Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Síncope vasovagal: por que algumas pessoas desmaiam de repente?

Síncope vasovagal: entenda o que é, principais causas, sintomas e tratamento para prevenir desmaios e melhorar sua qualidade de vida

15 mar 2026 - 11h15
Compartilhar
Exibir comentários

A síncope vasovagal é um dos tipos mais comuns de desmaio e costuma acontecer de forma súbita, geralmente em situações de estresse, dor intensa, calor excessivo ou permanência prolongada em pé. Nesses episódios, a circulação de sangue para o cérebro diminui por alguns instantes, o que leva à perda temporária da consciência. Apesar de assustar quem presencia, na maioria das vezes esse quadro é benigno e de curta duração.

Esse tipo de desmaio está ligado a uma resposta exagerada do organismo a determinados estímulos, conhecida como reflexo vasovagal. O corpo reage reduzindo a frequência cardíaca e dilatando os vasos sanguíneos, principalmente nas pernas. Como consequência, a pressão arterial cai e o cérebro recebe menos oxigênio por alguns segundos, provocando a síncope vasovagal. Entender o que é esse reflexo e como ele se manifesta ajuda a reconhecer o problema e a agir com calma.

O que é síncope vasovagal e como ela acontece?

A palavra síncope significa perda transitória da consciência, enquanto o termo vasovagal se refere à participação dos vasos sanguíneos e do nervo vago nesse processo. Na síncope vasovagal, o sistema nervoso autônomo, responsável por controlar funções involuntárias como batimentos cardíacos e pressão arterial, passa por um desequilíbrio momentâneo. Esse descompasso faz o coração bater mais devagar e os vasos se abrirem, facilitando o acúmulo de sangue nas pernas.

Quando isso ocorre, a quantidade de sangue que chega ao cérebro diminui temporariamente. O organismo, então, "desliga" por alguns segundos como uma forma de proteção. Ao cair ou ser deitado, a circulação melhora e o fluxo de sangue para o cérebro é restabelecido, o que explica por que a pessoa geralmente acorda espontaneamente em pouco tempo. Esse mecanismo é típico da síncope vasovagal e costuma aparecer em pessoas de diferentes faixas etárias, principalmente adolescentes e adultos jovens.

Tontura, visão escurecida e suor frio podem surgir antes do desmaio e servem como sinais de alerta do organismo – depositphotos.com / 9nong
Tontura, visão escurecida e suor frio podem surgir antes do desmaio e servem como sinais de alerta do organismo – depositphotos.com / 9nong
Foto: Giro 10

Quais são as principais causas da síncope vasovagal?

As causas da síncope vasovagal estão relacionadas a gatilhos que ativam o reflexo vasovagal de forma exagerada. Entre os fatores mais frequentes estão situações de estresse emocional, como sustos, ansiedade intensa, visão de sangue ou procedimentos médicos. A exposição prolongada ao calor, ambientes abafados e a desidratação também favorecem a queda de pressão e podem desencadear o desmaio.

Outros gatilhos comuns da síncope vasovagal incluem:

  • Permanecer parado em pé por muito tempo, especialmente em filas ou locais lotados;
  • Levantarse de forma brusca após estar sentado ou deitado por longo período;
  • Dor intensa, como em traumas ou cólicas fortes;
  • Esforço físico exagerado em pessoas não acostumadas;
  • Fadiga extrema, jejum prolongado ou sono insuficiente.

Em muitos casos, a síncope vasovagal aparece de forma isolada, sem relação com doenças graves. Ainda assim, uma avaliação médica é importante para descartar outros tipos de desmaio, como aqueles ligados ao coração ou a alterações neurológicas.

Síncope vasovagal: quais são os sintomas mais comuns?

A síncope vasovagal costuma ser precedida por sinais de alerta, chamados de sintomas prodômicos. Reconhecê-los ajuda a evitar a queda, pois permite sentar ou deitar antes que a perda de consciência aconteça. Entre os sintomas mais frequentes estão tontura, sensação de desmaio iminente, visão embaçada ou escurecida e fraqueza súbita nas pernas.

Outros sinais típicos da síncope vasovagal incluem:

  • Sudorese fria e pegajosa;
  • Náusea ou desconforto abdominal;
  • Palidez intensa;
  • Sensação de calor ou de mal-estar geral;
  • Zumbido nos ouvidos;
  • Batimentos cardíacos mais lentos ou sensação de "vazio" no peito.

Após o desmaio, a recuperação costuma ser rápida, em poucos segundos ou minutos. A pessoa pode ficar um pouco cansada, confusa ou com dor de cabeça leve, mas volta a reconhecer o ambiente. Em geral, a síncope vasovagal não provoca convulsões, porém movimentos involuntários breves podem ocorrer em alguns casos, devido à falta momentânea de oxigênio no cérebro.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da síncope vasovagal é clínico e começa com uma análise detalhada da história do episódio: como ocorreu o desmaio, em que situação, se houve sinais prévios e quanto tempo durou. O profissional de saúde também investiga doenças prévias, uso de medicamentos e histórico familiar de problemas cardíacos ou síncopes recorrentes.

Em geral, são solicitados exames para afastar outras causas de perda de consciência, como arritmias cardíacas ou alterações neurológicas. Entre os exames mais usados estão:

  1. Eletrocardiograma (ECG) para avaliar o ritmo do coração;
  2. Exames de sangue para investigar anemia, distúrbios metabólicos e outros fatores;
  3. Ecocardiograma, quando há suspeita de doença estrutural do coração;
  4. Teste de inclinação (tilt test), indicado em alguns casos para reproduzir a síncope vasovagal em ambiente controlado.

Com essas informações, é possível confirmar se o quadro é compatível com síncope vasovagal ou se há necessidade de aprofundar a investigação em busca de outras causas.

Calor excessivo, estresse, dor intensa e ficar muito tempo em pé estão entre os gatilhos mais frequentes da síncope vasovagal – depositphotos.com / rdrgraphe
Calor excessivo, estresse, dor intensa e ficar muito tempo em pé estão entre os gatilhos mais frequentes da síncope vasovagal – depositphotos.com / rdrgraphe
Foto: Giro 10

Qual é o tratamento para síncope vasovagal?

O tratamento da síncope vasovagal depende da frequência e da gravidade dos episódios. Em muitos casos, a principal medida é a orientação sobre o problema, ensinando a pessoa a identificar os sintomas iniciais e a evitar gatilhos. Aumento da ingestão de água, alimentação regular e cuidado com o calor ajudam a reduzir as crises. Em ambientes com risco de queda, é recomendado sentar ou deitar assim que surgirem tontura, escurecimento da visão ou náusea.

Algumas manobras físicas podem ser úteis quando os sintomas da síncope vasovagal começam, como cruzar as pernas com força, contrair os músculos das coxas e do abdômen ou apertar uma bola ou objeto firme com as mãos. Essas ações ajudam a elevar a pressão arterial e a manter o fluxo de sangue para o cérebro. Em casos de desmaios repetidos, o profissional de saúde pode considerar o uso de medicamentos específicos ou encaminhar para acompanhamento com cardiologista ou neurologista.

Quando alguém apresenta síncope vasovagal, a recomendação imediata é deitar a pessoa de costas, elevar levemente as pernas e afrouxar roupas apertadas, garantindo um ambiente arejado. Se o desmaio durar mais que alguns minutos, se houver trauma importante na queda ou se forem observados outros sintomas, como dor no peito ou dificuldade para respirar, é indicada avaliação urgente em serviço de emergência. Dessa forma, a síncope vasovagal pode ser manejada com segurança e com menor risco de complicações associadas ao episódio de desmaio.

Giro 10
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade