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Vitiligo: causas, sintomas e como tratar as manchas na pele

O vitiligo é uma condição dermatológica caracterizada pela perda de pigmento em determinadas áreas da pele, formando manchas esbranquiçadas com bordas bem definidas. Saiba as causas, sintomas e como tratar.

8 jan 2026 - 18h00
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O vitiligo é uma condição dermatológica caracterizada pela perda de pigmento em determinadas áreas da pele, formando manchas esbranquiçadas com bordas bem definidas. Essas áreas surgem porque as células responsáveis pela produção de melanina, que tem o nome de melanócitos, deixam de funcionar ou são destruídas. A doença pode aparecer em qualquer idade, em ambos os sexos, e costuma gerar dúvidas sobre o que provoca o problema e quais são as opções de tratamento atualmente disponíveis.

Apesar de ser uma alteração visível, o vitiligo não é contagioso e não associa-se à falta de higiene. Ele pode afetar regiões expostas ao sol, como rosto, mãos e braços, mas também áreas como genitais, axilas e couro cabeludo. Em muitos casos, a primeira mancha aparece após períodos de estresse intenso, traumas emocionais ou alterações físicas importantes, o que leva especialistas a investigarem vários fatores ao mesmo tempo, e não apenas uma causa isolada.

Apesar de ser uma alteração visível, o vitiligo não é contagioso e não associa-se à falta de higiene – depositphotos.com / buecax
Apesar de ser uma alteração visível, o vitiligo não é contagioso e não associa-se à falta de higiene – depositphotos.com / buecax
Foto: Giro 10

O que é vitiligo e por que ele acontece?

O vitiligo está na classificação como uma doença de origem multifatorial. Isso significa que não existe uma causa única, mas um conjunto de elementos que favorece o surgimento das lesões. O principal mecanismo identificado é o componente autoimune: o próprio sistema imunológico passa a atacar e destruir os melanócitos, levando ao aparecimento das áreas despigmentadas. Esse processo é semelhante ao que ocorre em outras doenças autoimunes, em que o organismo reage contra estruturas do próprio corpo.

Além do fator autoimune, a genética tem participação importante. Pessoas com parentes de primeiro grau com vitiligo apresentam maior chance de desenvolver a condição, o que indica uma predisposição hereditária. No entanto, essa predisposição não garante que a doença vá se manifestar. Fatores ambientais, emocionais e até hormonais podem atuar como gatilhos, contribuindo para que as manchas se tornem visíveis em determinado momento da vida.

Quais são as principais causas e fatores associados ao vitiligo?

Os especialistas descrevem o vitiligo como resultado de uma interação entre predisposição genética e fatores desencadeantes. Entre os elementos mais citados na literatura médica, destacam-se:

  • Alterações autoimunes: anticorpos e células de defesa passam a reconhecer os melanócitos como corpos estranhos, atacando essas células.
  • Histórico familiar: presença de vitiligo, doenças da tireoide, diabetes tipo 1 ou outras doenças autoimunes em parentes pode aumentar o risco.
  • Estresse físico ou emocional: experiências de grande tensão, traumas, cirurgias ou doenças graves podem coincidir com o início das manchas.
  • Fatores oxidativos: o acúmulo de radicais livres na pele pode danificar melanócitos em indivíduos predispostos.
  • Traumas na pele: cortes, arranhões ou queimaduras podem desencadear manchas em áreas lesionadas, fenômeno conhecido como fenômeno de Koebner.

Alguns casos também são relacionados a alterações na glândula tireoide, deficiência de determinadas vitaminas ou exposição a substâncias químicas. Por isso, a investigação médica costuma incluir exames de sangue e avaliação clínica detalhada. A compreensão das causas do vitiligo em cada pessoa ajuda a definir quais abordagens podem ser mais eficazes no tratamento.

Quais são as opções de tratamento para vitiligo hoje?

O tratamento do vitiligo tem como objetivos principais controlar a progressão das manchas, estimular a repigmentação da pele e proteger as áreas afetadas. A escolha das terapias varia conforme extensão, localização das lesões, idade da pessoa e características de saúde em geral. Nem sempre é possível eliminar completamente as manchas, mas é comum observar melhora significativa com acompanhamento adequado.

Entre as formas de tratamento mais utilizadas, destacam-se:

  • Cremes e pomadas tópicas: incluem corticoides e imunomoduladores, que ajudam a reduzir a inflamação e a resposta autoimune local.
  • Fototerapia: uso controlado de luz ultravioleta (como UVB de banda estreita), em sessões programadas, para estimular a produção de melanina.
  • Medicamentos sistêmicos: em casos selecionados, podem ser indicados remédios orais para modular a resposta imunológica.
  • Procedimentos cirúrgicos: técnicas como enxertos de pele ou transplante de melanócitos são opções para manchas estáveis e localizadas.
  • Camuflagem cosmética: uso de maquiagens específicas e autobronzeadores para uniformizar o tom da pele, especialmente em áreas expostas.

Nos últimos anos, surgiram ainda terapias direcionadas, como inibidores de JAK em formulações tópicas, que atuam em vias específicas do sistema imunológico. Essas abordagens vêm sendo estudadas e, em alguns países, já estão disponíveis para determinados perfis de pacientes, ampliando o leque de possibilidades de cuidado.

O acompanhamento do vitiligo é geralmente conduzido por dermatologista, que avalia a evolução das manchas, ajusta as medicações e orienta cuidados cotidianos – depositphotos.com / VitalikRadko
O acompanhamento do vitiligo é geralmente conduzido por dermatologista, que avalia a evolução das manchas, ajusta as medicações e orienta cuidados cotidianos – depositphotos.com / VitalikRadko
Foto: Giro 10

Como é feito o acompanhamento e quais cuidados diários são recomendados?

O acompanhamento do vitiligo é geralmente conduzido por dermatologista, que avalia a evolução das manchas, ajusta as medicações e orienta cuidados cotidianos. O tratamento costuma ser prolongado, exigindo regularidade para que os resultados apareçam e se mantenham. Interrupções frequentes podem dificultar a repigmentação e favorecer o surgimento de novas áreas despigmentadas.

Entre os cuidados diários mais mencionados estão:

  1. Proteção solar rigorosa: uso constante de protetor solar de amplo espectro, chapéus e roupas que cubram as áreas afetadas, reduzindo queimaduras e contraste entre pele clara e escura.
  2. Hidratação da pele: aplicação de hidratantes ajuda a manter a barreira cutânea íntegra e reduz irritações que podem agravar as lesões.
  3. Atenção a traumas: evitar arranhões, tatuagens ou procedimentos agressivos em regiões com vitiligo, por risco de surgimento de novas manchas.
  4. Avaliação de saúde geral: monitorar possíveis doenças associadas, como alterações na tireoide, de acordo com a orientação médica.

Também é comum a recomendação de acompanhamento psicológico em alguns casos, especialmente quando a alteração estética interfere na autoestima ou no convívio social. A informação adequada sobre causas do vitiligo e seu tratamento contribui para que a pessoa compreenda a condição, siga o plano terapêutico e participe das decisões junto à equipe de saúde.

Giro 10
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