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Silencioso e cada vez mais comum: câncer colorretal preocupa especialistas

Tumor que afeta intestino grosso e reto já é o segundo mais frequente no Brasil e cresce entre adultos jovens

27 fev 2026 - 14h18
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O câncer colorretal já ocupa a segunda posição entre os tumores mais incidentes em homens e mulheres no país, desconsiderando o câncer de pele não melanoma.

Veja os sintomas do câncer colorretal e o que preocupa os especialistas
Veja os sintomas do câncer colorretal e o que preocupa os especialistas
Foto: Freepik / Saúde em Dia

Dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) acenderam um sinal vermelho entre especialistas.

Para o triênio 2026-2028, a estimativa é de cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil. Dentro desse cenário, os tumores de cólon e reto aparecem entre os que mais preocupam.

O motivo vai além do volume de diagnósticos. O perfil dos pacientes também mudou.

Casos aumentam entre jovens

Tradicionalmente associado a pessoas acima dos 60 anos, o câncer colorretal tem sido cada vez mais diagnosticado em adultos de 30 e 40 anos.

Segundo o oncologista Alexandre Jácome, líder nacional de tumores gastrointestinais da Oncoclínicas, o risco dobrou no intestino grosso e quadruplicou no reto quando comparado à década de 1950 entre pessoas jovens.

Estudos internacionais apontam aumento de 79% nos diagnósticos de câncer em adultos com menos de 50 anos nas últimas três décadas. O colorretal lidera esse crescimento.

Especialistas chamam o fenômeno de "rejuvenescimento" da doença.

Diagnóstico tardio reduz chances de cura

Um dos principais desafios no Brasil é o diagnóstico tardio.

Mais de 80% dos pacientes descobrem a doença em estágios avançados, quando o tumor já pode ter causado obstrução ou perfuração intestinal.

O câncer colorretal pode ser silencioso no início. Quando surgem, os sintomas costumam ser confundidos com problemas menos graves.

Sinais de alerta

  • Sangue nas fezes.

  • Fezes muito escuras.

  • Mudança persistente no hábito intestinal.

  • Diarreia ou constipação prolongadas.

  • Sensação de evacuação incompleta.

  • Dor abdominal frequente.

  • Cansaço sem explicação.

  • Perda de peso involuntária.

Quando identificado precocemente, as taxas de sobrevida podem ultrapassar 90%.

Em estágios avançados, esse número pode cair para menos de 15%.

Por isso, qualquer sintoma persistente deve ser investigado.

Fatores de risco estão ligados ao estilo de vida

Grande parte dos casos pode ser evitada.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 40% dos cânceres no mundo estão relacionados a fatores evitáveis. O câncer colorretal está entre os que mais poderiam ser prevenidos.

Principais fatores de risco

Alimentação inadequada

Excesso de carne vermelha, embutidos e ultraprocessados. Baixo consumo de fibras, frutas e vegetais.

Obesidade

O excesso de peso favorece inflamações crônicas e alterações metabólicas.

Sedentarismo

A falta de atividade física aumenta o risco.

Tabagismo e álcool

São fatores de risco estabelecidos para diversos tipos de câncer.

A combinação de dieta pobre em alimentos naturais, aumento da obesidade e rotina sedentária ajuda a explicar o avanço da doença no país.

Colonoscopia é a principal aliada na prevenção

A colonoscopia é considerada o exame padrão-ouro para detectar o câncer colorretal.

O procedimento permite visualizar o intestino e retirar pólipos antes que se transformem em tumor.

A recomendação geral é iniciar o rastreamento entre 45 e 50 anos.

Pessoas com histórico familiar, pólipos prévios ou doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn, devem começar antes.

Testes de sangue oculto nas fezes também podem ser utilizados como triagem inicial.

O problema é que a cobertura de rastreamento ainda é baixa no Brasil, especialmente fora dos grandes centros.

Desigualdade regional agrava cenário

As regiões Sul e Sudeste concentram maior acesso a exames e centros especializados.

Já Norte e Nordeste enfrentam dificuldades estruturais e demora no acesso à colonoscopia.

Essa desigualdade resulta em diagnósticos mais tardios e menor chance de cura.

Tratamentos evoluíram nos últimos anos

Apesar do cenário preocupante, os avanços terapêuticos trazem esperança.

Além de cirurgia, quimioterapia e radioterapia, hoje existem:

  • Imunoterapia.

  • Terapias-alvo.

  • Análise genômica do tumor para personalizar o tratamento.

Quando diagnosticado cedo e tratado adequadamente, o câncer colorretal tem alta taxa de cura.

Prevenção ainda é a melhor estratégia

Especialistas reforçam que pequenas mudanças fazem diferença:

  • Aumentar o consumo de fibras.

  • Reduzir carne vermelha e processada.

  • Praticar atividade física regularmente.

  • Manter peso saudável.

  • Evitar cigarro.

  • Moderar o consumo de álcool.

Para quem tem 45 anos ou mais, ou histórico familiar da doença, procurar orientação médica para avaliar o rastreamento é fundamental.

O câncer colorretal não precisa ser uma sentença.

Com prevenção, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento, é possível reduzir mortes e salvar milhares de vidas todos os anos.

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Saúde em Dia
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