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Governo alerta para aparecimento de praga que destrói colmeias na BA

Apicultor que encontrar o besouro Aethina Tumida precisa, obrigatoriamente, notificar o órgão agropecuário

23 jul 2025 - 11h18
(atualizado às 11h40)
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Resumo
O governo da Bahia emitiu alerta sobre a praga Aethina Tumida, que ameaça colmeias na região; apicultores devem notificar casos à Adab e adotar práticas preventivas devido à gravidade dos danos.
Foi encontrado um foco do besouro destruidor de colmeias na Bahia
Foi encontrado um foco do besouro destruidor de colmeias na Bahia
Foto: Divulgação/Adab

O governo da Bahia, através da Agência de Defesa da Agropecuária da Bahia (Adab), emitiu um alerta para apicultores e meliponicultores sobre o aparecimento de um besouro originário da África conhecido como Pequeno Besouro das Colmeias. O nome refere-se ao fato de ele atacar colmeias de abelhas sem ferrão, alimentando-se principalmente do mel e das larvas.

Segundo a pasta, a infestação do besouro do tipo Aethina Tumida pode causar sérios prejuízos à produção apícola, como a diminuição da produtividade e até mesmo o abandono de enxames.

De acordo com os registros do governo federal, a primeira ocorrência do Aethina Tumida no Brasil foi em 2015, quando mais de 20 exemplares do inseto foram encontrados no Estado de São Paulo.

Na Bahia, dessa vez, a Adab afirma que foi reportado um único foco, restrito no município do Conde e já controlado, com ações de vigilância no entorno e de educação sanitária. O órgão orienta em relação aos cuidados que os produtores precisam ter com suas colmeias, tanto na identificação da praga, quanto na proteção das suas produções.

Segundo a coordenadora do Programa de Sanidade das Abelhas da Adab, Luciana Ávila, não existe tratamento e a prevenção está nas boas práticas de manejo. Vale ressaltar que o inseto infesta, preferencialmente, colônias de abelhas Apis Mellífera e é preciso manter as suas colmeias fortes. 

“É importante que os enxames estejam fortes e com rainhas jovens, que sejam utilizadas caixas padrão. Caixas velhas e abandonadas do apiário precisam ser retirados, assim como restos de quadro e cera. Na entressafra, deve-se usar alimentos proteicos ou energéticos de origem conhecida”, orienta Luciana.

Ela ainda reforça o ciclo de vida longo do besouro e propagação por meio do voo ou pelo transporte irregular de colmeias já infestadas. “Como há a ocorrência do besouro em outros Estados, precisamos reforçar a importância da compra de colmeias e rainhas com Guias de Trânsito Animal”, afirma. 

Para identificar o Aethina Tumida, o apicultor precisa estar atento às características físicas deste besouro, que possui cor marrom e tamanho equivalente a um terço do tamanho da abelha.

A orientação é que o produtor colete e armazene o besouro em um frasco limpo e bem fechado contendo álcool 70%. Caso não tenha álcool, congele os frascos e, em seguida, entre em contato imediatamente com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia, pois se trata de uma praga de notificação obrigatória.

Fonte: Redação Terra
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