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Jovem percebe sintoma incomum ao beber álcool e descobre câncer no sangue

Dor intensa no pescoço após consumir bebidas levou jovem a investigar o problema e receber diagnóstico de linfoma de Hodgkin

13 mar 2026 - 14h18
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Uma jovem norte-americana de 22 anos descobriu um câncer no sangue após perceber um sintoma incomum sempre que consumia bebidas alcoólicas.

Claire Dougherty
Claire Dougherty
Foto: Reprodução/UOL/Kennedy News & Media / Saúde em Dia

Ela sentia uma dor forte na base do pescoço logo após beber. Com o tempo, a sensação passou a chamar atenção e motivou a busca por avaliação médica.

O caso ganhou repercussão após a própria jovem relatar a experiência em entrevistas e nas redes sociais. A história também reforça a importância de observar sinais incomuns no corpo e procurar orientação médica.

Dor no pescoço após beber álcool chamou atenção

A jovem, chamada Claire Dougherty, contou que os primeiros sintomas surgiram em agosto de 2025.

Sempre que bebia álcool, ela sentia uma dor intensa no lado esquerdo do pescoço. A sensação se espalhava até a região do ouvido e era acompanhada por falta de ar.

No início, ela acreditou que se tratava apenas de uma dor de ouvido ou irritação passageira.

Com o tempo, começou a perceber um padrão: o desconforto aparecia sempre após o consumo de bebidas alcoólicas.

Por isso, passou a suspeitar de intolerância ao álcool.

Mesmo assim, o problema continuou mesmo após trocar de bebida. Vodca, gin ou vinho provocavam a mesma reação.

Caroço na garganta levou à investigação médica

Algum tempo depois, Claire percebeu um caroço na região da garganta.

Esse novo sinal fez com que ela procurasse atendimento médico para investigar o problema.

Os profissionais solicitaram exames de imagem e outros testes para entender a origem dos sintomas.

A tomografia e a biópsia revelaram a presença de um tumor na traqueia.

Os médicos explicaram que a dor ao beber álcool acontecia porque o tumor pressionava estruturas da região do pescoço e das vias respiratórias.

Após a investigação, ela recebeu o diagnóstico de linfoma de Hodgkin em estágio 2.

O que é o linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático.

Esse sistema faz parte das defesas do organismo e ajuda a combater infecções.

A doença costuma começar nos gânglios linfáticos, estruturas que funcionam como filtros do sistema imunológico.

Esses gânglios ficam espalhados pelo corpo, especialmente no pescoço, nas axilas e na região da virilha.

Com o avanço da doença, o câncer pode atingir outros órgãos, como baço, fígado, pulmões e medula óssea.

Sintomas mais comuns do linfoma

Os sintomas do linfoma podem variar de pessoa para pessoa.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Caroços ou inchaços no pescoço, axilas ou virilha.

  • Febre persistente.

  • Suor noturno intenso.

  • Perda de peso sem causa aparente.

  • Cansaço frequente.

  • Coceira na pele.

  • Sensação de falta de ar.

Em alguns casos raros, a pessoa também pode sentir dor nos gânglios linfáticos após consumir álcool.

Tratamento e recuperação

Após o diagnóstico, a jovem iniciou rapidamente o tratamento.

Ela passou por um protocolo de quimioterapia, concluído em fevereiro deste ano.

Agora, deverá realizar cerca de 20 sessões de radioterapia para complementar o tratamento.

Segundo os médicos, essa etapa ajuda a eliminar possíveis células cancerígenas restantes e reduzir o risco de recidiva.

A boa notícia é que o tumor respondeu bem ao tratamento inicial e diminuiu rapidamente, reduzindo a compressão na traqueia.

Diagnóstico precoce faz diferença

Apesar de ser relativamente raro, o linfoma de Hodgkin é considerado um dos cânceres com maiores taxas de cura quando diagnosticado cedo.

A doença pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum entre adultos jovens, principalmente entre 20 e 30 anos.

Por isso, médicos reforçam a importância de investigar sintomas persistentes ou incomuns.

Caroços, dor inexplicável ou alterações no corpo que não desaparecem devem sempre ser avaliados por um profissional de saúde.

Atenção aos sinais do corpo

Durante o tratamento, Claire passou a incentivar outras pessoas a prestarem mais atenção aos sinais do próprio corpo.

Segundo ela, procurar ajuda médica pode trazer respostas importantes e aumentar as chances de tratamento eficaz.

Mesmo que os exames causem ansiedade ou desconforto, investigar sintomas é fundamental para preservar a saúde e garantir mais tranquilidade no futuro.

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