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O que é coqueluche, doença que matou ao menos três crianças Yanomami em 2026?

Infecção evolui em três fases e pode provocar complicações graves em crianças, idosos e imunocomprometidos

23 fev 2026 - 10h17
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Um surto de coqueluche em Roraima matou ao menos três crianças Yanomami entre 1º de janeiro e 19 de fevereiro deste ano. O Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde aponta 31 casos notificados e 12 confirmados em 2026.

Em seguida, vem a fase intermediária. Nesse período, passam a ocorrer crises de tosse seca e incontrolável, repetidas vezes ao dia e ao longo de vário dias. Por último, há a fase aguda. Ela é caracterizada por tosse paroxística, em que as crises intensas podem levar à falta de ar e são acompanhadas de um ruído característico na expiração, como um piado, chamado guincho.

"Por isso é conhecida popularmente como 'tosse comprida'. Quando se apresenta assim, é mais fácil pensar no diagnóstico de coqueluche", destaca Leite. "Ocorre, no entanto, que nem sempre é assim. Sobretudo em adultos, o quadro é mais comumente de uma tosse seca mais intensa e prolongada que o habitual, dificultando o diagnóstico e as medidas de controle."

Complicações

Segundo Leite, as complicações têm gravidade variável. Elas são mais preocupantes nos primeiros seis meses de vida. "Destacam-se apneia, que pode ser irreversível, sobretudo em bebês mais novinhos e prematuros, convulsões, pneumotórax, hemorragia conjuntival e intracraniana, desnutrição, pneumonia bacteriana secundária, otite média, necessidade de ventilação mecânica e exsanguineotransfusão, e morte", pontua o médico.

Idosos e pessoas com imunodeficiência também estão mais sujeitos às complicações.

Transmissão

"A transmissão se dá principalmente por contato com gotículas espalhadas no ar pelo indivíduo com coqueluche ao espirrar, tossir ou falar. Superfícies contaminadas por essas secreções também podem determinar a transmissão de modo indireto", explica o professor.

De acordo com Leite, a transmissão ocorre mais intensamente nas primeiras duas semanas da doença, na fase catarral, mas pode continuar por três ou mais semanas.

É importante lembrar que contrair a doença uma vez não garante proteção no futuro. A pessoa pode se infectar novamente ao longo da vida.

Prevenção e tratamento

Quanto à prevenção, Leite destaca que a vacinação é fundamental. "Quando ocorrem casos, isso indica uma baixa cobertura vacinal. Por isso a doença tem voltado com intensidade em várias partes do mundo", afirma.

O professor faz um alerta especial para a vacinação de gestantes como forma de proteger a mãe e transferir anticorpos ao bebê. Isso é essencial porque a criança só começa a receber a vacina básica contra a coqueluche aos 2 meses de idade, com reforços previstos aos 4, 6 e 15 meses e, depois, aos 4 anos, conforme o Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde (SUS).

O tratamento é feito com antibióticos da classe dos macrolídeos, como azitromicina, claritromicina ou eritromicina. A eficácia é maior quando a medicação é iniciada ainda na fase inicial da doença.

Estadão
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