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Irlandês se enterra vivo e transmite impressões de dentro do túmulo pelas redes sociais

7 mar 2017 - 08h18
(atualizado às 11h44)
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Para muitas pessoas, a simples ideia de ser enterrado vivo já é suficiente para causar pesadelos. Mas um irlandês passou três dias a três palmos do chão.

O caixão era mais espaçoso do que a média e Edwards tinha acesso a luz, água e internet
O caixão era mais espaçoso do que a média e Edwards tinha acesso a luz, água e internet
Foto: Pacemaker

John Edwards se voluntariou para deitar em um caixão que foi fechado e enterrado no terreno de uma igreja de Belfast, capital da Irlanda do Norte.

Mas ele não esteve sozinho lá embaixo - o caixão foi especialmente adaptado para que ele pudesse transmitir a experiência ao vivo pelas redes sociais.

Durante as 72 horas, ele alcançou pessoas ao redor do mundo com a ajuda do Skype, Facetime e uma câmera ao vivo.

ohn Edwards transmitiu experiência ao vivo de seu caixão.
ohn Edwards transmitiu experiência ao vivo de seu caixão.
Foto: Pacemaker

"Foi absolutamente inacreditável", disse ele ao jornal irlandês Belfast Telegraph. "Eu falei com pessoas na China, Brasil, Índia, Nigéria, Canadá, Equador e Austrália".

Mensagem aos desesperados

Seu objetivo foi enviar uma mensagem de alento e esperança a pessoas em desespero. Edwards, de 61 anos, é um ex-dependente de drogas e ex-alcóolatra que não bebe há mais de duas décadas.

No passado, enfrentou abuso sexual, viveu na rua, recebeu tratamentos para distúrbios mentais e sobreviveu a várias overdoses.

Ele também sobreviveu a dois cânceres e a um transplante de fígado após desenvolver hepatite C por causa de uma agulha contaminada.

Depois de passar pelo que descreveu como um "incrível encontro com Deus há 27 anos", ele criou vários centros cristãos de reabilitação e abrigos para moradores de rua.

Ar, comida e água eram transferidos por tubos
Ar, comida e água eram transferidos por tubos
Foto: Pacemaker

Seu hábito de se enterrar vivo é "meio que um truque", mas ele acredita que a iniciativa tem uma mensagem série por trás.

"Quero chegar ao maior número possível de desesperados".

O caixão foi especialmente adaptado para que ele pudesse transmitir experiência ao vivo
O caixão foi especialmente adaptado para que ele pudesse transmitir experiência ao vivo
Foto: Pacemaker

Edwards perdeu mais de 20 de seus amigos por conta de abuso de drogas e de álcool e suicídios. Hoje, ele se dedica a aconselhar e rezar com pessoas em situações de desamparo e desespero.

Por três dias, sua mensagem de "esperança" saiu do túmulo do terreno da igreja de Willowfield. Ele recebeu chamadas, mensagens de texto e e-mails de pessoas que buscam ajuda.

Edwards não é claustrofóbico, mas, antes da experiência, estava um pouco apreensivo sobre ser enterrado vivo.

"Quando a tampa é fechada, você está sob o solo e ouve a terra cobrindo o caixão...é estranho", admitiu.

Tudo correu bem

Lápide foi instalada como parte da experiência
Lápide foi instalada como parte da experiência
Foto: Pacemaker

Depois de ser desenterrado, ele contou ao jornal irlandês que se sentia um pouco "tonto e trêmulo", mas que estava bem.

A estrutura de madeira usada na experiência era mais espaçosa do que a média dos caixões - com 2,4m de comprimento, 1m de altura e 1,3m de largura.

Ela estava equipada com um banheiro improvisado e um tubo que garantia acesso a ar e a passagem de água e alimentos.

Este não foi o primeiro autoenterro de Edwards. No ano passado, ele passou três dias em um caixão sob o solo na cidade de Halifax, na Inglaterra.

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