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Ondas de calor e de frio estão aumentando os eventos cardiovasculares

10 jul 2026 - 12h21
(atualizado em 20/7/2026 às 19h34)
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10 de julho de 2026 (Bibliomed). Pesquisa realizada na Universidade Médica de Bialystok, na Polônia, mostrou que as ondas de calor e frio estão associadas ao aumento de eventos cardiovasculares graves, que são exacerbados pela poluição do ar.

Ondas de calor e de frio estão aumentando os eventos cardiovasculares
Ondas de calor e de frio estão aumentando os eventos cardiovasculares
Foto: africaimages/Evanto / Boa Saúde

Os pesquisadores realizaram uma análise geoespacial de mais de oito milhões de residentes do leste da Polônia. Os dados sobre hospitalizações agudas e óbitos por todas as causas, de 2011 a 2020, foram obtidos do Fundo Nacional de Saúde. Eles mediram as ondas de calor e de frio foram utilizando o Fator de Excesso de Calor/Frio e consideraram os eventos adversos cardiovasculares e cerebrovasculares maiores (EACCM), que incluem morte cardiovascular, infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST e acidente vascular cerebral isquêmico.

Durante o período analisado, foram registrados 573.538 eventos EACCM, 377.373 óbitos cardiovasculares e 831.246 óbitos por todas as causas. Tanto as ondas de calor quanto as ondas de frio estiveram associadas a aumentos significativos nesses eventos, porém com padrões temporais distintos. As ondas de calor tiveram um impacto imediato.

No dia da exposição ao calor, os eventos EACCM aumentaram 7,5% e os óbitos cardiovasculares, 9,5%. As ondas de frio produziram um efeito tardio e mais prolongado, com o risco de eventos EACCM subindo de 4,0% para 5,9% ao longo de vários dias após a exposição e o risco de óbito cardiovascular subindo de 4,7% para 6,9%.

A exposição à poluição atmosférica amplificou ainda mais os efeitos das temperaturas extremas, com o O3 e o benzo[a]pireno intensificando os efeitos das ondas de calor, enquanto o O3, as partículas finas (PM 2,5) e o NO2 exacerbaram o impacto das ondas de frio.

Foram registradas 377.344 mortes por doenças cardiovasculares. Cerca de 13% dessas mortes foram associadas à poluição do ar, o que corresponde a 71.440 anos de vida perdidos ao longo da década. As partículas finas (PM 2,5) e o benzo[a]pireno foram identificados como importantes contribuintes para o risco de eventos cardiovasculares adversos maiores com maior vulnerabilidade observada em mulheres e pessoas mais jovens.

O aumento da exposição mensal à poluição do ar foi associado a um aumento de até 10% no risco de EACCM, sendo esses efeitos aproximadamente 5% maiores em mulheres do que em homens e aproximadamente 9% maiores em indivíduos com menos de 65 anos em comparação com aqueles com mais de 65 anos.

Fonte: ESC Preventive Cardiology 2026.

Boa Saúde
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