Osteoporose: alerta para diagnóstico precoce e prevenção
Condição afeta milhões de brasileiros e pode comprometer a mobilidade. Especialista explica como identificar os riscos, fazer o diagnóstico precoce e prevenir fraturas
A osteoporose é uma doença silenciosa que enfraquece os ossos e eleva o risco de fraturas graves, atingindo 10 milhões de brasileiros. Como costuma não apresentar sintomas até a primeira lesão, o diagnóstico precoce por densitometria óssea é essencial. A prevenção requer avaliação médica, exercícios de força e equilíbrio, dieta rica em cálcio e vitamina D, além de adaptações caseiras para evitar quedas, medidas fundamentais para preservar a autonomia e a saúde óssea durante o envelhecimento.
A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos silenciosamente e pode ter como primeiro sinal uma fratura. A condição afeta cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, segundo estimativas citadas pelo Ministério da Saúde, e representa um desafio para a saúde durante o envelhecimento.
Em 20 de outubro, Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, o alerta é para a importância do diagnóstico precoce e de medidas que ajudem a preservar a mobilidade e a qualidade de vida.
Osteoporose afeta milhões de pessoas no mundo
No cenário mundial, cerca de 500 milhões de pessoas convivem com a doença, segundo estimativa da International Osteoporosis Foundation (IOF). A entidade também aponta que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos sofrerão uma fratura relacionada à osteoporose ao longo da vida.
As consequências podem ir além da lesão. Especialmente entre pessoas idosas, fraturas no quadril e na coluna podem comprometer a independência e dificultar atividades cotidianas.
"A osteoporose é uma doença que merece atenção justamente porque pode avançar sem dar sinais evidentes. Muitas vezes, a pessoa só descobre que tem a condição depois de sofrer uma fratura. Por isso, não podemos esperar que o osso quebre para começar a cuidar da saúde óssea", alerta o Dr. Fabiano Nunes, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
O que acontece com os ossos na osteoporose?
A doença ocorre quando há perda de massa óssea e deterioração da estrutura dos ossos. Com isso, eles se tornam mais frágeis e suscetíveis a fraturas, inclusive após quedas leves ou impactos de baixa intensidade.
O risco aumenta com a idade e está associado a diferentes fatores, como menopausa, histórico familiar, baixo peso, sedentarismo, determinadas condições clínicas e uso de alguns medicamentos.
Por ser uma condição que pode evoluir sem sintomas perceptíveis, a osteoporose exige atenção aos fatores de risco. A ausência de dor não significa que os ossos estejam saudáveis.
Como é feito o diagnóstico da osteoporose?
A densitometria óssea é um dos principais exames utilizados para avaliar a densidade mineral dos ossos. A indicação depende da avaliação clínica, que considera idade, histórico de fraturas e outros fatores de risco.
Identificar a doença permite que o profissional de saúde avalie a necessidade de tratamento e estabeleça estratégias para reduzir o risco de novas fraturas.
"O diagnóstico precoce permite agir antes que uma fratura comprometa a mobilidade e a independência. A avaliação médica é fundamental para identificar quem precisa fazer exames, adotar medidas preventivas ou iniciar tratamento", explica o especialista.
Exercícios físicos ajudam a fortalecer os ossos
A prevenção envolve uma combinação de hábitos que contribuem para a saúde musculoesquelética. A prática regular de exercícios físicos, incluindo atividades de fortalecimento muscular e equilíbrio adequadas à condição de cada pessoa, ajuda a preservar a funcionalidade e a reduzir o risco de quedas.
Atividades com sustentação do próprio peso e exercícios resistidos podem fazer parte da rotina de prevenção, desde que sejam adequados às condições de saúde e à capacidade física de cada indivíduo. Para quem já tem osteoporose ou histórico de fraturas, a orientação profissional é importante para escolher atividades seguras.
Alimentação equilibrada contribui para a saúde óssea
O consumo adequado de cálcio, presente em alimentos como leite, derivados e algumas verduras, contribui para a manutenção dos ossos.
A vitamina D participa da absorção do cálcio e também é importante para a saúde óssea. A necessidade de suplementação deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde, considerando fatores como alimentação, exposição solar, condições clínicas e exames, quando indicados.
Manter uma alimentação variada ajuda a fornecer os nutrientes necessários ao organismo. A suplementação, por sua vez, não deve ser iniciada por conta própria.
Como prevenir quedas e fraturas na terceira idade?
Outro cuidado importante é adaptar os ambientes para evitar quedas, principalmente entre pessoas idosas. Algumas medidas simples podem reduzir os riscos dentro de casa:
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Melhorar a iluminação dos cômodos e corredores.
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Retirar tapetes soltos e obstáculos das áreas de circulação.
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Utilizar calçados adequados e firmes nos pés.
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Avaliar a necessidade de barras de apoio em banheiros e escadas.
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Manter os espaços de passagem livres.
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Conversar com um profissional de saúde sobre dificuldades de equilíbrio ou quedas recorrentes.
"Cuidar dos ossos não significa apenas pensar na osteoporose. É preciso preservar a força muscular, o equilíbrio e a mobilidade. Esses cuidados ajudam a reduzir o risco de quedas e contribuem para que a pessoa mantenha sua autonomia ao longo do envelhecimento", destaca o Dr. Fabiano Nunes.
Dor nas articulações também merece avaliação
A saúde articular também merece atenção. Dores persistentes, rigidez e limitações de movimento não devem ser consideradas consequências inevitáveis da idade. A avaliação profissional permite investigar suas causas e orientar o tratamento adequado.
Embora a osteoporose afete os ossos e não seja uma doença articular, o cuidado integrado com ossos, músculos e articulações é importante para manter a capacidade de realizar atividades cotidianas.
Quando procurar um médico?
A avaliação médica é importante para quem apresenta fatores de risco para osteoporose, já sofreu fraturas após quedas leves ou tem histórico familiar da doença. O profissional pode avaliar a necessidade de exames e indicar medidas preventivas ou tratamento.
Após uma queda, dor intensa, dificuldade para ficar em pé ou incapacidade de apoiar o peso sobre uma perna exigem atendimento imediato, pois podem indicar uma fratura.
No Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, a mensagem é que a prevenção não deve começar apenas na velhice. Acompanhamento médico, atividade física, alimentação equilibrada e atenção aos fatores de risco são medidas que ajudam a proteger a saúde óssea ao longo da vida e a reduzir as consequências de uma doença que, muitas vezes, só se torna evidente quando ocorre uma fratura.
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