Medicamentos para emagrecer podem reduzir o risco de câncer ligado à obesidade
Um estudo do Houston Methodist Hospital com mais de 229 mil pessoas obesas e não diabéticas revelou que medicamentos GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, podem reduzir em 41% o risco geral de desenvolver cânceres ligados à obesidade. As maiores quedas, de 50% ou mais, foram observadas nos cânceres colorretal, de pâncreas, endométrio e mieloma múltiplo. Embora os resultados sejam promissores, os cientistas mantêm cautela e ressaltam a necessidade de mais pesquisas para confirmar os efeitos.
20 de agosto de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado no Houston Methodist Hospital, nos Estados Unidos, encontrou uma possível ligação entre o uso de medicamentos GLP-1 e uma diminuição no risco geral de desenvolver cânceres relacionados à obesidade em pessoas sem diabetes.
Para este estudo, os pesquisadores analisaram os dados de saúde de um banco de dados nacional com mais de 229.000 pessoas obesas e não diabéticas. Pesquisadores associaram 13 tipos de câncer à obesidade, incluindo: mama; colorretal; endométrio; esôfago; vesícula biliar; rim; fígado; meningioma (um tipo de tumor cerebral); mieloma múltiplo (um tipo de câncer da medula óssea); ovário; pancreático; estômago (gástrico); e tireoide.
Entre dezembro de 2014 e junho de 2025, 38% dos participantes do estudo receberam prescrição de GLP-1 e os 62% restantes receberam aconselhamento sobre dieta e exercícios. Ao final do estudo, os pesquisadores descobriram que os participantes que tomaram medicamentos GLP-1 contendo semaglutida ou tirzepatida apresentaram uma redução de 41% no risco geral de desenvolver um câncer relacionado à obesidade. As reduções mais drásticas no risco, de 50% ou mais, também ocorreram no mieloma múltiplo, no câncer de pâncreas e no câncer colorretal, além do câncer de endométrio.
Os pesquisadores, no entanto, se mantêm cautelosos, não afirmando que esses medicamentos previnem o câncer, mas ressaltam a importância da descoberta e destacam a necessidade de mais pesquisas sobre o tema.
Fonte: Annals of Oncology. DOI: 10.1016/j.annonc.2026.04.013.
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