Menopausa não é o fim: como manter uma vida sexual ativa
Especialista explica como lidar com mudanças hormonais e preservar o desejo
A menopausa traz diversas mudanças físicas e emocionais. Entre elas, a vida sexual também pode ser impactada. A queda de hormônios como o estrogênio pode causar secura vaginal, diminuição da libido e desconforto durante as relações. Esses sintomas podem começar ainda na perimenopausa, fase anterior à menopausa.
Apesar dos desafios, especialistas destacam que é possível manter uma vida sexual ativa e satisfatória. Com orientação adequada e alguns ajustes na rotina, muitas mulheres conseguem atravessar essa fase com mais conforto.
Por que a menopausa afeta a vida sexual
As alterações hormonais influenciam diretamente o corpo e o bem-estar emocional. O estrogênio tem papel importante na lubrificação vaginal e no desejo sexual.
Segundo o médico Luiz Augusto Júnior, fundador do Instituto Amare, essas mudanças afetam diferentes aspectos. "O estrogênio cai, o sono fragmenta, o humor oscila, a ansiedade sobe. O sistema nervoso entra em alerta. Muitas vezes, vêm ressecamento, desconforto e dor", explica.
Ele também ressalta que isso pode impactar a proximidade. "A mulher evita a proximidade sem nem saber explicar direito", acrescenta.
Famosas já falaram sobre o tema
Algumas mulheres públicas também relataram dificuldades durante essa fase. A apresentadora Luiza Ambiel contou que, no início da menopausa, chegou a pensar que havia se tornado "assexuada" devido à falta de vontade.
Já Paula Lavigne relatou queda na libido, mas afirmou que conseguiu contornar a situação com tratamentos. Segundo ela, mesmo com as mudanças, é possível manter uma vida sexual ativa.
Esses relatos ajudam a normalizar o assunto e mostram que a experiência varia de mulher para mulher.
1. Lubrificantes podem ajudar no conforto
O uso de lubrificantes é uma das estratégias mais simples. Eles ajudam a reduzir a secura vaginal, um dos principais sintomas dessa fase.
Essa alternativa pode tornar as relações mais confortáveis e diminuir o desconforto. Existem diferentes opções disponíveis, e a escolha pode ser orientada por profissionais de saúde.
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2. Hábitos saudáveis fazem diferença
Mudanças no estilo de vida também influenciam a libido e o bem-estar. Dormir bem, praticar exercícios e manter alimentação equilibrada ajudam a reduzir efeitos hormonais.
Esses hábitos contribuem para:
- Melhorar a disposição.
- Reduzir ansiedade.
- Equilibrar o humor.
- Aumentar a energia.
Com isso, a vida sexual pode se tornar mais satisfatória.
3. Acompanhamento médico é essencial
Buscar orientação profissional é importante para avaliar cada caso. Algumas mulheres podem se beneficiar de tratamentos específicos.
"Se tem sintoma, tem que investigar e tratar do jeito certo, com sono, nutrição e hormônios quando tem indicação", afirma Luiz Augusto Júnior.
A reposição hormonal, quando indicada, pode melhorar diversos aspectos da menopausa. No entanto, deve sempre ser feita com acompanhamento médico.
A menopausa não significa o fim da vida sexual. Com informação, cuidado e diálogo, é possível manter o prazer e a conexão nessa fase da vida.
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