Um anel inteligente pode começar a revelar o que acontece dentro do corpo diariamente
Anel inteligente analisa o suor em tempo real e acompanha sinais do metabolismo. Veja o que a tecnologia já consegue medir e o que ainda falta.
Algumas pessoas já usam anéis inteligentes para acompanhar o sono, os batimentos cardíacos ou até a temperatura. Mas e se esse pequeno dispositivo também pudesse analisar o suor e revelar pistas sobre o que está acontecendo no organismo?
É justamente essa possibilidade que pesquisadores estão investigando. Um protótipo de anel conseguiu monitorar continuamente diferentes substâncias presentes no suor, incluindo glicose, cetonas e lactato.
O dispositivo ainda está longe de substituir exames ou ferramentas médicas. Mas a tecnologia aponta para uma nova fronteira dos dispositivos vestíveis. Acompanhar não apenas sinais físicos, mas também mudanças bioquímicas que acontecem no corpo.
O que o anel inteligente consegue medir?
O protótipo, chamado CHARM, coleta pequenas quantidades de suor diretamente da pele. Um hidrogel ajuda a extrair o fluido sem que a pessoa precise fazer exercício ou receber estímulos elétricos para suar.
Sensores instalados no próprio dispositivo analisam o material e enviam os dados sem fio para um equipamento conectado.
O sistema foi desenvolvido para analisar seis biomarcadores diferentes, mas consegue acompanhar até quatro deles ao mesmo tempo. Entre as substâncias que podem ser monitoradas estão glicose, cetonas, ácido úrico, lactato, vitamina C e álcool.
Por que isso pode interessar a pessoas com diabetes?
A glicose não fica parada no organismo. Ela sobe e desce ao longo do dia, e acompanhar essas mudanças continuamente poderia ajudar a mostrar melhor esse comportamento.
O mesmo vale para as cetonas. Um dispositivo capaz de acompanhar esses marcadores ao longo do tempo poderia oferecer uma visão mais completa do que uma medição isolada.
Mas é importante lembrar que a medição feita pelo suor ainda não equivale à de um exame de sangue. O CHARM também não foi testado para definir doses de insulina nem para controlar automaticamente o tratamento do diabetes.
Por enquanto, a tecnologia ainda não substitui os métodos de monitoramento usados pelos pacientes.
O que ainda falta para o anel chegar ao consumidor?
O estudo, publicado na revista Nature Communications, envolveu um número limitado de participantes. São necessários testes maiores, com diferentes grupos de pessoas e condições clínicas.
Os pesquisadores também precisam melhorar a coleta de suor por períodos prolongados, aumentar a resistência à água e considerar o intervalo entre uma alteração no sangue e sua aparição no suor.
Por enquanto, o CHARM é um protótipo.
Mas a pesquisa mostra um caminho possível para os dispositivos vestíveis. No futuro, um anel poderá não apenas acompanhar como a pessoa dormiu ou se exercitou, mas também oferecer pistas sobre mudanças no metabolismo.
Leitura Recomendada: Quem toma anticoncepcional tem período fértil? Veja quando existe risco de gravidez
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.