Slow Food: o que é o movimento e qual a ligação com a forma que seus avós se alimentavam?
Por conta da rotina frenética, muitas pessoas, para encontrarem o equilíbrio, estão optando por colocar calmaria no dia a dia, seja se desligando das redes sociais ou mudando a forma que se alimentam
Por conta da rotina frenética, muitas pessoas, para encontrarem o equilíbrio, estão optando por colocar calmaria no dia a dia, seja se desligando das redes sociais ou mudando a forma que se alimentam. Esta última é chamada de Slow Food e, para você entender melhor do que se trata, chamamos a chef do restaurante Banana Verde, Priscilla Herrera, que explicou o movimento em detalhes. Leia abaixo:
O que é o movimento Slow Food?
Primeiramente, o movimento Slow Food vai dos pequenos produtores até os ingredientes orgânicos. "Para ficar mais fácil de compreender, pense na forma que nossos antepassados se alimentavam. Minha avó, por exemplo, consumia proteína animal pontualmente, uma vez por semana. E ainda era aquela galinha criada no fundo de casa, sem antibiótico ou hormônios. Diferente do que acontece atualmente, com os produtos industrializados presentes em todas as refeições. Nesse caso, teríamos de ir na direção contrária", detalha.
Alimentos ancestrais
Outra forma de mudar o hábito seria focar em alimentos que contam sua história. "Ou seja, se você faz parte de uma família nordestina, consuma tapioca e cuscuz de milho, pois eles dizem muito sobre seu passado, além de serem altamente nutritivos e, muitas vezes, mais acessíveis do que, por exemplo, um croissant ou outro prato que não tem referências no seu histórico de existência", exemplifica.
A escolha dos ingredientes
E já que o primeiro passo é a escolha de cada ingrediente, a dica do Slow Food é optar pelas feiras orgânicas e pequenos produtores. "Eu sei que a maioria das pessoas está sem tempo para cozinhar, mas fazer a sua própria comida é se conectar. Então escolha seus produtos nas feiras orgânicas e com os pequenos produtores. Conversando com eles, você vê a dedicação. Fora que a diferença é notória. Por exemplo, você compra uma mandioca descascada no supermercado e, quando vai fritar, ela não está tão amarela ou cremosa e, no caso da orgânica, ela recebeu toda a água e respeito para poder crescer no tempo dela", ressalta.
A ligação entre conexão e saúde
Por fim, tudo isso no Slow Food é importante para entendermos que essas pessoas, trabalhando e se dedicando energeticamente, estão trazendo saúde para nós. "Além disso, preparar um prato para a família, sentar, e comer junto traz uma conexão. Então, quando prestamos atenção nesses detalhes, ficamos mais saudáveis. E essa mudança de comportamento está vindo muito mais acelerada do que, por exemplo, antigamente, que demorava anos, né?", conclui.
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