Planta jiboia é tóxica para gatos? Saiba quais são os riscos e como proteger seu pet
Planta jiboia é tóxica para gatos? Descubra os riscos, os sintomas e quando a situação exige atendimento veterinário.
A planta jiboia é tóxica para gatos e está entre as ornamentais mais populares nas casas brasileiras. Bonita, resistente e fácil de cuidar, ela também esconde um risco que muitos tutores só descobrem quando o gato resolve morder uma de suas folhas.
Na maioria das situações, o problema não evolui para um quadro grave. Ainda assim, alguns casos exigem atendimento veterinário imediato.
Por que a jiboia faz mal aos gatos?
A jiboia (Epipremnum aureum) contém cristais de oxalato de cálcio insolúvel.
Essas estruturas microscópicas, semelhantes a pequenas agulhas, ficam espalhadas pelos tecidos da planta e provocam irritação quando entram em contato com a boca, a língua e a garganta do animal.
A dor costuma ser intensa e aparece logo após a mordida. Por isso, muitos gatos interrompem rapidamente a mastigação, o que normalmente limita a quantidade ingerida.
O que acontece se o gato mastigar a planta?
Os sinais costumam surgir quase imediatamente e variam conforme a quantidade ingerida e a sensibilidade do animal.
Os sintomas mais comuns são:
- salivação excessiva;
- dor na boca;
- dificuldade para engolir;
- inchaço nos lábios ou na língua;
- vômitos;
- perda temporária do apetite;
- tentativa constante de esfregar o focinho.
Além da irritação na boca, alguns gatos podem apresentar desconforto gastrointestinal, como episódios de vômito.
É uma intoxicação grave?
Nem sempre.
Embora a jiboia seja classificada como uma planta tóxica, o efeito mais comum é uma irritação intensa da mucosa oral causada pelos cristais de oxalato de cálcio, e não uma intoxicação sistêmica como a provocada por alguns medicamentos ou produtos químicos.
Em situações menos frequentes, o inchaço pode ser mais intenso e atingir a região da garganta, dificultando a deglutição e, mais raramente, a respiração. Nesses casos, o atendimento veterinário deve ser imediato.
Quando procurar um veterinário?
Sempre que houver suspeita de ingestão, vale a pena entrar em contato com um médico-veterinário para receber orientação.
A avaliação urgente é recomendada se o gato apresentar:
- dificuldade para respirar;
- dificuldade importante para engolir;
- inchaço intenso na boca ou na garganta;
- vômitos repetidos;
- salivação excessiva persistente;
- apatia ou comportamento diferente do habitual;
- recusa prolongada de água ou alimento.
Não provoque vômito nem ofereça leite, óleo ou qualquer receita caseira. Essas medidas não neutralizam os cristais presentes na planta e podem agravar o desconforto.
Enquanto busca atendimento, retire cuidadosamente eventuais resíduos vegetais da boca do animal, se isso puder ser feito com segurança, ofereça água fresca e mantenha o gato em observação.
Quem tem gatos precisa abrir mão das plantas?
Não necessariamente. É possível ter plantas e gatos na mesma casa, mas a escolha das espécies faz toda a diferença.
Como os felinos são curiosos e costumam explorar o ambiente mordendo folhas e escalando móveis, plantas potencialmente tóxicas, como a jiboia, não devem ficar ao alcance deles.
Se você gosta dessa espécie, o ideal é mantê-la em um local realmente inacessível ao animal.
Além disso, oferecer brinquedos, arranhadores, enriquecimento ambiental e até capim próprio para gatos pode ajudar a reduzir o interesse pelas plantas ornamentais.
Quais plantas são consideradas mais seguras para gatos?
Algumas espécies são frequentemente apontadas por bases veterinárias como não tóxicas para felinos. Entre elas estão:
- capim para gatos;
- areca-bambu;
- calatéias;
- peperômias;
- marantas;
- violeta-africana.
Mesmo essas plantas não devem ser consumidas em excesso, pois podem causar desconforto digestivo.
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