Michael Phillips realiza cirurgia para tratar micropênis nos EUA
Michael Phillips, de 38 anos, ficou conhecido nas redes por ter o menor pênis do mundo. Após arrecadar doações on-line, ele passou por um procedimento para aumentar o órgão e conta como foi a experiência.
Michael Phillips, de 38 anos, passou por um procedimento para aumentar a espessura de seu órgão genital, financiado por doações online. Ele nasceu com micropênis, condição médica rara que afeta cerca de 0,5% dos homens e pode causar desconforto físico e emocional. A cirurgia foi realizada nos EUA e durou cerca de três horas.
Michael Phillips, americano de 38 anos que ficou conhecido por ter o "menor pênis do mundo", passou por um procedimento para aumentar o órgão genital. A cirurgia foi realizada na segunda-feira (17/8), em um hospital da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e foi financiada por doações que ele arrecadou pela internet.
O caso de Phillips ganhou repercussão internacional nos últimos meses. Segundo o TMZ e de veículos brasileiros, seu pênis mede cerca de 0,97 centímetro ereto. A medida é menor que a de um comprimido de paracetamol.
A condição se enquadra no diagnóstico médico de micropênis, quando o órgão ereto mede menos de 7,5 centímetros.
O que foi feito na cirurgia
O procedimento não foi uma cirurgia tradicional, mas uma aplicação de preenchimento dérmico semipermanente ao longo de toda a extensão do pênis. A técnica teve como objetivo aumentar a espessura do órgão, e não o comprimento.
A intervenção durou cerca de três horas. Antes da aplicação, os médicos usaram um creme anestésico e uma injeção de anestesia local para reduzir o desconforto durante o procedimento.
Phillips contou que o resultado final só poderá ser avaliado depois que o inchaço, comum após esse tipo de aplicação, diminuir completamente. Esse processo deve levar cerca de uma semana. Apesar da dor durante as injeções, ele classificou a experiência como um sucesso e afirmou que a expectativa é reduzir a dependência de fraldas, já que o formato do órgão dificultava o controle urinário no dia a dia.
Os médicos que o acompanharam explicaram que ele poderá retornar em até seis meses para uma nova sessão. Esse retorno pode servir tanto para ampliar ainda mais o resultado quanto para repor o produto, caso ele seja absorvido pelo organismo antes do esperado.
Por que ele decidiu fazer o procedimento?
Phillips relata que o desconforto com o próprio corpo o acompanha desde a infância. Ele afirma que a condição trouxe dificuldades práticas, como constrangimento e problemas urinários no cotidiano.
Para custear o procedimento, ele criou uma campanha de financiamento coletivo on-line pedindo ajuda ao público. A meta inicial era de 22 mil dólares, mas ele conseguiu arrecadar mais de 13 mil dólares, valor suficiente para realizar a intervenção, que custou cerca de 4 mil dólares. Um cirurgião plástico de Beverly Hills chegou a oferecer uma cirurgia mais complexa, de 20 mil dólares, de forma gratuita, mas Phillips optou pelo procedimento mais simples e acessível.
Micropênis é uma condição médica real
Apesar do apelo midiático do caso, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) reconhece o micropênis como uma condição real, embora rara. Estima-se que ela atinja cerca de 0,5% dos homens.
O diagnóstico costuma considerar não apenas o tamanho, mas também o impacto funcional e emocional que a condição provoca na vida da pessoa. Em casos mais graves, os tratamentos médicos vão de procedimentos para liberar tecido escondido sob a pele até a construção de um novo órgão com tecido do antebraço ou da coxa, uma cirurgia complexa reservada a poucos pacientes por ano no mundo.
Preenchimento peniano é seguro?
É importante que quem considera qualquer tipo de procedimento estético genital saiba que os riscos existem e devem ser levados a sério. A Sociedade Brasileira de Urologia orienta que, até hoje, não existe procedimento comprovadamente eficaz para aumentar o comprimento do pênis, e classifica como experimentais as técnicas voltadas ao aumento peniano.
O Conselho Federal de Medicina, no Brasil, também trata esse tipo de intervenção como experimental, segundo a Resolução nº 1.478/1997. Quando o preenchimento é realizado por profissionais qualificados, como urologistas com treinamento específico, os índices de satisfação relatados na literatura médica podem variar entre 78% e 100% dos pacientes.
Entenda os riscos
Mesmo assim, complicações podem ocorrer mesmo em mãos experientes. Entre os riscos estão infecções, formação de nódulos, assimetrias e, em casos raros, perda de pele por necrose. Um dos riscos mais graves descritos na literatura médica é a obstrução vascular provocada pelo preenchimento, que pode levar à necrose e, em situações extremas, à perda parcial ou total do órgão.
Especialistas brasileiros reforçam que esse tipo de risco aumenta significativamente quando o procedimento é feito por pessoas sem formação médica ou sem domínio da anatomia da região, prática que tem se espalhado em anúncios nas redes sociais. Para o urologista Leonardo Seligra, da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo, não há, até o momento, recomendações da literatura científica que sustentem cirurgias de aumento peniano puramente estéticas.
Se você sente desconforto com o tamanho ou a função do seu órgão genital, o caminho mais seguro é buscar avaliação com um urologista. Só um profissional pode identificar se existe uma condição médica associada, como o micropênis, e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.
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