O que muda na pele a partir dos 40 anos?
A partir dos 40 anos, é comum observar uma redução progressiva da produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico, componentes fundamentais para a firmeza, elasticidade e hidratação da pele. Isso se traduz em flacidez, rugas mais evidentes, sulcos mais marcados e perda do contorno facial.
"Além disso, há uma diminuição da renovação celular, deixando a pele mais opaca, e maior propensão a manchas, especialmente em pessoas que tiveram exposição solar intensa ao longo da vida. A textura cutânea também tende a se tornar mais irregular, com poros dilatados e áreas de ressecamento", explica o Dr. Lucas Miranda, médico dermatologista mineiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Quais são os tratamentos indicados?
Os tratamentos devem ser individualizados, mas, em geral incluem tecnologias que estimulam a produção de colágeno, como o ultrassom microfocado, lasers fracionados e radiofrequência microagulhada.
"Bioestimuladores de colágeno, como o ácido poli-L-láctico e a hidroxiapatita de cálcio, são indicados para restaurar firmeza e volume de forma progressiva e natural. Peelings médicos, como o APhen Peel®, promovem renovação celular profunda e uniformização do tom", conta o especialista.
Além disso, a toxina botulínica é eficaz na prevenção e suavização de rugas dinâmicas, enquanto os preenchedores com ácido hialurônico devolvem suporte estrutural em áreas específicas. "O plano terapêutico ideal deve considerar o grau de envelhecimento cutâneo, o tipo de pele e as expectativas do paciente", complementa.
Dá pra melhorar a pele com cremes e receitas caseiras?
Segundo Dr. Lucas, cremes com ativos dermatológicos bem formulados, como retinoides, antioxidantes, peptídeos e ácido hialurônico, contribuem para a melhora da textura, hidratação e luminosidade da pele.
"Além de atuarem na prevenção de danos futuros. No entanto, seus efeitos são limitados quando comparados aos procedimentos e tratamentos estéticos. Já as receitas caseiras, além de não terem comprovação científica, podem causar irritações, alergias ou até danos à barreira cutânea", diz.
Portanto, é fundamental que qualquer rotina de cuidados, mesmo domiciliar, seja orientada por um especialista, com base nas necessidades reais da pele e em evidências clínicas.
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