de sentimento, mas sim insegurança diante da exposição emocional. "A pessoa tímida deseja se conectar, quer viver aquele relacionamento, mas o medo de ser julgada ou não correspondida fala mais alto. Esse medo pode ser tão forte que paralisa", explica.

Timidez e medo

A timidez é caracterizada por desconforto e ansiedade em situações sociais, principalmente quando há possibilidade de avaliação do outro. No campo amoroso, essa vulnerabilidade se intensifica, pois envolve expectativas, autoestima e o risco de frustração. Muitas vezes, quem é tímido cria diálogos internos negativos, como "o que eu sinto não é importante" ou "vou passar vergonha", o que reforça o silêncio.

Além do medo da rejeição, a comparação também pode aumentar a insegurança. Em um cenário em que declarações públicas e demonstrações românticas são constantemente expostas nas redes sociais, algumas pessoas passam a acreditar que precisam agir de forma perfeita para serem aceitas. "A autocrítica excessiva faz com que o indivíduo espere o momento ideal, as palavras perfeitas, e esse momento quase nunca chega", afirma Karina.

Superar essa barreira envolve mais do que aprender frases prontas. De acordo com a psicóloga, o primeiro passo é compreender a raiz da timidez e identificar os pensamentos que mantêm o bloqueio. "É preciso trabalhar o fortalecimento emocional, aprender a lidar com o medo do julgamento e desenvolver autoestima. A confiança não nasce da ausência de medo, mas da decisão de agir apesar dele", destaca.

Comece aos poucos

Pequenos movimentos podem ajudar nesse processo. Começar expressando sentimentos em situações menos desafiadoras, praticar a comunicação em conversas do dia a dia e aprender a validar as próprias emoções são estratégias importantes. Também é fundamental aceitar que a rejeição faz parte das relações humanas e não define o valor de ninguém.

Karina reforça que a timidez não é frescura nem um traço imutável. Com apoio psicológico e desenvolvimento de habilidades sociais, é possível se sentir mais seguro para falar sobre sentimentos e construir conexões mais autênticas. "Externar o que você sente é um ato de coragem e também de respeito consigo mesmo. Mesmo que a resposta não seja a esperada, você deixa de viver no campo das suposições e passa a viver com mais verdade", conclui.

No fim das contas, o amor pede vulnerabilidade. E, embora a timidez possa dificultar esse caminho, ela não precisa ser um obstáculo definitivo para viver uma história que pode começar com uma simples — e sincera — declaração.

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