Novo tratamento é solução para quem tem disfunção da ATM

2 out 2013
07h16
atualizado às 07h16

A ATM (articulação temporomandibular) liga a mandíbula ao crânio, além de ser responsável por todos os movimentos dos maxilares e da boca, como mastigação, deglutição e fala. Quando algo não vai bem, como dentes tortos, por exemplo, essa articulação pode ser sobrecarregada e desencadear a DTM (disfunção temporomandibular).

A ATM (articulação temporomandibular) liga a mandíbula ao crânio, além de ser responsável por todos os movimentos dos maxilares e da boca, como mastigação, deglutição e fala
A ATM (articulação temporomandibular) liga a mandíbula ao crânio, além de ser responsável por todos os movimentos dos maxilares e da boca, como mastigação, deglutição e fala
Foto: Shutterstock

Um novo tratamento tem dado esperança a quem sofre com o problema. A artroscopia, já conhecida na área de ortopedia para tratamentos de articulações como o joelho, vem sendo adaptada para ser usada nos casos de DTM. 

Essa técnica traz avanços tanto no diagnóstico quanto no tratamento da disfunção. No aparelho pode ser acoplada uma câmera para investigar possíveis áreas ‘doentes’ da articulação, assim como pode receber pontas e microtesouras para solucionar o problema. Essas pequenas cirurgias são minimamente invasivas e podem substituir as que precisavam de um corte a frente da orelha. 

“É necessário apenas um dia de internação e o pós-operatório é muito simples, se comparado à cirurgia tradicional”, diz José Flávio Torezan, especialista em cirurgia bucomaxilofacial que atua nos hospitais Sírio Libanês, São Luiz, Hospital Israelita Albert Einstein, entre outros. Segundo Torezan, o procedimento é feito em ambiente hospitalar, sob anestesia geral.

DTM
O ato de falar, mastigar, deglutir exige o trabalho de toda a articulação temporomandibular, que envolve músculos, tendões, ligamentos e cartilagens. Com o excesso de trabalho, ela pode sofrer traumas, apresentar processos inflamatórios, infecciosos, autoimunes e malformações. 

A disfunção temporomandibular atinge com mais frequência mulheres de 20 a 50 anos. Pode ser muscular, articular, mista ou reumatológica. A muscular é a versão mais clássica da DTM. Caracteriza-se por um excesso de tensão na musculatura. Na articular, são malformações e desgastes que comprometem a articulação. Os casos de DTM Mista, segunda forma mais comum do problema, envolve tanto o músculo como a articulação. Já a reumatológica, é rara, causada por uma degeneração do disco e da articulação temporomandibular. O disco articular é responsável por diminuir o atrito do movimento de abrir e fechar a boca.

Sintomas
- Dores na face e nos maxilares
- Dificuldade para mastigar ou falar
- Ruídos ou estalos ao abrir e fechar a boca
- Travamento da abertura da boca
- Pressão atrás dos olhos
- Dor ou zumbido nos ouvidos
- Dor de cabeça
- Inchaço na lateral do rosto
- Problemas para dormir
- Dor constante com períodos de piora no decorrer do dia

Tratamentos
Apenas 5% a 10% dos que apresentam sintomas necessitam de tratamento médico; nos demais casos eles regridem espontaneamente. Os tratamentos variam. Compressas, fisioterapia podem ajudar alguns casos. Os analgésicos são indicados para os momentos de crise. Há pacientes que precisam de cirurgia. Para os que sofrem de bruxismo – quem aperta os dentes excessivamente durante o sono –, as placas de acrílico são indicadas. Devem ser feitas sob medida pelo cirurgião-dentista.

Fonte: Agência Beta Este conteúdo é de propriedade intelectual do Terra e fica proibido o uso sem prévia autorização. Todos os direitos reservados. Fonte: Terra

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