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"Sonhar é acordar-se para dentro": conheça o autor desta frase

Além de poeta, Mario Quintana também foi tradutor e jornalista; ele deixou mais de 20 obras.

4 ago 2026 - 19h28
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Resumo
Mario Quintana, poeta gaúcho de talento lírico e força poética, explorou o ato de sonhar como um mergulho na realidade interior. Autor de mais de 20 obras, como 'Rua dos Cataventos', é homenageado em Porto Alegre com a Casa de Cultura Mario Quintana e a Travessa dos Passarinhos, inspirada no famoso 'Poeminho do Contra'. 🕊️

Mario Quintana celebrou o ato de sonhar; sua obra ficou conhecida pelo lirismo e pela força poética

Sonhar é uma espécie de revelação. Porém, em vez de despertarmos para a realidade exterior, mergulhamos na realidade interior, talvez na esfera do inconsciente. É mais ou menos assim que o poeta gaúcho Mario Quintana define o ato de sonhar. Isso porque, no poema Os Parceiros, ele deixou evidente essa atribuição ao registrar o seguinte verso: "Sonhar é acordar-se para dentro".

Fachada da Casa de Cultura Mario Quintana, localizada no Centro Histórico de Porto Alegre, onde o poeta faleceu nos anos 90
Fachada da Casa de Cultura Mario Quintana, localizada no Centro Histórico de Porto Alegre, onde o poeta faleceu nos anos 90
Foto: Giulian Serafim/Prefeitura Municipal de Porto Alegre / Revista Malu

Força poética de Quintana

O poema continua: "De súbito me vejo em pleno sonho/E no jogo em que todo me concentro/Mais uma carta sobre a mesa ponho". Os Parceiros fala, de maneira lírica, das experiências humanas, muitas vezes marcadas por decepções, desencontros e enganos. "E, a cada parada, uma pancada/O coração, exausto/ainda insiste", continua o autor.

Além de poeta, Mario Quintana foi tradutor e jornalista. Ele nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morreu em Porto Alegre, em 1994, com 87 anos. Deixou uma obra vasta, com mais de 20 publicações. Sua produção é reconhecida pelo lirismo e pela força poética. Lançado em 1940, o primeiro livro de Quintana se chamou Rua dos Cataventos.

Travessa dos Passarinhos

Em Porto Alegre, além da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), há outra homenagem ao poeta: a Travessa dos Passarinhos, localizada no Centro Histórico da capital gaúcha, assim como a CCMQ. A via, que é uma galeria de arte a céu aberto, tem esse nome em referência ao seu poema mais popular, Poeminho do Contra.

Ao propor uma brincadeira com a língua portuguesa, Poeminho do Contra também reitera a capacidade de superar dificuldades e seguir em frente. Além disso, já foi dito que esse poema representa também uma oportunidade de respirar, apesar do caos. Confira: "Todos esses que aí estão/Atravancando meu caminho/Eles passarão… Eu passarinho!".

Revista Malu Revista Malu
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