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Universidades buscam reduzir impactos climáticos em favelas

Universidades brasileiras participam de projeto internacional para reduzir os impactos das mudanças climáticas em favelas, transformando dados em políticas públicas e ações de saúde

6 jan 2026 - 11h00
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Universidades lançam projeto para reduzir impactos das mudanças climáticas em favelas brasileiras

Iniciativa internacional liderada pela Universidade de Glasgow envolve quatro instituições do Brasil e quer transformar dados em políticas públicas e ações concretas

O Brasil possui mais de 12 mil favelas, onde vivem cerca de 16,39 milhões de pessoas - o equivalente a 8,1% da população do país, segundo dados do Censo 2022. Essa parcela da população, que convive com moradias precárias e falta de infraestrutura adequada, está entre as mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, como chuvas intensas, deslizamentos de terra, enchentes e ondas de calor.

Para enfrentar esse desafio, universidades brasileiras se uniram a um projeto internacional coordenado pela Universidade de Glasgow, no Reino Unido, com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e sociais sobre moradores de favelas e comunidades urbanas do país.

Como o projeto funciona

Batizado de PACHA - Análise Participativa para Adaptação Climática e Saúde em Comunidades Urbanas Desfavorecidas no Brasil -, o projeto terá um modelo de Laboratórios Urbanos Participativos e será desenvolvido em parceria com agências governamentais e associações de moradores nas cidades de Curitiba (PR), Natal (RN) e Niterói (RJ).

Iniciativa internacional liderada pela Universidade de Glasgow envolve quatro instituições do Brasil e quer transformar dados em políticas públicas e ações concretas
Iniciativa internacional liderada pela Universidade de Glasgow envolve quatro instituições do Brasil e quer transformar dados em políticas públicas e ações concretas
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

O trabalho será dividido em três frentes principais:

  1. Produção de dados: para subsidiar políticas públicas mais eficazes.

  2. Engajamento comunitário: envolvendo moradores em ações de intervenção e adaptação climática.

  3. Geração de conhecimento: fortalecendo a atuação coordenada dos municípios e transformando evidências em ações concretas de adaptação e promoção da saúde.

Segundo Paulo Nascimento, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da PUCPR, "o projeto tem por objetivo construir capacidades de adaptação às mudanças climáticas com foco na saúde de pessoas que moram em favelas e comunidades urbanas, integrando a geração cidadã de dados com análises de grandes bases nacionais. Isso permitirá desenvolver políticas públicas que considerem melhor as desigualdades sociais e ambientais".

Instituições envolvidas e financiamento

Além da PUCPR, participam do projeto:

  • Departamento de Tecnologia e Ciência de Dados da FGV EAESP

  • Centro de Integração de Dados em Saúde da Fiocruz (CIDACS/Fiocruz)

  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

O projeto conta com financiamento superior a R$ 14 milhões da fundação britânica Wellcome Trust e adota uma abordagem transdisciplinar, reunindo líderes comunitários, formuladores de políticas públicas, cientistas sociais, especialistas em clima e pesquisadores da área da saúde.

O objetivo é integrar dados climáticos e de saúde, mapear vulnerabilidades considerando gênero, raça e idade, e transformar essas evidências em estratégias e ações públicas que realmente protejam as comunidades mais afetadas pelas mudanças climáticas.

Saúde em Dia
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