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Glaucoma infantil: saiba como proteger a visão das crianças

O glaucoma infantil é assintomático e pode causar danos irreversíveis à visão quando não diagnosticado precocemente. Aprenda a identificar os sinais e evite danos à visão da criança.

12 mar 2026 - 16h09
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Muitas pessoas acreditam que o glaucoma afeta apenas os idosos. Infelizmente, essa doença ocular grave também atinge bebês e crianças em todo o mundo.

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

O Dia Mundial do Glaucoma, celebrado em 12 de março, reforça essa importante conscientização. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram números preocupantes sobre a saúde visual infantil.

O problema é responsável por cerca de 5% dos casos de cegueira em crianças. Isso representa aproximadamente 75 mil pequenos que perderam a visão por falta de diagnóstico precoce.

O que é o glaucoma infantil e como ele age?

O glaucoma na infância ocorre devido ao aumento da pressão intraocular. Esse processo danifica o nervo óptico, que é responsável por levar as imagens ao cérebro.

O oftalmopediatra Dr. Edison Geraissate, do CBV - Hospital de Olhos, explica os riscos. Segundo o especialista, as lesões no nervo óptico podem ser totalmente irreversíveis se não tratadas.

Como os tecidos do bebê ainda estão em desenvolvimento, eles sofrem mais danos. A pressão elevada pode deformar a estrutura ocular de forma muito rápida e severa.

Leia também: O que parece brincadeira pode trazer riscos: maquiagem em crianças preocupa pais.

Tipos e causas principais da doença nos pequenos

Existem diferentes formas da doença se manifestar nos primeiros anos de vida. O tipo mais comum é o glaucoma congênito primário, que surge logo no nascimento.

Ele acontece por uma falha no sistema de drenagem do líquido ocular. Sem o escoamento correto, a pressão sobe e coloca a visão em risco imediato.

Já o tipo secundário surge após traumas, infecções ou cirurgias prévias. O uso prolongado de colírios com corticoides também é um fator de risco importante e perigoso.

O crescimento anormal do globo ocular

O Dr. Edison Geraissate ressalta que a plasticidade dos tecidos infantis agrava o quadro. O olho da criança pode crescer de forma anormal por causa da pressão.

Além do tamanho aumentado, a córnea pode apresentar uma aparência esbranquiçada ou opaca. Esse sinal indica que o glaucoma já está afetando a transparência da visão.

  • Glaucoma congênito: surge nos primeiros meses de vida por falha genética.

  • Glaucoma secundário: relacionado a traumas, infecções ou uso de medicamentos específicos.

  • Glaucoma juvenil: afeta crianças maiores e adolescentes de forma silenciosa e lenta.

Sinais de alerta que as mães precisam observar

Identificar o glaucoma precocemente é o maior desafio para os pais e médicos. Alguns sintomas são claros, mas em muitos casos a doença é totalmente assintomática.

Fique atenta se o seu filho apresentar lacrimejamento excessivo sem motivo aparente. A sensibilidade intensa à luz, chamada de fotofobia, também é um sinal clássico de alerta.

Olhos muito grandes ou que parecem "saltados" devem ser avaliados por um especialista. A vermelhidão constante também pode indicar que algo não vai bem com a pressão ocular.

Confira: Caso Virginia acende alerta sobre autoestima infantil.

Como é feito o diagnóstico do glaucoma em crianças?

O diagnóstico preciso exige uma avaliação oftalmológica completa feita por um especialista. O médico realiza a medição da pressão intraocular com equipamentos específicos para crianças.

Também é feita uma análise detalhada do fundo do olho para checar o nervo óptico. Quanto mais cedo o glaucoma for descoberto, maiores são as chances de preservar a visão.

Exames de imagem podem ajudar a monitorar a evolução do tratamento ao longo do tempo. A disciplina nas consultas de rotina é a melhor arma contra a cegueira infantil.

Exames essenciais para a saúde visual

  • Teste do Olhinho: fundamental logo após o nascimento para detectar anomalias.

  • Tonometria: mede a pressão interna do olho de forma precisa e segura.

  • Fundoscopia: avalia a saúde do nervo óptico e da retina da criança.

  • Paquimetria: mede a espessura da córnea para auxiliar no diagnóstico final.

Tratamento e controle da pressão intraocular

O tratamento para o glaucoma varia conforme a idade e a gravidade do caso. O objetivo principal é reduzir a pressão interna do olho para níveis seguros.

O uso de colírios específicos ajuda a controlar a produção ou drenagem do líquido. Em casos mais graves, procedimentos a laser podem ser indicados pelo médico assistente.

No entanto, a cirurgia costuma ser a melhor opção para os casos de origem congênita. O procedimento corrige a falha estrutural no sistema de drenagem de forma definitiva.

A importância do acompanhamento contínuo e rigoroso

O glaucoma é uma doença crônica que exige cuidados pelo resto da vida. Mesmo após uma cirurgia de sucesso, a criança precisa de monitoramento constante e fiel.

O Dr. Edison Geraissate destaca que o controle desde o nascimento é determinante. Manter a pressão estável garante que a criança se desenvolva com qualidade de vida visual.

Qualquer descuido no acompanhamento pode resultar em perda rápida de campo de visão. Por isso, a parceria entre a família e o oftalmopediatra é fundamental para o sucesso.

O papel da família no tratamento diário

As mães desempenham um papel vital na aplicação correta das medicações prescritas. Criar uma rotina para os colírios evita esquecimentos que podem prejudicar o controle da pressão.

Além disso, observar mudanças no comportamento visual do filho ajuda na detecção de crises. O amor e a atenção dos pais são os melhores aliados do tratamento médico.

  • Nunca suspenda o uso de colírios sem orientação médica expressa.

  • Mantenha um calendário de consultas oftalmológicas sempre atualizado e visível.

  • Informe a escola sobre a condição visual da criança para melhor adaptação.

  • Estimule atividades que não sobrecarreguem a visão cansada ou sensível do pequeno.

Prevenção e conscientização sobre o glaucoma juvenil

A variante juvenil do glaucoma é extremamente perigosa por ser silenciosa. Ela costuma aparecer em adolescentes e não apresenta dores ou sinais visíveis no início.

O diagnóstico tardio costuma ocorrer quando a perda de visão já é percebida pelo jovem. Nesse estágio, o dano ao nervo óptico já costuma estar em fase avançada.

Check-ups anuais são a única forma de flagrar esse tipo de alteração precocemente. Se houver histórico familiar da doença, o cuidado deve ser redobrado e mais frequente.

Um futuro com visão para todas as crianças

A ciência avançou muito no tratamento do glaucoma nos últimos anos. Novas técnicas cirúrgicas e medicamentos mais eficazes trazem esperança para milhares de famílias brasileiras.

Informação de qualidade é o primeiro passo para evitar a cegueira evitável em crianças. Ao compartilhar este conhecimento, você ajuda a proteger o futuro de muitos pequenos.

Fique atenta aos olhos do seu filho e confie no seu instinto materno sempre. A visão é um presente precioso que merece todo o nosso cuidado e proteção.

Não espere os sintomas aparecerem

Como vimos, o glaucoma infantil pode ser um inimigo invisível e muito agressivo. A prevenção através de exames periódicos ainda é a melhor estratégia de saúde.

Proteja os olhos de quem você mais ama com responsabilidade e carinho constantes. Procure um oftalmopediatra de confiança e tire todas as suas dúvidas sobre o tema.

Seu filho já passou por uma consulta oftalmológica este ano? Compartilhe este post com outras mães e ajude a salvar a visão de muitas crianças!

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