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Lancheira saudável: veja 6 dicas de nutricionistas para a volta às aulas

Especialistas explicam como equilibrar praticidade e nutrição na lancheira escolar

2 ago 2026 - 04h58
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É possível unir a diversão com a praticidade e saúde na hora de montar uma lancheira
É possível unir a diversão com a praticidade e saúde na hora de montar uma lancheira
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Montar uma lancheira saudável nem sempre significa gastar mais tempo ou abrir mão da praticidade. Com algumas substituições simples, é possível reduzir a presença de alimentos ultraprocessados e oferecer refeições mais equilibradas para as crianças. Nutricionistas explicam quais itens não podem faltar e dão orientações para aumentar a aceitação dos alimentos saudáveis.

Dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil mostram que os ultraprocessados já fazem parte da rotina alimentar desde os primeiros anos de vida. Eles representam cerca de 20% das calorias consumidas por crianças menores de 2 anos e aproximadamente 30% da dieta de crianças entre 2 e 5 anos.

Segundo a Patrícia Ruffo, nutricionista e gerente científico da Divisão Nutricional da Abbott, empresa de cuidados para saúde, o consumo frequente desses produtos pode comprometer a ingestão de nutrientes importantes para o crescimento.

"Muitos destes alimentos possuem baixo valor nutricional ou excesso de gordura saturada, e ao optar por este tipo de alimentação, a criança pode deixar de ingerir nutrientes vitais e necessários para um crescimento saudável e, quando isso se torna uma prática diária a criança poderá enfrentar alguns desafios em seu desenvolvimento físico e cognitivo, ter menos energia no dia a dia, ficar mais doente, prestar menos atenção nas aulas, entre outros."

1. Combine diferentes grupos de alimentos

Uma lancheira equilibrada deve reunir uma fruta, uma fonte de carboidrato de qualidade e uma fonte de proteína. "Uma lancheira saudável deve ser equilibrada, prática e atrativa para a criança. O ideal é combinar alimentos que forneçam energia, promovam saciedade e contribuam para o crescimento e o desenvolvimento", afirma Thyago Nishino.

2. Aposte na variedade ao longo da semana

Variar os alimentos evita a monotonia e amplia a oferta de nutrientes. Patrícia Ruffo recomenda até preparar frutas cortadas e descascadas para que tenham uma aparência mais apetitosa e divertida. 

"Os pães podem e devem entrar na lancheira escolar, mas o ideal é variar o tipo para a criança não enjoar: pão francês, de forma ou de milho são algumas opções. É preciso estar atento ao recheio de cada pãozinho e os patês caseiros são opções saudáveis e nutritivas", complementou.

3. Priorize água e bebidas naturais

Na hora de escolher a bebida, a água continua sendo a melhor opção. Thyago também orienta reduzir o consumo de bebidas industrializadas. "Também é importante priorizar a água como bebida principal e evitar o consumo frequente de refrigerantes, sucos industrializados e bebidas açucaradas".

4. Envolva a criança na montagem da lancheira

Permitir que os pequenos participem das escolhas pode aumentar a aceitação dos alimentos saudáveis, segundo Thyago. Além disso, Patrícia orienta que a lancheira seja uma continuidade da alimentação oferecida em casa. "Escolha opções de conhecimento da criança. A lancheira da escola deve ser uma extensão da alimentação feita em casa. Não adianta colocar um alimento que a criança não costuma ingerir em casa, pois as chances de voltar na lancheira são grandes".

5. Não busque a perfeição todos os dias

Segundo Thyago Nishino, o mais importante é manter uma rotina alimentar saudável. "Vale lembrar que uma lancheira saudável não precisa ser perfeita todos os dias. O mais importante é que ela faça parte de uma rotina alimentar equilibrada, com predominância de alimentos in natura e minimamente processados, deixando produtos ultraprocessados para ocasiões pontuais. Dessa forma, é possível estimular bons hábitos alimentares desde a infância, refletindo positivamente na saúde ao longo da vida".

6. Suplementação deve ter indicação profissional

Patrícia Ruffo explica que suplementos nutricionais podem ser úteis em casos específicos, como seletividade alimentar ou baixo ganho de peso e altura, mas ressalta que a decisão deve ser tomada apenas após avaliação de um pediatra ou nutricionista. O acompanhamento profissional é fundamental para identificar se há deficiência nutricional e definir a melhor estratégia para garantir um crescimento saudável.

Fonte: Portal Terra
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