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Mourão nega atrito com Bolsonaro por conta de vacina

Vice-presidente afirmou que Bolsonaro "vai tomar a decisão que for melhor para o conjunto da população brasileira"

3 nov 2020
11h34 atualizado às 12h42
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11h34 atualizado às 12h42
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O vice-presidente Hamilton Mourão negou nesta terça-feira, 3, vivenciar um atrito com o presidente Jair Bolsonaro por causa da vacina contra a covid-19. Na semana passada, Mourão afirmou em entrevista à Veja que "é lógico" que o Brasil comprará doses da vacina chinesa, Coronavac, apesar de Bolsonaro negar essa possibilidade.

Bolsonaro e Mourão participam de cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília
25/04/2019
REUTERS/Adriano Machado
Bolsonaro e Mourão participam de cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília 25/04/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Aqui não há briga. Existem opiniões que ora coincidem e ora não, mas quem decide é o presidente e ele foi eleito para isso", declarou Mourão quando questionado por jornalistas ao chegar à Vice-Presidência. Ele afirmou que não conversou com Bolsonaro sobre o assunto, mas que acredita que o presidente fará o que for melhor para o população.

"Não conversei com o presidente (sobre o assunto), o que eu quis colocar ali é que é o seguinte, a vacina é uma vacina brasileira. Qualquer vacina vai ser produzida aqui no Brasil e, óbvio, o presidente vai tomar a decisão que for melhor para o conjunto da população brasileira, que é essa a responsabilidade dele", disse.

O presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), divergem publicamente sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19. Enquanto o presidente, que é candidato à reeleição em 2022, diz que o governo federal não obrigará a imunização, o governador de São Paulo, principal adversário de Bolsonaro, já afirmou que a vacina será obrigatória para os paulistas. No mês passado, o presidente revogou acordo feito pelo Ministério da Saúde para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida pelo Instituto Butantã.

Mourão defendeu ainda uma posição de cautela em relação a um imunizante contra a covid-19. "Não é uma coisa tão simples. Muita gente fala 'começo do ano vai ter vacina', (mas) não é simples", disse. Segundo o vice-presidente, estudos sobre a vacina ainda devem indicar, por exemplo, os grupos prioritários para tomar o imunizante ou se haverá contraindicação para alguma parcela da população.

Amazônia

Na conversa com jornalistas, Mourão comentou também sobre a reunião do Conselho da Amazônia, liderado por ele, e que ocorre nesta terça. "É a última reunião do ano que estamos fazendo. Vou colocar algumas coisas para os ministros, sobre as nossas prioridades que têm que ser mantidas, o planejamento estratégico, e a partir da semana que vem a comissão integradora passa a fazer as reuniões com os diferentes ministérios", explicou.

Na semana passada, Mourão apresentou o planejamento de ações do conselho para o ano que vem ao presidente Bolsonaro, que deu seu aval para as medidas. Amanhã, Mourão embarca em viagem à Amazônia com um grupo de embaixadores com o objetivo de melhorar a imagem do Brasil quanto à preservação ambiental.

Também integram a comitiva brasileira os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da Agricultura, Tereza Cristina; do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.

Estadão
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