Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Sexo com dor: o que pode estar por trás do problema?

Sexo com dor não é normal. Entenda as causas, os sinais de alerta e quando procurar ajuda especializada.

3 fev 2026 - 12h46
Compartilhar
Exibir comentários

A dor durante a relação sexual ainda é vivida em silêncio por muitas mulheres. Ela aparece, incomoda, se repete e, muitas vezes, é ignorada. Com o tempo, vira parte da rotina íntima, mesmo sem nunca ter sido normal.

Foto: Reprodução/Shutterstock / Alto Astral

Desde cedo, muitas mulheres aprendem que sentir dor faz parte do sexo. Outras escutam que é nervosismo, ansiedade ou falta de relaxamento. Poucas são orientadas a investigar o corpo com atenção.

Esse silêncio cobra um preço alto. A dor afeta o prazer, o desejo e a relação com o próprio corpo. Também impacta a autoestima, o vínculo afetivo e a saúde emocional.

Dados clínicos ajudam a dimensionar o problema. Entre 40% e 45% das disfunções sexuais atingem mulheres. Uma parcela significativa envolve dor associada à penetração.

Mesmo assim, a procura por ajuda especializada ainda é baixa. Vergonha, medo de julgamento e desinformação atrasam diagnósticos. Muitas mulheres não sabem que existem tratamentos eficazes.

Segundo a fisioterapeuta Mariana Milazzotto, mestre em Ciências Médicas, isso não é casual. "A dor feminina sempre foi minimizada ou normalizada", afirma. "Mas dor durante o sexo não é normal e tem tratamento".

Quando a dor passa do limite do aceitável

A Organização Mundial da Saúde reconhece a sexualidade como parte da saúde. Ela envolve prazer, intimidade, vínculo e bem-estar. Quando a dor aparece, o impacto vai muito além do físico.

Mulheres que sentem dor recorrente costumam desenvolver ansiedade. É comum surgir medo antes mesmo do contato íntimo. O corpo passa a se defender antes da penetração.

Esse estado de alerta constante gera tensão muscular. A tensão aumenta a dor, que reforça o medo. Forma-se um ciclo difícil de quebrar sem ajuda.

Com o tempo, muitas mulheres evitam o sexo. Algumas se afastam emocionalmente do parceiro. Outras passam a questionar o próprio corpo. "Dor que se repete não deve ser normalizada", reforça Mariana Milazzotto. "O corpo está comunicando que algo precisa de atenção"< completa.

O que pode estar por trás da dor na relação?

A dor durante o sexo raramente tem uma causa única. Na maioria dos casos, ela é multifatorial. Aspectos físicos, emocionais e comportamentais se combinam.

Entre as condições mais associadas estão a dispareunia e o vaginismo. Ambas são reconhecidas por consensos internacionais de saúde.  E ambas podem ser tratadas com abordagem adequada.

Dispareunia: quando o sexo machuca

A dispareunia é caracterizada por dor durante ou após a relação sexual. Ela pode ser superficial, na entrada da vagina, ou profunda. A intensidade varia de leve desconforto a dor intensa.

Algumas mulheres sentem dor apenas em certas posições. Outras relatam dor em todas as tentativas de penetração. Alterações hormonais e inflamações podem estar envolvidas.

Quando não tratada, a dispareunia afeta o desejo sexual. O medo da dor reduz a excitação. A tensão corporal aumenta, agravando o quadro.

Vaginismo: quando o corpo reage com defesa

No vaginismo, ocorre contração involuntária da musculatura vaginal. Essa resposta torna a penetração muito dolorosa ou impossível. A dor não é consciente nem voluntária.

É comum haver dificuldade em exames ginecológicos. O uso de absorventes internos também pode causar dor. O corpo reage como se estivesse sempre em estado de alerta.

O diagnóstico costuma ocorrer quando a dor persiste por meses. Geralmente há associação com medo, ansiedade ou experiências anteriores. Sem tratamento, o impacto emocional tende a se intensificar.

Por que tantas mulheres demoram a procurar ajuda

Na prática clínica, muitas mulheres não falam sobre a dor. A vergonha ainda pesa mais do que o desconforto. Outras acreditam que precisam suportar.

Há também falhas no atendimento inicial. Algumas mulheres recebem apenas orientações genéricas. Outras são encaminhadas somente para terapia psicológica.

"Em muitos casos, o corpo também precisa de cuidado específico", explica Mariana. Ignorar isso atrasa o diagnóstico. E prolonga um sofrimento que poderia ser evitado.

Pesquisas mostram baixa busca por atendimento especializado. Mesmo diante de sintomas persistentes. O resultado é o abandono gradual da vida sexual.

Como funciona o tratamento da dor no sexo

A fisioterapia pélvica é uma das principais abordagens no tratamento da dor. Ela atua diretamente nos músculos do assoalho pélvico. Esses músculos participam da resposta sexual.

O objetivo não é apenas fortalecer. Muitas mulheres precisam aprender a relaxar essa musculatura. A consciência corporal é parte central do processo.

Evidências científicas mostram melhores resultados com abordagem combinada. O tratamento é sempre individualizado. Cada corpo responde de forma diferente.

O que envolve o cuidado especializado

Entre as técnicas mais utilizadas estão exercícios de relaxamento. A liberação miofascial ajuda a reduzir tensão e sensibilidade. O biofeedback auxilia na percepção corporal.

Em alguns casos, utilizam-se dilatadores vaginais. Sempre com orientação profissional e progressão cuidadosa. A educação sexual também faz parte do cuidado.

Os estudos mostram redução significativa da dor. Há melhora da função sexual e da qualidade de vida. O impacto emocional também diminui.

Quando procurar ajuda especializada

Não é preciso esperar a dor se tornar insuportável. Alguns sinais indicam que é hora de buscar avaliação. Quanto antes, melhor o desfecho.

Procure ajuda se a dor:

  • surge de forma recorrente ou persiste por meses;

  • dificulta ou impede a relação sexual;

  • gera medo, ansiedade ou evitação do contato íntimo;

  • aparece em exames ginecológicos ou com absorventes internos.

"O cuidado precisa ser integral", destaca Mariana Milazzotto. A integração entre fisioterapeuta, médico e psicólogo amplia os resultados. E acolhe a mulher de forma completa.

Dor não define a vida sexual

Conviver com dor durante o sexo não é normal. Também não é algo que precise ser aceito. Existe caminho de cuidado.

Buscar ajuda devolve autonomia sobre o próprio corpo. Também ajuda a reconstruir a relação com o prazer. O silêncio não precisa continuar.

Sentir prazer não deveria machucar. E quando machuca, merece atenção. Informação muda histórias.

Alto Astral
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade