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Síndrome da cabeça explosiva: entenda o susto ao pegar no sono

O barulho assusta, mas não dói: descubra as causas, os sintomas e como tratar esse distúrbio do sono que parece uma explosão real

26 fev 2026 - 16h15
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O nome parece saído de um filme de ficção científica, mas a Síndrome da Cabeça Explosiva (SCE) é um distúrbio do sono real e mais comum do que se imagina.

Conheça a síndrome da cabeça explosiva
Conheça a síndrome da cabeça explosiva
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Embora o termo assuste, a condição não envolve dor física ou perigo real à saúde do cérebro.

No entanto, o impacto emocional e a ansiedade gerados pelo susto podem prejudicar gravemente a qualidade do descanso.

No Saúde em Dia, explicamos o que a ciência sabe sobre esse fenômeno e como lidar com os episódios.

O que é a síndrome da cabeça explosiva?

A síndrome da cabeça explosiva é um tipo de parassonia. Ela ocorre geralmente na transição entre o estado de vigília e o sono profundo.

O paciente relata ouvir um ruído extremamente alto e repentino dentro da própria cabeça.

Não é um som externo. É uma alucinação auditiva súbita e é inofensivo para a saúde. O barulho é descrito de várias formas:

  • Um tiro de arma de fogo.

  • Um trovão ensurdecedor.

  • Pratos quebrando.

  • Uma explosão de bomba.

Embora o som seja "altíssimo", ele não causa dor física. O maior problema é o choque hipnagogioco, que faz a pessoa despertar com o coração acelerado e uma sensação de pânico iminente.

Por que isso acontece? O que diz a ciência

A causa exata da SCE ainda é estudada pelos especialistas em medicina do sono. A teoria mais aceita é uma falha no "desligamento" do cérebro.

Imagine que o seu cérebro é um computador. Ao dormir, ele desliga as funções por etapas.

Na síndrome, as células nervosas responsáveis pelo processamento do som (neurônios auditivos) sofrem um disparo repentino em vez de silenciarem.

Alguns fatores de risco comuns incluem:

  1. Estresse elevado: A tensão mental mantém o sistema nervoso em alerta.

  2. Privação de sono: Dormir poucas horas aumenta as falhas na transição do sono.

  3. Transtornos de ansiedade: O medo de dormir após um episódio pode criar um ciclo vicioso.

  4. Distúrbios do ouvido médio: Pequenas alterações estruturais podem influenciar a percepção sonora.

Quem são as pessoas mais afetadas?

Antigamente, acreditava-se que a síndrome afetava apenas adultos acima dos 50 anos. Estudos recentes mostram que jovens e estudantes também sofrem com o problema.

O gatilho principal nesses casos costuma ser a exaustão física e mental.

É comum que a pessoa sinta medo de ter um tumor cerebral ou estar enlouquecendo. Entretanto, é importante reforçar: a síndrome é benigna. Ela não causa danos neurológicos.

Sintomas que acompanham o "estouro"

Além do ruído forte, outros sinais podem ocorrer simultaneamente:

  • Flashes de luz: Algumas pessoas veem um brilho intenso junto com o som;

  • Espasmos musculares: Um solavanco repentino no corpo (mioclonia);

  • Taquicardia: Batimentos cardíacos acelerados pelo susto;

  • Sudorese: Suor frio após acordar abruptamente.

Existe tratamento para a síndrome?

Na maioria dos casos, não é necessário o uso de medicamentos pesados. O tratamento começa com a educação do paciente.

 Entender que o barulho não é perigoso reduz a ansiedade, o que, por sua vez, diminui a frequência dos episódios.

Se a síndrome estiver afetando muito a sua vida, considere estas estratégias:

Higiene do sono

Mantenha horários regulares para dormir e acordar. Crie um ambiente escuro, silencioso e fresco. Evite telas de celular pelo menos uma hora antes de deitar.

Gerenciamento de estresse

Práticas como meditação, ioga e exercícios de respiração ajudam a acalmar o sistema nervoso central. Isso evita os "disparos" errados dos neurônios auditivos.

Consulta com especialista

Se os episódios forem frequentes, procure um médico do sono ou neurologista. Em casos raros e graves, podem ser prescritos medicamentos que regulam a atividade neuronal ou antidepressivos leves para estabilizar o ciclo do sono.

O susto não precisa virar insônia

A síndrome da cabeça explosiva é desconfortável, mas não é uma ameaça à sua integridade física. O segredo para superá-la é o equilíbrio. 

Ao cuidar da sua saúde mental e priorizar o descanso de qualidade, os episódios tendem a desaparecer naturalmente.

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