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Outubro Rosa aborda impacto dos tratamentos de câncer na pele

Muito além da queda de cabelo, a jornada contra o câncer também traz mudanças sensíveis para a pele; saiba como identificar os sinais e aliviar o desconforto com segurança

19 out 2026 - 18h58
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Resumo
O Outubro Rosa ressalta os impactos dos tratamentos contra o câncer de mama na pele, como ressecamento severo, descamação, coceira e cicatrizes, causados por quimioterapia, radioterapia e cirurgias. Estudos científicos comprovam que o uso de cremes reparadores e emolientes melhora a qualidade de vida dos pacientes. Especialistas reforçam a necessidade de um acompanhamento multidisciplinar, unindo oncologia e dermatologia para indicar cuidados personalizados e seguros contra essas reações.

Durante o Outubro Rosa, a atenção se volta à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de mama. Mas a jornada oncológica também pode envolver efeitos menos discutidos, como as alterações na pele.

Entenda como o tratamento contra o câncer afeta a pele
Entenda como o tratamento contra o câncer afeta a pele
Foto: Magnific / Alto Astral

Quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e outras terapias podem causar ressecamento, coceira, descamação e mudanças na sensibilidade. Cirurgias também podem deixar cicatrizes, enquanto a radioterapia pode provocar reações na região tratada.

Essas manifestações podem gerar desconforto e afetar a qualidade de vida. Em alguns casos, as reações cutâneas também podem exigir ajustes no tratamento oncológico.

Um comentário publicado em 2025 na revista Supportive Care in Cancer destaca a importância de integrar o cuidado dermatológico ao acompanhamento de pacientes com câncer. Os autores defendem uma abordagem multidisciplinar, com participação de oncologistas, dermatologistas, pacientes e cuidadores.

"Quando falamos sobre os efeitos do tratamento contra o câncer, pensamos imediatamente em manifestações como queda de cabelo, náuseas e fadiga. Mas a pele também pode sofrer alterações importantes", afirma Fernanda Beltrão, head da Área Médica dos Laboratórios Pierre Fabre no Brasil.

Quais alterações podem surgir na pele?

As manifestações dermatológicas variam conforme a terapia utilizada e as características de cada paciente. Uma das mais comuns é a xerose, nome dado ao ressecamento da pele, que pode causar aspereza, descamação e, nos casos mais intensos, fissuras.

Um estudo publicado na revista Dermatologic Therapy avaliou 319 adultos em tratamento contra o câncer que apresentavam xerose. Após cerca de quatro semanas de uso de um emoliente com extrato de Aquaphilus dolomiae, 62,7% dos participantes apresentaram redução da gravidade do ressecamento.

Os pesquisadores também observaram melhora nos sinais clínicos e na qualidade de vida dermatológica. O estudo incluiu pessoas submetidas a diferentes tratamentos oncológicos, como quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo e hormonioterapia.

Outra pesquisa internacional acompanhou 189 pacientes com alterações cutâneas relacionadas ao tratamento contra o câncer. Entre eles, 54,5% apresentavam radiodermite de grau 1, 31,8% tinham cicatrizes pós-cirúrgicas e 13,7% apresentavam efeitos associados à quimioterapia ou a terapias-alvo.

Após três semanas de uso diário de um creme reparador específico, os pesquisadores registraram avaliações positivas sobre o alívio e a tolerabilidade do produto. Os resultados, porém, não substituem a avaliação médica nem permitem generalizar os efeitos para todas as pessoas em tratamento.

Como cuidar da pele durante o tratamento oncológico?

O acompanhamento dermatológico ajuda a identificar as alterações e orientar os cuidados mais adequados para cada caso. Como a pele pode reagir de maneiras diferentes às terapias, a escolha dos produtos deve considerar o quadro clínico e as recomendações da equipe de saúde.

A hidratação pode fazer parte dos cuidados para a pele ressecada, desde que os produtos sejam adequados à condição do paciente. Em situações específicas, como radiodermite, lesões ou cicatrizes cirúrgicas recentes, é importante seguir a orientação dos profissionais responsáveis.

"Levar informação sobre esses efeitos ajuda o paciente a reconhecer os sinais e conversar com sua equipe de saúde", destaca Fernanda Beltrão. A Pierre Fabre desenvolve a iniciativa internacional Act For Skin, voltada ao cuidado de suporte de pacientes com manifestações cutâneas relacionadas ao tratamento oncológico.

Entre as soluções da empresa está o Cicalfate+, da Eau Thermale Avène, apresentado pela marca como uma opção para o cuidado da pele fragilizada. Seu uso deve seguir as orientações dos profissionais de saúde.

No câncer de mama, os efeitos dermatológicos podem aparecer em diferentes etapas do tratamento. A cirurgia pode deixar cicatrizes, enquanto a radioterapia pode provocar vermelhidão, ressecamento e radiodermite na região tratada.

Essas alterações merecem atenção, mesmo quando parecem leves. O acompanhamento permite avaliar a evolução dos sintomas e orientar medidas para aliviar o desconforto.

Ressecamento intenso, coceira persistente, descamação, dor, vermelhidão ou surgimento de lesões devem ser comunicados à equipe responsável pelo tratamento. A avaliação individualizada ajuda a identificar a causa e definir a conduta mais adequada, sem comprometer a segurança da terapia oncológica.

Alto Astral
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