Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Melatonina pode ajudar a aliviar dores crônicas? O que pesquisadores descobriram

Melatonina para dor crônica pode ser uma alternativa? Um novo estudo traz resultados promissores.

3 jul 2026 - 21h00
(atualizado às 21h01)
Compartilhar
Exibir comentários

Dormir mal e conviver com dores nas costas, artrose ou fibromialgia costuma ser uma combinação difícil. Quando um problema piora, o outro também tende a se intensificar, criando um ciclo que nem sempre é fácil de interromper.

Melatonina para dor crônica / SaúdeLab
Melatonina para dor crônica / SaúdeLab
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Foi justamente essa relação entre sono e dor que levou cientistas a investigar um possível novo papel da melatonina.

Conhecida por ajudar a regular o sono, ela agora também chama a atenção pelo potencial de aliviar dores musculoesqueléticas crônicas.

Isso não significa que a melatonina substitua os tratamentos convencionais.

Mas os resultados indicam que ela pode, no futuro, se tornar uma aliada em alguns casos, principalmente para quem também enfrenta dificuldades para dormir.

Melatonina para dor crônica: o que a pesquisa encontrou

Uma revisão conduzida por pesquisadores da Universidade de Sydney reuniu os resultados de 23 estudos clínicos com 2.028 adultos.

Os participantes conviviam com problemas como dor lombar, osteoartrite e fibromialgia ou estavam em recuperação de cirurgias ortopédicas.

No conjunto das pesquisas, a equipe observou que a redução da dor com a melatonina ficou em uma faixa semelhante à relatada para alguns medicamentos usados no tratamento dessas condições, como paracetamol, anti-inflamatórios não esteroides e opioides.

Além do alívio da dor, os participantes também apresentaram melhora na qualidade do sono.

Sono e dor têm uma relação mais próxima do que muita gente imagina

Especialistas sabem há bastante tempo que dormir mal e sentir dor costumam formar um ciclo difícil de quebrar.

A dor pode atrapalhar o sono, enquanto noites mal dormidas aumentam a sensibilidade do organismo aos estímulos dolorosos.

Por isso, melhorar o descanso também pode ajudar quem convive com dores persistentes.

Os autores acreditam que essa relação pode explicar parte dos resultados observados.

Ainda assim, o estudo não permite afirmar exatamente como o hormônio atua no organismo nem concluir que esse seja o principal mecanismo responsável pelo alívio da dor.

Isso significa que a melatonina substitui os remédios para dor?

Não. Os próprios autores do estudo, publicado na revista PAIN, fazem esse alerta.

A melatonina não deve substituir medicamentos prescritos nem ser usada por conta própria como tratamento para dor crônica.

A expectativa é que, no futuro, ela possa funcionar como uma opção complementar dentro de um plano terapêutico mais amplo, especialmente para pessoas que também enfrentam dificuldades para dormir.

Ainda há outra questão sem resposta.

Os estudos utilizaram doses bastante diferentes, o que impede definir qual seria a quantidade mais adequada para esse objetivo.

É seguro usar melatonina?

Quando utilizada por períodos curtos e com orientação médica, a melatonina costuma ser bem tolerada pela maioria das pessoas.

Os efeitos colaterais mais relatados são leves e incluem dor de cabeça, tontura e náusea.

No conjunto dos estudos analisados, também não foram identificados problemas graves relacionados ao tratamento.

Isso, porém, não significa que ela possa ser usada sem acompanhamento.

O hormônio pode interagir com alguns medicamentos e não é indicado para todas as pessoas.

Por isso, antes de iniciar o uso, o ideal é conversar com um médico, especialmente em caso de doenças crônicas, gravidez, amamentação ou uso contínuo de outros remédios.

Embora os resultados sejam animadores, eles ainda não mudam a forma como a dor musculoesquelética crônica é tratada.

A melatonina pode abrir caminho para novas abordagens, principalmente em pessoas que também sofrem com problemas de sono.

Até que estudos maiores tragam respostas mais definitivas, qualquer uso deve ser discutido com o médico responsável pelo tratamento.

Leitura Recomendada: Chamam o psyllium de "Mounjaro de pobre". Mas será que a comparação faz sentido?

Fonte: SaúdeLAB
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra