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Vitamina J: o nutriente pouco conhecido que é essencial para o fígado e o cérebro

A chamada vitamina J costuma gerar dúvidas, já que não aparece nas listas tradicionais de nutrientes essenciais. Saiba o que ela é quais seus benefícios, em especial para o fígado e o cérebro.

27 jan 2026 - 16h01
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A chamada vitamina J costuma gerar dúvidas, já que não aparece nas listas tradicionais de nutrientes essenciais. Em muitos materiais mais antigos ou pouco atualizados, o termo "vitamina J" serviu para designar compostos como colina ou alguns flavonoides presentes em vegetais. Atualmente, a comunidade científica não a reconhece como uma vitamina oficial, mas o tema continua sendo mencionado em textos populares sobre alimentação e saúde.

Na prática, quando se fala em vitamina J, o foco geralmente recai sobre substâncias que participam de funções importantes do organismo. Em especial, as relacionadas ao metabolismo, ao fígado e ao sistema nervoso. Por isso, entender o que historicamente chamou-se de vitamina J ajuda a esclarecer a relevância desses compostos e a identificar em quais alimentos eles aparecem com maior frequência.

Em geral, fontes animais concentram quantidades mais elevadas de colina por porção, enquanto alimentos vegetais contribuem de forma complementar na dieta – depositphotos.com / sunabesyou
Em geral, fontes animais concentram quantidades mais elevadas de colina por porção, enquanto alimentos vegetais contribuem de forma complementar na dieta – depositphotos.com / sunabesyou
Foto: Giro 10

O que é a vitamina J e por que esse termo gera confusão?

O termo vitamina J não faz parte da classificação oficial de vitaminas estabelecida pela ciência moderna. Em diferentes épocas, houve associação a componentes diversos, com destaque para a colina, um nutriente semelhante às vitaminas do complexo B, e para certos pigmentos vegetais. Assim, essa mistura de usos acabou criando uma espécie de categoria informal, que ainda aparece em alguns livros e artigos de divulgação.

Na literatura nutricional mais recente, trata-se a colina como um nutriente essencial à parte, não como uma vitamina numerada. Mesmo assim, quando se fala em "vitamina J" em textos populares, quase sempre o conteúdo está, na verdade, descrevendo os efeitos e as fontes alimentares da colina. Dessa forma, ao analisar a importância da vitamina J, o foco costuma recair nas funções desempenhadas por esse composto no organismo.

Vitamina J (colina) e sua importância para o organismo

A colina, que se associa com frequência à expressão vitamina J, participa de processos fundamentais para o funcionamento do corpo. Um dos papéis centrais está ligado ao metabolismo de gorduras, especialmente no fígado. A substância contribui para o transporte e o uso adequado dos lipídeos, ajudando a evitar acúmulos indesejados de gordura nesse órgão.

Outro ponto importante é a participação da colina na síntese de acetilcolina, um neurotransmissor envolvido na comunicação entre as células nervosas e também na contração muscular. Além disso, a colina integra a estrutura de membranas celulares por meio de fosfolipídios, o que a torna relevante para a integridade das células em diferentes tecidos do corpo. Também há relação com o metabolismo de homocisteína, um aminoácido cuja regulação adequada é considerada importante para a saúde cardiovascular.

Quais alimentos possuem vitamina J e em qual há maior quantidade?

Os alimentos associados à chamada vitamina J são, em grande parte, aqueles ricos em colina. Essa substância aparece tanto em produtos de origem animal quanto vegetal, embora a concentração varie bastante entre os grupos. Em geral, fontes animais concentram quantidades mais elevadas por porção, enquanto alimentos vegetais contribuem de forma complementar na dieta.

De forma geral, podem ser citadas como fontes relevantes:

  • Ovos, em especial a gema;
  • Fígado de boi, frango e outros animais;
  • Carnes em geral, incluindo aves, suínos e bovinos;
  • Peixes e frutos do mar;
  • Leite e derivados, como queijos;
  • Leguminosas, como soja e grão-de-bico;
  • Cereais integrais, como trigo integral e aveia;
  • Vegetais como brócolis, couve-flor e repolho.

Entre esses alimentos, o fígado costuma se destacar como um dos que apresentam maior concentração de colina por porção, sendo frequentemente citado em tabelas de composição de alimentos como uma das principais fontes. A gema de ovo também aparece em posição de destaque, contribuindo de forma significativa para a ingestão diária desse nutriente em muitas dietas.

Entre as estratégias para incluir a chamada vitamina J na alimentação está alternar laticínios, como leite e queijos, em lanches ou refeições intermediárias – depositphotos.com / AsierRomeroCarballo
Entre as estratégias para incluir a chamada vitamina J na alimentação está alternar laticínios, como leite e queijos, em lanches ou refeições intermediárias – depositphotos.com / AsierRomeroCarballo
Foto: Giro 10

Como organizar a alimentação para garantir esse nutriente?

Para incorporar o que tradicionalmente se chama de vitamina J à rotina alimentar, a estratégia mais comum é combinar diferentes fontes de colina ao longo do dia. Essa diversificação tende a facilitar a ingestão adequada, respeitando diferentes hábitos e preferências alimentares. Uma alimentação variada, com presença de proteínas animais e vegetais, costuma favorecer a oferta do nutriente.

Algumas formas práticas de incluir esses alimentos são:

  1. Inserir ovos em preparações do café da manhã ou do almoço, como omeletes e ovos mexidos.
  2. Consumir carnes magras e, quando adequado, pequenas porções de fígado em receitas salteadas ou cozidas.
  3. Aproveitar leguminosas, como feijão, grão-de-bico ou soja, em saladas, sopas e pratos principais.
  4. Alternar laticínios, como leite e queijos, em lanches ou refeições intermediárias.
  5. Incluir vegetais crucíferos, como brócolis e couve-flor, em acompanhamentos no almoço ou jantar.

Apesar de o termo vitamina J não ser reconhecido oficialmente, o nutriente mais associado a essa expressão, a colina, continua em estudo e em constante atualização nas recomendações nutricionais. A manutenção de uma dieta equilibrada, com variedade de alimentos de origem animal e vegetal, tem sido apontada como caminho consistente para garantir a oferta desse composto sem necessidade de grandes mudanças na rotina alimentar da maior parte das pessoas.

Giro 10
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