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Câncer não surge por fatores emocionais na maioria dos casos, diz estudo

Estudo com mais de 421 mil pessoas analisa relação entre emoções e doença

2 abr 2026 - 17h57
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A crença de que estresse, luto ou sofrimento emocional causam câncer é comum. No entanto, essa relação não tem respaldo consistente na ciência. Uma ampla análise internacional indica que fatores psicossociais não aumentam o risco da maioria dos tipos de câncer.

Pesquisa aponta que fatores emocionais não aumentam risco da maioria dos cânceres
Pesquisa aponta que fatores emocionais não aumentam risco da maioria dos cânceres
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

O estudo reuniu dados de mais de 421 mil pessoas. Os pesquisadores não encontraram associação entre sofrimento emocional e o desenvolvimento da doença. A única exceção observada foi o câncer de pulmão, mas com ligação indireta.

Mais de 421 mil participantes

A pesquisa foi publicada na revista científica Cancer. Foram analisados dados de 22 grupos ao redor do mundo. No total, o estudo acompanhou 421.799 participantes.

Os cientistas avaliaram fatores como:

  • suporte social percebido.
  • eventos de perda, como morte de familiares.
  • estado de relacionamento.
  • neuroticismo.
  • sofrimento psicológico geral.

O objetivo era verificar a relação com cânceres comuns. Entre eles estavam mama, pulmão, próstata e colorretal.

Os resultados foram consistentes. Não houve associação entre fatores emocionais e câncer geral. Também não foi encontrada ligação com câncer de mama, próstata ou colorretal.

Os achados permaneceram mesmo após ajustes. Os pesquisadores consideraram idade, sexo e estilo de vida.

Especialistas alertam para culpabilização

Especialistas apontam que esse tipo de estudo ajuda a evitar a culpabilização do paciente. A ideia de que emoções causam câncer pode gerar sofrimento adicional. Muitos pacientes acabam atribuindo a doença a conflitos pessoais.

Confira também: "Vacina da gripe: veja quem deve tomar e quais são as possíveis reações".

Exceção aparece no câncer de pulmão

A única associação observada foi com câncer de pulmão. Alguns fatores apareceram ligados a maior risco.

Entre eles:

  • baixo suporte social.
  • perda recente.
  • não estar em um relacionamento.

No entanto, essa relação perdeu força após ajustes. O tabagismo foi considerado o principal fator.

Os autores destacam que a ligação emocional é indireta. Pessoas com sofrimento psicológico podem adotar comportamentos de risco, como fumar.

Por isso, a prevenção deve focar fatores comprovados. Entre eles estão tabagismo, consumo de álcool e obesidade.

Saúde em Dia
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