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Molusco contagioso na pele: como pega e quando é preciso se preocupar

Molusco na pele pode parecer uma simples espinha ou verruga. Mas como ele pega, quando preocupa e quais tratamentos existem? Veja.

9 set 2026 - 21h00
(atualizado às 21h04)
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Resumo
O molusco contagioso é uma infecção viral benigna, comum na infância, caracterizada por pequenas pápulas brilhantes com depressão central. A transmissão ocorre por contato direto com a pele, objetos contaminados ou relações sexuais. Embora costume regredir espontaneamente, o tratamento profissional, por curetagem, crioterapia ou tópicos, é indicado se houver inflamação, imunidade baixa ou muitas lesões. Não se deve espremer as bolinhas para evitar cicatrizes e a disseminação do vírus.

Uma pequena bolinha brilhante na pele, com uma espécie de "furinho" no centro, pode parecer uma verruga ou até uma espinha. Mas esse aspecto é bastante característico do molusco na pele, uma infecção viral comum, principalmente na infância.

Molusco na pele
Molusco na pele
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Na maioria das vezes, o molusco contagioso não causa problemas graves. No entanto, as lesões podem se espalhar pelo corpo e, dependendo do caso, pode ser necessário tratá-las.

Molusco contagioso é grave?

Geralmente, não. Em pessoas saudáveis, o molusco contagioso costuma ter evolução benigna e o próprio organismo consegue eliminar a infecção.

Isso, porém, pode levar meses. Algumas lesões desaparecem espontaneamente, enquanto outras permanecem por mais tempo. Por isso, nem sempre é necessário removê-las assim que aparecem.

A infecção merece maior atenção quando há muitas lesões, inflamação intensa ou alguma condição que comprometa a imunidade. Nesses casos, o quadro pode ser mais extenso e difícil de controlar.

Molusco contagioso: como pega?

O vírus passa principalmente pelo contato direto com a pele que apresenta as lesões. Por isso, entre crianças, a transmissão pode acontecer durante brincadeiras, esportes, abraços ou outras situações de contato físico próximo.

O vírus também pode passar por objetos que encostaram nas lesões, como toalhas. Além disso, uma pessoa que já tem as bolinhas pode espalhá-las para outras partes do próprio corpo ao coçar ou mexer nas lesões e depois tocar a pele.

Em adultos, quando as lesões estão na região genital, a transmissão também pode ocorrer durante o contato sexual. Isso não significa que o molusco contagioso seja necessariamente uma infecção sexualmente transmissível, já que o vírus também se espalha por contato cotidiano.

Como identificar o molusco na pele?

O molusco na pele costuma aparecer como pequenas bolinhas redondas, lisas e brilhantes. Elas podem ter a mesma cor da pele ou ser um pouco mais esbranquiçadas.

Um sinal bastante característico é uma pequena covinha no centro da bolinha.

As lesões podem aparecer sozinhas ou várias juntas e surgir em diferentes partes do corpo. Algumas pessoas também sentem coceira, especialmente quando a pele ao redor fica irritada ou inflamada.

Ainda assim, nem toda bolinha com esse aspecto é molusco contagioso. Outras doenças de pele podem produzir lesões semelhantes, por isso o diagnóstico deve ser confirmado por um profissional de saúde quando houver dúvida.

Qual é o tratamento para molusco na pele?

Nem todo caso precisa de tratamento. Quando a pessoa é saudável e as lesões não causam grandes incômodos, o dermatologista pode apenas acompanhar o quadro, já que o próprio organismo costuma eliminar o vírus.

Quando é preciso tratar, a escolha depende da idade, da quantidade de lesões, da região afetada e dos sintomas.

Uma das opções é a curetagem, procedimento em que o profissional remove a lesão com um instrumento próprio. Outra é a crioterapia, que utiliza frio intenso para destruí-la. Também existem medicamentos aplicados diretamente na pele.

Não há um tratamento único que seja o melhor para todas as pessoas.

Uma revisão sistemática publicada em 2026 avaliou diferentes opções e encontrou resultados favoráveis para algumas delas, mas ressaltou que as evidências ainda não permitem apontar uma técnica como superior em todos os casos.

Por isso, não tente furar, espremer ou arrancar as lesões por conta própria. Além de machucar a pele e aumentar o risco de infecção e cicatrizes, a manipulação pode levar o vírus para outras áreas do corpo.

Quando a remoção é indicada, ela deve ser feita por um profissional habilitado.

Quando procurar um dermatologista?

Vale buscar avaliação médica quando houver dúvida sobre o diagnóstico, muitas lesões, inflamação importante ou sinais de infecção.

A consulta também é indicada quando as bolinhas aparecem na região genital ou quando a pessoa tem alguma condição que afete a imunidade.

Nesses casos, o profissional pode confirmar se realmente se trata de molusco contagioso e definir se o melhor caminho é acompanhar ou tratar as lesões.

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Fonte: SaúdeLAB
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