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Doença de Alex Escobar: o que é a miastenia gravis, condição que afeta a fala e a mastigação

Apresentador da Globo passou por cirurgia para retirada de um tumor no timo

7 ago 2026 - 04h58
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Alex Escobar
Alex Escobar
Foto: Reprodução/Instagram

A cirurgia realizada pelo apresentador Alex Escobar para retirar um tumor de aparência benigna no timo trouxe à tona uma condição ainda pouco conhecida do público: a miastenia gravis, doença autoimune que afeta a comunicação entre nervos e músculos e pode provocar sintomas como dificuldade para falar, mastigar e realizar movimentos simples do dia a dia.

Segundo o ge, Escobar foi submetido ao procedimento para retirada do tumor localizado no timo, glândula situada na região do tórax e responsável pelo desenvolvimento de células do sistema imunológico. A expectativa da equipe médica é que a cirurgia contribua para controlar os principais sintomas da doença.

O que é a miastenia gravis?

De acordo com informações da Rede D'Or, a miastenia gravis é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar estruturas responsáveis pela comunicação entre os nervos e os músculos. Como consequência, ocorre fraqueza muscular que costuma piorar após esforços e melhorar com o repouso.

A doença pode atingir homens e mulheres, principalmente na vida adulta, e comprometer diferentes grupos musculares, como os dos olhos, rosto, braços, pernas e até os responsáveis pela respiração.

Embora ainda não exista cura, há tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes.

Qual a relação entre o timo e a doença?

Em alguns pacientes, a miastenia gravis está relacionada a alterações no timo, como aumento da glândula ou presença de tumores, geralmente benignos.

Nessas situações, a retirada cirúrgica do órgão pode fazer parte do tratamento e ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas, como ocorre no caso de Alex Escobar.

Quais são os principais sintomas?

Os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem surgir de forma gradual. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Pálpebras caídas (ptose) e visão dupla;
  • Fraqueza nos braços, pernas e pescoço;
  • Dificuldade para mastigar, falar ou engolir;
  • Voz rouca;
  • Alterações nas expressões faciais;
  • Cansaço muscular após atividades simples;
  • Falta de ar nos casos mais graves.

Uma das características da doença é que os sintomas costumam piorar ao longo do dia ou após esforço físico, melhorando depois de períodos de descanso.

Como identificar a miastenia gravis?

O diagnóstico começa pela observação de sintomas que não correspondem ao cansaço habitual.

É comum que a pessoa perceba, por exemplo, que as pálpebras ficam mais caídas após algumas horas lendo ou assistindo televisão, ou que sente dificuldade para subir escadas, segurar objetos ou falar por longos períodos.

Em muitos casos, esses sintomas diminuem significativamente após alguns minutos de repouso, característica considerada típica da doença.

O que causa a miastenia gravis?

A doença ocorre quando o sistema imunológico produz anticorpos que prejudicam a comunicação entre nervos e músculos.

Além das alterações no timo, especialistas apontam outros fatores que podem estar associados ao desenvolvimento da condição, como predisposição genética, presença de outras doenças autoimunes — entre elas lúpus e artrite reumatoide — e fatores ambientais que ainda são alvo de estudos.

Também existem situações capazes de agravar temporariamente os sintomas, como infecções, estresse físico ou emocional, noites mal dormidas, calor intenso e o uso de alguns medicamentos.

Como é o tratamento?

O tratamento é individualizado e depende da intensidade dos sintomas e da resposta de cada paciente.

Entre as principais opções estão:

  • Medicamentos que melhoram a comunicação entre nervos e músculos, como a piridostigmina;
  • Corticoides e imunossupressores;
  • Terapias biológicas em casos específicos;
  • Cirurgia para retirada do timo quando indicada;
  • Plasmaférese e imunoglobulina intravenosa em situações graves;
  • Suporte respiratório em casos de comprometimento da respiração;
  • Fisioterapia motora e respiratória;
  • Acompanhamento com fonoaudiólogo para auxiliar na fala e na deglutição.
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