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SUS começa a substituir insulina tradicional por versão mais moderna e de dose única diária

Na primeira fase da transição, cerca de 50 mil pessoas com diabetes devem receber a glargina

11 fev 2026 - 11h51
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O Ministério da Saúde iniciou o processo de transição do uso de insulina humana (NPH) para insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo fármaco dura mais tempo no organismo, até 24 horas, e é aplicado apenas uma vez ao dia. Na rede privada, o tratamento com o medicamento por dois meses pode custar até R$ 250.

O processo de transição foi iniciado na última sexta-feira, 6, e vai ocorrer de forma gradual. O projeto piloto será realizado no Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal e englobará crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A estimativa é que mais de 50 mil pessoas sejam contempladas nessa fase.

Segundo a pasta, a definição dos territórios considerou critérios de representatividade regional e capacidade de implementação, e estão sendo promovidos treinamentos nas localidades escolhidas para auxiliar os profissionais de saúde da Atenção Primária no uso adequado das canetas aplicadoras e na administração correta do medicamento.

No futuro, diz o ministério, será feita uma avaliação dos resultados para construção do cronograma de expansão para os demais estados.

Produção no Brasil

Por meio de uma parceria entre o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee, a iniciativa também prevê a transferência da tecnologia de produção de glargina para o Brasil.

Em 2025, a parceria resultou na entrega de mais de 6 milhões de unidades do medicamento, com investimento de R$ 131 milhões. A expectativa é que, até o fim de 2026, a capacidade de produção alcance 36 milhões de doses.

"Depois de duas décadas, o Brasil voltou a produzir insulina no País. Isso traz garantia e segurança para os pacientes", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em comunicado à imprensa. "A expansão da oferta de tratamentos para diabetes no SUS é um exemplo concreto da importância do fortalecimento do nosso complexo industrial."

Além da versão análoga de ação prolongada, três tipos de insulina são oferecidos gratuitamente na rede pública: as humanas NPH e regular e a análoga de ação rápida. O SUS também disponibiliza medicamentos orais para o tratamento do diabetes.

Estadão
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