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Ela achou que a filha estava brincando: menina passa horas sem conseguir parar de rir (vídeo)

Crise de riso involuntário assustou família de menina de 9 anos. Veja o que aconteceu e por que o caso levantou suspeita de crise gelástica.

16 ago 2026 - 12h00
(atualizado às 12h01)
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Eduarda Barbosa, de 9 anos, tinha acabado de voltar da escola e estava em casa, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, quando algo estranho aconteceu. A menina lavava os pratos enquanto sua mãe, Alinne Barbosa, guardava a louça. De repente, Eduarda olhou para a mãe e começou a rir.

Eduarda Barbosa, de 9 anos, em imagens do vídeo publicado pela mãe sobre o episódio de riso involuntário / Montagem: SaúdeLab Crédito: Reprodução/Instagram
Eduarda Barbosa, de 9 anos, em imagens do vídeo publicado pela mãe sobre o episódio de riso involuntário / Montagem: SaúdeLab Crédito: Reprodução/Instagram
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Alinne não viu motivo para preocupação. Pensou que a filha tivesse lembrado de alguma coisa engraçada ou estivesse simplesmente brincando. As irmãs também entraram na situação.

Só que o riso não passava.

Alinne chegou a brincar com a filha, mas depois pediu que ela parasse de rir. Eduarda continuava sorrindo, sem conseguir interromper o comportamento.

"Eduarda, agora para, chega, já perdeu a graça", contou a mãe ao relembrar o momento em um vídeo publicado nas redes sociais.

A situação mudou quando Alinne percebeu que havia algo diferente no olhar da menina. Segundo ela, as pupilas estavam dilatadas e Eduarda não respondia normalmente.

A mãe perguntou se a filha estava conseguindo parar de rir.

Eduarda balançou a cabeça em sinal de que não.

O momento em que a mãe percebeu que não era uma brincadeira

Alinne estudava crises epilépticas em um curso técnico de enfermagem. O que havia aprendido durante as aulas fez com que ela considerasse outra possibilidade.

Em vez de continuar esperando que o riso passasse, decidiu levar a filha ao hospital.

A menina ainda continuou sorrindo enquanto se preparava para sair de casa e durante o deslocamento. O episódio se prolongou por horas.

No Hospital Municipal de Contagem, a equipe que atendeu Eduarda levantou a hipótese de uma crise gelástica, uma manifestação rara caracterizada por episódios de riso involuntário.

A criança foi submetida a uma tomografia e permaneceu em observação.

Segundo o relato da mãe, Eduarda continuou sorrindo durante parte do atendimento. Depois de horas naquele estado, a menina finalmente parou e adormeceu no colo de Alinne, exausta.

Antes disso, porém, a mãe percebeu que havia sofrimento por trás daquele sorriso. Eduarda a olhava como se pedisse ajuda, mas não conseguia interromper o riso.

Alinne também percebeu que a musculatura do rosto da filha estava ficando tensa.

Crise de riso involuntário: o que é uma crise gelástica?

A crise gelástica é um tipo raro de crise epiléptica em que o riso aparece de forma involuntária e sem relação com alegria ou humor.

O episódio pode parecer uma gargalhada comum para quem observa de fora. A diferença está justamente no fato de que a pessoa não está rindo porque achou alguma coisa engraçada.

Em alguns casos, os episódios são curtos e podem acontecer várias vezes ao longo do dia.

A manifestação é frequentemente associada ao hamartoma hipotalâmico, uma alteração benigna localizada em uma região do cérebro chamada hipotálamo.

Mas isso não significa que toda pessoa que apresente um episódio de riso involuntário tenha essa alteração.

No caso de Eduarda, essa possibilidade ainda precisa ser investigada.

O episódio não confirmou epilepsia

Apesar da suspeita de crise gelástica, Eduarda ainda não teve diagnóstico confirmado de epilepsia. A tomografia feita no hospital não mostrou alterações, segundo a família.

Como foi um episódio isolado e ela não teve novas crises, a menina foi orientada a passar por avaliação com um neurologista especializado.

Alinne conta que a médica responsável pelo atendimento explicou à família que o quadro poderia estar relacionado a ansiedade ou estresse. Segundo a mãe, a médica considerou que Eduarda, por ser criança, pode não ter conseguido expressar ou conversar sobre o que estava sentindo.

"O que me foi explicado pela médica que atendeu ela, foi que o caso dela, foi um caso isolado desencadeado por uma ansiedade ou estresse, no qual ela, por ser criança, não conseguiu expor isso pra mim, desabafar o que estava acontecendo", explica a mãe.

No dia seguinte, Eduarda acordou bem e voltou à rotina. Até o momento, não teve outro episódio semelhante nem iniciou tratamento com medicamentos.

Por que o episódio assustou tanto a família?

O que mais chamou a atenção de Alinne foi o contraste entre o sorriso da filha e o que realmente estava acontecendo. Eduarda sorria, mas não conseguia parar, falar normalmente ou explicar o que sentia. Precisava se comunicar por gestos.

Para a mãe, a situação também mostrou como um comportamento incomum pode, no primeiro momento, parecer apenas uma brincadeira de criança.

Foi por isso que Alinne decidiu compartilhar o caso nas redes sociais.

Ela explicou que a intenção do vídeo (clique aqui e veja) era alertar outros pais para mudanças inesperadas no comportamento dos filhos, principalmente quando a criança parece não ter controle sobre o que está fazendo.

Depois do susto, porém, a família passou a lidar com a lembrança de maneira mais leve. As irmãs chegaram a brincar tentando fazer Eduarda sorrir.

A própria Alinne resumiu o novo clima da casa com uma frase bem-humorada: "Vida normal, gente, ela pode sorrir."

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Fonte: SaúdeLAB
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