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Odontologia domiciliar avança no Brasil e amplia o cuidado com idosos e acamados

Envelhecimento da população e limitações de mobilidade impulsionam modelo que facilita o acesso à saúde bucal

2 abr 2026 - 18h00
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O Brasil envelhece e, com isso, amplia a pressão sobre serviços de saúde adaptados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que pessoas com 60 anos ou mais representam cerca de 15% da população, com crescimento contínuo nas próximas décadas. Ao mesmo tempo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas no mundo, muitas delas com acesso limitado a tratamento contínuo.

Odontologia domiciliar surge como alternativa para pacientes com mobilidade reduzida ou em condição de dependência
Odontologia domiciliar surge como alternativa para pacientes com mobilidade reduzida ou em condição de dependência
Foto: Di Studio | Shutterstock / Portal EdiCase

A combinação desses fatores tem impulsionado a odontologia domiciliar como alternativa para pacientes com mobilidade reduzida ou em condição de dependência. A Dra. Cristiane Vasconcellos, cirurgiã-dentista, mestre em Clínica Odontológica Integrada e diretora da Odontolar, afirma que o atendimento home care odontológico surge como resposta direta a essa demanda.

"Existe uma parcela significativa da população que simplesmente deixa de tratar a saúde bucal porque não consegue sair de casa. Quando levamos o atendimento até o paciente, não estamos apenas oferecendo um serviço, estamos devolvendo acesso e dignidade", diz.

A especialista destaca que o modelo evoluiu e hoje permite a realização de procedimentos com padrão clínico elevado fora do consultório. Equipamentos portáteis, protocolos específicos e o uso de tecnologias de alto padrão ampliaram o alcance dos atendimentos. "A odontologia domiciliar deixou de ser limitada. Hoje conseguimos executar tratamentos com segurança e conforto, respeitando as condições de cada paciente", afirma.

Atendimento em casa une acessibilidade, segurança e expansão profissional

Além de ampliar o acesso, o formato reduz riscos associados ao deslocamento, especialmente entre idosos, pessoas com deficiência e pacientes em recuperação. "O simples ato de sair de casa pode representar um risco para quem tem mobilidade comprometida. O atendimento domiciliar elimina esse obstáculo e garante uma continuidade do cuidado", aponta a cirurgiã-dentista.

Do ponto de vista de mercado, o serviço também abre espaço para expansão de clínicas e profissionais. A adaptação, no entanto, exige estrutura e planejamento. "Não se trata apenas de deslocar equipamentos. É necessário treinamento, protocolos e organização para manter o padrão de qualidade fora do consultório", explica.

O atendimento domiciliar deve contar com equipamentos portáteis adequados
O atendimento domiciliar deve contar com equipamentos portáteis adequados
Foto: Vadym Huzhva | Shutterstock / Portal EdiCase

Cuidados essenciais ao contratar odontologia domiciliar 

A adoção do modelo exige critérios claros tanto para os profissionais quanto para pacientes e familiares. Alguns cuidados ajudam a garantir qualidade, segurança e continuidade no tratamento. São eles:

  1. Avaliar a qualificação do profissional: a formação, as especializações e também a experiência em odontogeriatria, atendimento hospitalar, pacientes com deficiência ou pacientes com mobilidade reduzida são determinantes para a segurança do procedimento;
  2. Verificar a estrutura e os equipamentos utilizados: o atendimento domiciliar deve contar com equipamentos portáteis adequados, atualizados e revisados, além de protocolos que garantam condições equivalentes às de um consultório, dentro das limitações do ambiente;
  3. Entender o escopo dos procedimentos realizados: a maioria dos tratamentos pode ser feita em casa. A avaliação clínica prévia define o que pode ser realizado com segurança no domicílio e o que exige ambiente clínico ou hospitalar;
  4. Observar os protocolos de biossegurança: o cumprimento rigoroso de normas sanitárias, esterilização e organização do atendimento é indispensável para evitar riscos ao paciente;
  5. Garantir acompanhamento e continuidade do cuidado: o atendimento não deve ser pontual. A organização de retornos, monitoramento e registro clínico contribui para a evolução do tratamento e a qualidade de vida do paciente.

A ampliação da odontologia domiciliar acompanha uma transformação mais ampla na prestação de serviços de saúde, com foco em acessibilidade e personalização do cuidado. Para a Dra. Cristiane Vasconcellos, a tendência é de crescimento diante do envelhecimento da população e da necessidade de soluções mais adaptadas. "O cuidado precisa ir até onde o paciente está. Quando conseguimos fazer isso com qualidade, ampliamos o alcance da odontologia e melhoramos a vida das pessoas", conclui. 

Por Eluan Carlos

Portal EdiCase
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