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Pedras nos rins: por que surgem, como identificar e tratar

Os cálculos renais, também chamados de pedras nos rins, são formações sólidas que surgem a partir do acúmulo de cristais na urina. Saiba mais!

29 jan 2026 - 16h01
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Os cálculos renais, também chamados de pedras nos rins, são formações sólidas que surgem a partir do acúmulo de cristais na urina. Esse problema é relativamente comum e pode afetar pessoas de diferentes idades, causando dor intensa e exigindo atenção médica. Assim, entender as causas, os sintomas e as opções de tratamento ajuda a identificar o problema mais cedo e a reduzir o risco de complicações.

De forma geral, os cálculos se formam quando a urina fica muito concentrada, favorecendo o agrupamento de sais minerais. Fatores como pouca ingestão de água, alimentação rica em sódio e proteínas animais, além de histórico familiar, aumentam a probabilidade de desenvolvimento dessas pedras. Em muitos casos, podem-se eliminar pequenos cálculos espontaneamente, mas outros exigem acompanhamento especializado.

Os sintomas dos cálculos renais dependem do tamanho e da localização da pedra – depositphotos.com / karakedi35
Os sintomas dos cálculos renais dependem do tamanho e da localização da pedra – depositphotos.com / karakedi35
Foto: Giro 10

O que são cálculos renais e como eles se formam?

Os cálculos renais são massas duras, formadas por cristais de substâncias que normalmente estão dissolvidas na urina, como cálcio, oxalato, ácido úrico e fosfato. Quando há desequilíbrio entre esses componentes e o volume de líquido, eles podem se agrupar e dar origem às pedras. Porém, o processo é gradual e, em estágios iniciais, geralmente não causa sintomas.

A formação dos cálculos renais relaciona-se a diversos fatores metabólicos e ambientais. Assim, alguns indivíduos possuem maior tendência genética a produzir urina mais concentrada ou com excesso de determinadas substâncias, o que favorece a cristalização. Além disso, doenças como gota, hiperparatireoidismo, obesidade e infecções urinárias de repetição podem estar associadas à litíase renal.

Principais causas dos cálculos renais

A palavra-chave principal, cálculos renais, relaciona-se diretamente aos hábitos de hidratação, à alimentação e a condições clínicas específicas. Em muitos casos, a combinação de vários fatores aumenta o risco de surgimento das pedras, tornando importante observar o estilo de vida e o histórico de saúde.

  • Baixa ingestão de água: quando a pessoa bebe pouca água, a urina fica concentrada, facilitando a formação de cristais.
  • Excesso de sal (sódio): dietas ricas em sal aumentam a eliminação de cálcio pelos rins, favorecendo cálculos de cálcio.
  • Consumo elevado de proteínas animais: carne vermelha, frango e frutos do mar em excesso podem elevar ácido úrico e alterar o pH urinário.
  • Doenças metabólicas: alterações como hiperparatireoidismo, resistência à insulina e obesidade estão associadas a maior risco de pedras nos rins.
  • Histórico familiar: parentes de primeiro grau com litíase renal indicam predisposição genética.
  • Alguns medicamentos e suplementos: uso prolongado de certos diuréticos, antiácidos com cálcio ou megadoses de vitamina C pode favorecer a cristalização.

Quais são os sintomas dos cálculos renais?

Os sintomas dos cálculos renais dependem do tamanho e da localização da pedra. Assim, pequenos cálculos que permanecem no rim podem não causar queixas e ser identificados apenas em exames de imagem. Já quando a pedra se desloca para o ureter, canal que liga o rim à bexiga, surge a cólica renal, considerada uma das dores mais intensas em medicina.

Entre as manifestações mais frequentes dos cálculos nos rins e ureteres, destacam-se:

  • Dor lombar intensa, em ondas, que pode irradiar para o abdômen, virilha ou região genital;
  • Sensação de desconforto ou pressão na região lombar;
  • Presença de sangue na urina (hematúria), deixando-a rosada, avermelhada ou amarronzada;
  • Vontade de urinar com maior frequência ou em pequenas quantidades;
  • Ardência ao urinar, especialmente se houver infecção associada;
  • Náuseas e vômitos durante as crises de cólica renal;
  • Febre e calafrios, sinalizando possível infecção urinária, situação que requer atendimento imediato.

É importante que qualquer dor lombar súbita e intensa, acompanhada de alteração da cor da urina ou febre, seja avaliada por um profissional de saúde para confirmar se se trata de cálculo renal ou de outra condição, como infecção ou problemas na coluna.

O tratamento dos cálculos renais varia conforme o tamanho da pedra, o tipo de cálculo, a intensidade dos sintomas e a presença de complicações – depositphotos.com / crytallight
O tratamento dos cálculos renais varia conforme o tamanho da pedra, o tipo de cálculo, a intensidade dos sintomas e a presença de complicações – depositphotos.com / crytallight
Foto: Giro 10

Quais são os tratamentos para cálculos renais?

O tratamento dos cálculos renais varia conforme o tamanho da pedra, o tipo de cálculo, a intensidade dos sintomas e a presença de complicações. Em muitos casos, o manejo inicial envolve controle da dor, hidratação adequada e observação, aguardando a eliminação espontânea da pedra pela urina.

  1. Tratamento clínico conservador

Para cálculos pequenos, geralmente menores que 5 mm, a conduta costuma incluir:

  • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor;
  • Em alguns casos, medicamentos que relaxam o ureter, facilitando a passagem do cálculo;
  • Ingestão aumentada de líquidos, se não houver contraindicação, para ajudar na eliminação da pedra.
  1. Procedimentos minimamente invasivos

Quando o cálculo é maior, causa obstrução persistente ou infecções recorrentes, podem ser indicadas técnicas como:

  • Litotripsia extracorpórea por ondas de choque: ondas são direcionadas à pedra para fragmentá-la em pedaços menores, que depois são eliminados na urina.
  • Ureteroscopia: realizado com endoscópio fino inserido pela uretra até o ureter, permitindo fragmentar ou retirar o cálculo.
  • Nefrolitotomia percutânea: indicada para pedras grandes; envolve pequena incisão na pele para acesso direto ao rim e retirada do cálculo.
  1. Cuidados preventivos e mudanças de estilo de vida

Após o tratamento, a prevenção de novos cálculos é etapa fundamental. Entre as principais recomendações, destacam-se:

  • Manter boa hidratação ao longo do dia, com urina de cor clara na maior parte do tempo;
  • Reduzir o consumo de sal e de alimentos ultraprocessados;
  • Controlar a ingestão de proteínas animais, preferindo equilíbrio entre fontes de origem animal e vegetal;
  • Seguir orientações específicas de dieta, conforme o tipo de cálculo (por exemplo, de cálcio, ácido úrico ou cistina);
  • Avaliar, com especialista, a necessidade de medicamentos para corrigir alterações metabólicas.

Em resumo, os cálculos renais representam um problema frequente, mas que pode ser manejado com diagnóstico adequado, tratamentos individualizados e medidas de prevenção. O monitoramento periódico, principalmente em pessoas com histórico de pedras nos rins, contribui para reduzir recorrências e preservar a função renal ao longo do tempo.

Giro 10
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