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Você tem algum deles? 9 raças de cães que pedem atenção redobrada com a saúde

Seu cachorro ronca, cansa fácil ou vive com otite? Descubra quais raças de cães têm mais predisposição a certos problemas de saúde.

11 ago 2026 - 09h00
(atualizado às 09h02)
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Seu cachorro ronca, cansa rápido no calor ou vive com problemas nas orelhas? Dependendo da raça, esses sinais podem ter relação com características genéticas e anatômicas que aumentam a predisposição a algumas doenças.

Isso não significa que o animal necessariamente ficará doente. Predisposição não é destino. Mas conhecer os principais riscos pode ajudar o tutor a perceber mudanças e procurar ajuda mais cedo.

Por que algumas raças de cães têm mais predisposição?

A seleção feita ao longo de gerações modificou bastante o corpo dos cães. Focinhos muito curtos, pernas pequenas, orelhas caídas e excesso de pele, por exemplo, podem estar associados a problemas específicos.

A genética também pesa. Algumas variantes aumentam a chance de determinadas doenças, mas outros fatores, como idade, peso e ambiente, também influenciam a saúde.

Por isso, a lista abaixo não é um ranking de "raças mais doentes". São cães que apresentam predisposições bem documentadas na literatura veterinária.

1. Bulldog Francês

Principal atenção: respiração e calor.

O focinho curto pode dificultar a passagem de ar e favorecer a chamada síndrome obstrutiva das vias aéreas dos cães braquicefálicos, ou BOAS.

Ruído respiratório persistente, cansaço fora do habitual, dificuldade para acompanhar passeios e pouca tolerância ao calor são sinais que merecem atenção.

Manter o peso adequado e evitar calor excessivo são cuidados importantes. Se houver dificuldade para respirar, procure o veterinário.

2. Bulldog Inglês

Principal atenção: respiração, pele e olhos.

Assim como outros cães de focinho curto, o Bulldog Inglês pode apresentar problemas relacionados à respiração. A conformação da pele também favorece dermatites nas dobras.

Problemas oculares estão entre outras condições que merecem atenção na raça.

Respiração ruidosa, dificuldade para suportar calor, vermelhidão ou mau cheiro nas dobras e alterações nos olhos justificam avaliação veterinária.

Raças de cães
Raças de cães
Foto: SaúdeLAB

Raças de cães / Canva

3. Pug

Principal atenção: respiração e olhos.

O Pug apresenta forte predisposição à BOAS. Por isso, aquele ruído respiratório que muitas vezes é tratado como "normal da raça" não deve ser simplesmente ignorado.

Cansaço excessivo, dificuldade para respirar e baixa tolerância ao calor são sinais importantes.

A raça também pode apresentar problemas oculares relacionados ao formato do crânio e à exposição dos olhos.

O veterinário pode avaliar a respiração em repouso e durante exercício para determinar se há sinais da síndrome e qual é sua gravidade.

4. Dachshund, o Teckel

Principal atenção: coluna.

O Dachshund tem risco muito maior de doença do disco intervertebral, um problema que pode causar dor e até dificuldade para andar.

Estudos estimam risco de aproximadamente 10 a 12 vezes maior em comparação com outras raças. A condição está relacionada à conformação corporal e a fatores genéticos, mas também envolve outros elementos.

Relutância para subir escadas, dor, postura encurvada, fraqueza nas patas ou dificuldade repentina para caminhar merecem avaliação rápida.

Manter o peso adequado é uma medida importante para a saúde geral e para reduzir fatores associados ao problema.

Mas isso não significa proibir o Dachshund de subir no sofá ou na cama. Os cuidados devem levar em conta a condição física e a rotina de cada cão.

5. Cavalier King Charles Spaniel

Principal atenção: coração e sistema nervoso.

A doença da válvula mitral é extremamente comum na raça e pode surgir mais cedo do que em muitos outros cães.

O Cavalier também apresenta predisposição à siringomielia, uma alteração neurológica relacionada à conformação do crânio.

Tosse persistente, cansaço, dificuldade para respirar, desmaios ou sinais como sensibilidade no pescoço e coçar o ar sem tocar a pele devem ser investigados.

O acompanhamento cardíaco e neurológico deve ser definido pelo veterinário de acordo com a idade e as características de cada animal.

6. Golden Retriever

Principal atenção: alguns tipos de câncer.

O Golden Retriever está entre as raças com forte predisposição documentada a determinados tumores, especialmente hemangiossarcoma e linfoma.

Isso não significa que um Golden necessariamente desenvolverá câncer. A genética aumenta o risco, mas não determina o que acontecerá com cada animal.

Emagrecimento sem explicação, perda persistente de apetite, cansaço incomum, aumento de gânglios, palidez das gengivas ou aumento repentino do abdômen merecem investigação.

Com o envelhecimento, consultas veterinárias regulares tornam-se ainda mais importantes para acompanhar mudanças no estado geral do cão.

7. Pastor Alemão

Principal atenção: quadril e sistema nervoso.

A raça apresenta predisposição à displasia coxofemoral, problema que envolve fatores genéticos e ambientais.

Também há associação com a mielopatia degenerativa, doença progressiva que pode causar fraqueza e alterações na marcha. Uma variante genética pode aumentar o risco, mas ser portador não significa que o cão necessariamente desenvolverá a doença.

Dificuldade para levantar, mudanças na forma de andar, perda de força ou arrastar as patas devem ser avaliadas.

Exames ortopédicos ou genéticos podem ser indicados em situações específicas, mas não são uma obrigação para todo filhote da raça.

8. Cocker Spaniel

Principal atenção: ouvidos e olhos.

O Cocker Spaniel apresenta predisposição maior a problemas nas orelhas, incluindo otite externa. A anatomia das orelhas pode favorecer alterações no canal auditivo, enquanto alergias e doenças de pele também podem contribuir para os quadros recorrentes.

Balançar a cabeça, coçar as orelhas, mau cheiro, secreção ou vermelhidão são sinais de alerta.

A raça também apresenta predisposição a alguns problemas oculares, incluindo ceratoconjuntivite seca.

9. Shar-Pei

Principal atenção: febre e rins.

O Shar-Pei apresenta predisposição à chamada febre familiar do Shar-Pei, uma síndrome que provoca episódios recorrentes de febre e inflamação.

Em alguns cães, essa condição está associada ao desenvolvimento de amiloidose renal, que pode comprometer o funcionamento dos rins.

Febre recorrente, inchaço doloroso nas articulações, apatia, aumento da sede ou da quantidade de urina merecem investigação.

Quando existe histórico da síndrome, o veterinário pode recomendar acompanhamento da função renal e exames de urina conforme a situação de cada animal.

Raças de cães
Raças de cães
Foto: SaúdeLAB

Raças de cães /

SaúdeLab

Predisposição não significa que o cão ficará doente

Essa talvez seja a informação mais importante da lista.

Ter uma predisposição genética ou pertencer a uma raça associada a determinada doença não permite prever o futuro daquele cachorro.

Dois cães da mesma raça podem envelhecer de maneiras completamente diferentes.

O melhor uso dessas informações é saber o que observar e conversar com o veterinário diante de qualquer mudança persistente.

Quando procurar ajuda rapidamente?

Alguns sinais exigem atendimento veterinário rápido, independentemente da raça: dificuldade importante para respirar, desmaio, dor intensa e súbita, perda de força, paralisia, perda de equilíbrio, vômitos persistentes ou prostração acentuada.

  • Dificuldade importante para respirar
  • Desmaio
  • Dor intensa e súbita
  • Perda de força
  • Paralisia
  • Perda de equilíbrio
  • Vômitos persistentes
  • Prostração acentuada

Já mudanças mais discretas, como piora do ruído respiratório, coceira frequente nas orelhas, tosse persistente ou dificuldade nova para subir escadas, também merecem ser comentadas na consulta.

Conhecer as características da raça não serve para transformar o tutor em especialista em doenças. Serve para ajudá-lo a perceber quando algo mudou.

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Fonte: SaúdeLAB
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