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Planta jiboia é tóxica para gatos? Saiba quais são os riscos e como proteger seu pet

Planta jiboia é tóxica para gatos? Descubra os riscos, os sintomas e quando a situação exige atendimento veterinário.

5 jul 2026 - 12h00
(atualizado às 12h01)
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A planta jiboia é tóxica para gatos e está entre as ornamentais mais populares nas casas brasileiras. Bonita, resistente e fácil de cuidar, ela também esconde um risco que muitos tutores só descobrem quando o gato resolve morder uma de suas folhas.

Planta jiboia é tóxica para gatos? / SaúdeLab
Planta jiboia é tóxica para gatos? / SaúdeLab
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Na maioria das situações, o problema não evolui para um quadro grave. Ainda assim, alguns casos exigem atendimento veterinário imediato.

Por que a jiboia faz mal aos gatos?

A jiboia (Epipremnum aureum) contém cristais de oxalato de cálcio insolúvel.

Essas estruturas microscópicas, semelhantes a pequenas agulhas, ficam espalhadas pelos tecidos da planta e provocam irritação quando entram em contato com a boca, a língua e a garganta do animal.

A dor costuma ser intensa e aparece logo após a mordida. Por isso, muitos gatos interrompem rapidamente a mastigação, o que normalmente limita a quantidade ingerida.

O que acontece se o gato mastigar a planta?

Os sinais costumam surgir quase imediatamente e variam conforme a quantidade ingerida e a sensibilidade do animal.

Os sintomas mais comuns são:

  • salivação excessiva;
  • dor na boca;
  • dificuldade para engolir;
  • inchaço nos lábios ou na língua;
  • vômitos;
  • perda temporária do apetite;
  • tentativa constante de esfregar o focinho.

Além da irritação na boca, alguns gatos podem apresentar desconforto gastrointestinal, como episódios de vômito.

É uma intoxicação grave?

Nem sempre.

Embora a jiboia seja classificada como uma planta tóxica, o efeito mais comum é uma irritação intensa da mucosa oral causada pelos cristais de oxalato de cálcio, e não uma intoxicação sistêmica como a provocada por alguns medicamentos ou produtos químicos.

Em situações menos frequentes, o inchaço pode ser mais intenso e atingir a região da garganta, dificultando a deglutição e, mais raramente, a respiração. Nesses casos, o atendimento veterinário deve ser imediato.

Quando procurar um veterinário?

Sempre que houver suspeita de ingestão, vale a pena entrar em contato com um médico-veterinário para receber orientação.

A avaliação urgente é recomendada se o gato apresentar:

  • dificuldade para respirar;
  • dificuldade importante para engolir;
  • inchaço intenso na boca ou na garganta;
  • vômitos repetidos;
  • salivação excessiva persistente;
  • apatia ou comportamento diferente do habitual;
  • recusa prolongada de água ou alimento.

Não provoque vômito nem ofereça leite, óleo ou qualquer receita caseira. Essas medidas não neutralizam os cristais presentes na planta e podem agravar o desconforto.

Enquanto busca atendimento, retire cuidadosamente eventuais resíduos vegetais da boca do animal, se isso puder ser feito com segurança, ofereça água fresca e mantenha o gato em observação.

Quem tem gatos precisa abrir mão das plantas?

Não necessariamente. É possível ter plantas e gatos na mesma casa, mas a escolha das espécies faz toda a diferença.

Como os felinos são curiosos e costumam explorar o ambiente mordendo folhas e escalando móveis, plantas potencialmente tóxicas, como a jiboia, não devem ficar ao alcance deles.

Se você gosta dessa espécie, o ideal é mantê-la em um local realmente inacessível ao animal.

Além disso, oferecer brinquedos, arranhadores, enriquecimento ambiental e até capim próprio para gatos pode ajudar a reduzir o interesse pelas plantas ornamentais.

Quais plantas são consideradas mais seguras para gatos?

Algumas espécies são frequentemente apontadas por bases veterinárias como não tóxicas para felinos. Entre elas estão:

  • capim para gatos;
  • areca-bambu;
  • calatéias;
  • peperômias;
  • marantas;
  • violeta-africana.

Mesmo essas plantas não devem ser consumidas em excesso, pois podem causar desconforto digestivo.

Leitura Recomendada: Síndrome do gato nervoso: veterinária alerta para sinais que não devem ser ignorados

Fonte: SaúdeLAB
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