'Não estou demonizando canetas emagrecedoras e não estou romantizando a obesidade', diz Leandra Leal após polêmica
Atriz criticou a aplicação desses remédios para fins exclusivamente estéticos
Após a repercussão de cortes de sua participação no programa Sem Censura, Leandra Leal esclareceu nas redes seu posicionamento sobre padrões estéticos e remédios emagrecedores. A atriz defendeu a importância clínica dos fármacos contra diabetes e obesidade, mas condenou o uso focado apenas na estética. Para Leal, a imposição da magreza extrema funciona como um retrocesso e controle patriarcal, alertando ainda o público contra a desinformação gerada por vídeos fora de contexto.
A atriz Leandra Leal usou as redes sociais na quinta-feira, 20, para esclarecer declarações recentes dela sobre a pressão pelo padrão de magreza extrema e o uso estético de canetas emagrecedores. A artista afirmou que recortes de sua participação no programa Sem Censura geraram interpretações de que estaria "demonizando as canetas" ou "romantizando a obesidade".
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A atriz pontuou que não demoniza o uso de canetas emagrecedoras, destacando o valor do medicamento no combate à obesidade e ao diabetes. A atriz criticou a aplicação desses remédios para fins exclusivamente estéticos, classificando o uso como um atalho focado em atingir padrões estéticos não saudáveis.
"Um: não estou demonizando o uso das canetas emagrecedoras. Dois: não estou romantizando a obesidade. E três: eu acho um retrocesso a volta do padrão de beleza de extrema magreza. Acho mesmo", disse Leandra no vídeo publicado em seu perfil do Instagram.
A atriz definiu o retorno da valorização da magreza extrema como um "retrocesso" e um padrão que "detona" a autoestima feminina. Para Leandra Leal, a imposição de metragens corporais difíceis de alcançar funciona como uma técnica de dominação exercida pela sociedade patriarcal.
"As canetas emagrecedoras, que são um medicamento extremamente benéfico e eficaz no combate a uma doença brutal como a obesidade, elas estão sendo utilizadas para isso também. E é uma pena. Se as canetas tem indicação clínica, elas têm que ser utilizadas, sim. Agora, a gente tem uma tendência a usar medicamentos e atalhos para atingir padrões que nos aprisionam. Espero que tenha ficado claro", afirmou.
Ao finalizar a publicação, Leandra Leal alertou os seguidores para o cuidado com vídeos recortados que circulam em redes sociais sem o contexto completo das discussões. Assista:
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