Medicamento que será usado por Lito chega ao Brasil e é levado para hospital em operação especial
Remédio foi importado através de um pedido do Einstein Hospital Israelita após Lito ser aceito em um programa de uso compassivo
O medicamento experimental que será usado pelo piloto e criador de conteúdo Lito Sousa, diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob (DJC), chegou ao Brasil na madrugada do último sábado, 12. O remédio, cujo potencial terapêutico diminui rapidamente com o passar das horas, foi levado para o Einstein Hospital Israelita em uma operação conjunta que envolveu a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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Segundo a Receita, o medicamento chegou ao País pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e teve seu despacho aduaneiro concluído em minutos, em uma ação previamente planejada com o órgão sanitário.
Logo após o desembarque, a carga foi transferida diretamente da aeronave para um helicóptero que levou o medicamento até o Einstein. O transporte aéreo teve o intuito de reduzir ao mínimo o tempo entre a chegada ao território nacional e a disponibilização do produto para atendimento médico.
"A operação reforça uma prática consolidada da Aduana brasileira. Ao longo dos últimos anos, a Receita Federal tem atuado em estreita cooperação com o Ministério da Saúde, a Anvisa e os operadores logísticos para assegurar agilidade na entrada de vacinas, medicamentos e outros insumos essenciais à saúde da população" afirmou a Receita em nota.
O Terra entrou em contato com a assessoria da família de Lito para entender se ele já começou a usar o medicamento, mas não houve retorno. Até o momento, nem ele nem sua esposa compartilharam informações sobre o uso do medicamento em fase de testes.
Autorização para medicamento foi em caráter excepcional
Ao autorizar a importação do medicamento no último dia 4, a Anvisa informou que a decisão ocorreu em "caráter excepcional" e atende a um pedido do Einstein Hospital Israelista, que solicitou a autorização excepcional para uso individual, mediante importação por pessoa física, tendo em vista que Lito foi aceito em um programa de uso compassivo de uma empresa no exterior.
A avaliação levou em consideração o tratamento de uma enfermidade neurodegenerativa com evolução rápida, letal e irreversível. A Anvisa ressaltou que a autorização foi adotada diante da ausência de patrocinador ou representante responsável da empresa no Brasil.
O medicamento ainda se encontra em fase de testes, sem estudos clínicos formalmente iniciados para a doença. A importação deverá ser realizada pela equipe que assiste Lito no Einstein Hospital Israelita.

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