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Pedra na vesícula: por que ignorar a dor abdominal pode ser perigoso?

Especialista do Hospital Albert Sabin explica como identificar os sintomas da colecistite e os riscos de adiar a cirurgia

17 abr 2026 - 18h32
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A dor abdominal após as refeições, especialmente após o consumo de alimentos gordurosos, é um sinal que muita gente ignora.

Saiba mais sobre dor na vesícula
Saiba mais sobre dor na vesícula
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

No entanto, esse desconforto pode esconder a presença de pedra na vesícula (colelitíase). Embora seja uma condição comum, ela pode evoluir para quadros graves se não for tratada precocemente.

De acordo com o Dr. Iuri Tamasauskas, coordenador da Cirurgia Geral do Hospital Albert Sabin (HAS-SP), a doença pode ser traiçoeira.

"A pedra na vesícula muitas vezes é uma doença insidiosa, silenciosa, que pode demorar anos para se manifestar", explica o mpedico.

Quando aparecem, os sintomas costumam começar com dor em cólica, desconforto abdominal e sensação de empachamento, geralmente após a ingestão de alimentos mais gordurosos", acrescenta.

Sinais de alerta que merecem atenção

Muitas vezes, o paciente confunde o mal-estar com uma digestão difícil passageira. Porém, a recorrência dos sintomas é um aviso do corpo. Além da dor, fique atento a:

  • Náuseas e vômitos frequentes.
  • Sensação de estômago cheio (empachamento).
  • Digestão lenta após comer gordura.

"Muitas vezes o paciente convive com esse desconforto achando que é algo passageiro, mas esses sinais merecem atenção. O ideal é buscar avaliação para diagnóstico precoce e evitar a progressão da doença", afirma o Dr. Iuri.

Por que a crise não melhora sozinha?

Diferente de um mal-estar comum, a crise de vesícula tende a piorar com o tempo. Adiar a ida ao médico pode transformar um problema simples em uma emergência hospitalar.

O especialista alerta que a pedra pode causar inflamações severas.

"Esse quadro pode evoluir para uma infecção da vesícula, chamada colecistite aguda. Além disso, uma pedra pode sair da vesícula e obstruir os canais biliares, levando a problemas mais sérios, como pancreatite ou colangite", alerta o cirurgião.

Essas complicações são sérias e podem exigir o uso de antibióticos potentes, internação prolongada e cirurgias de urgência, que possuem riscos maiores do que o procedimento eletivo (agendado).

Quando a cirurgia é indicada?

A retirada da vesícula, tecnicamente chamada de colecistectomia, é o tratamento padrão para quem já apresenta sintomas. Hoje, a medicina permite que o procedimento seja minimamente invasivo.

"É uma cirurgia segura, amplamente realizada e com bons resultados", explica o Dr. Iuri Tamasauskas.

Recuperação e pós-operatório

A boa notícia é que a recuperação costuma ser muito rápida. Graças à laparoscopia (cirurgia por vídeo), o paciente sente menos dor e as cicatrizes são mínimas.

Em poucos dias, já é possível retomar a rotina normal, seguindo as orientações de dieta inicial.

O Dr. Iuri conclui com um conselho vital:

"O principal ponto é não esperar a doença evoluir. Quanto mais precoce o tratamento, menor o risco de complicações e mais tranquila é a recuperação."

Saúde em Dia
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